terça-feira, 29 de maio de 2012

1 litro de lágrimas (j-drama)


Uma comovente história baseada em fatos reais...
 Aya Ikeuchi é interpretada pela atriz Erika Sawajiri.


Título: 1 litro de lágrimas
Gênero: Escolar, Romance, Drama
País de origem: Japão
Principais do elenco:
Sawajiri Erika como Ikeuchi Aya 
Yakushimaru Hiroko como Ikeuchi Shioka 
Nishikido Ryo como Asou Haruto 
Jinnai Takanori como Ikeuchi Mizuo 
Narumi Riko como Ikeuchi Ako 
Fujiki Naohito como Mizuno Hiroshi 
Koide Saori como Sugiura Mari 
Sanada Yuma como Ikeuchi Hiroki 
Miyoshi Ani como Ikeuchi Rika 
Matsuyama Kenichi como Kawamoto Yuji
N° de episódios: 11
Período de emissão: 11 de Outubro de 2005 até 20 de Dezembro de 2005 (ás terças-feiras)
Emissora de TV: Fuji TV


1 litro de lágrimas conta a história de uma garota que aos 15 anos descobre que tem uma doença incurável chamada degeneração espinocerebelar. Essa terrível e cruel doença afeta o cerebelo, que aos poucos, faz o portador perder os movimentos do corpo. Coisas simples como andar, comer, escrever e falar vão se tornando difíceis até que chega um momento em que já não são possíveis de se fazer. Vale lembrar que apesar disso, a memória não é afetada, muito menos a capacidade de aprendizado ou a compreensão do que acontece ao seu redor.

O dorama é baseado num diário escrito por uma garota japonesa que passou dez anos lutando contra essa doença, mas infelizmente veio a falecer aos 25 anos de idade.
Foto da verdadeira Aya.

Aya é uma garota alegre e cheia de vida, mora com seus pais e seus três irmãos mais novos.

A história começa mostrando o dia a dia da família. Aya e os irmãos vão para a escola, o pai de Aya é dono de uma loja de tofu e a mãe de Aya trabalha como higienista.

Da esquerda para direita: Hiroki (irmão de Aya), Mizuo (pai de Aya), Ako (irmã de Aya), Aya, Shioka (mãe de Aya) e Rika (irmã mais nova de Aya).

Aya é esforçada e estudiosa, porém um pouco mais desastrada que as outras garotas de sua idade. Sua mãe , Shioka, percebe que a garota sofre quedas mais que o normal. Preocupada que esses pequenos acidentes de sua filha se tornem algo mais grave, ela leva a menina ao médico e acaba descobrindo que sua filha é portadora de uma doença sem cura.

Aya sempre de bem com a vida.

É muito doloroso ver o sofrimento da família, os pais de Aya, apesar de ficarem desesperados com essa situação, acabam suportando toda a dor para manterem sua filha livre de preocupações.
Aya é uma garota esperta e logo percebe que há algo de errado no comportamento dos pais. Depois de investigar e pedir explicações, Aya acaba se deparando com a dolorosa verdade: Sua vida está prestes a mudar drasticamente, e não será para melhor.

A mãe de Aya sempre ao seu lado consolando-a.
Durante seus anos escolares, Aya tenta aproveitar o máximo possível. Uma pessoa muito especial aparece em sua vida, Asou Haruto, um rapaz meio antipático e que não tem uma boa relação com seus pais desde a morte de seu irmão, porém aos poucos ele vai se mostrando uma pessoa cheia de compaixão, e ajuda Aya de todas as formas possíveis.

Asou Haruto, uma pessoa especial no coração de Aya.

À medida que o tempo vai passando, Aya vai perdendo a agilidade e passa a andar de forma estranha e lenta, sofre discriminação por parte de alguns e compaixão por parte de outros. 
Sua capacidade de movimento está limitada e ela se torna dependente de outras pessoas. A turma do colégio já não a aceita como um deles, pois suas “debilidades” acabam afetando o desempenho dos outros alunos.

Uma bela e lutadora família.

Depois de uma reunião, os pais dos outros alunos juntamente com os professores decidem que Aya deve ir para um lugar em que ela possa estar “mais confortável”, ou seja, um lugar com pessoas iguais a ela.
Aya não aceita essa decisão. Ela não quer ficar longe dos amigos, porém ela acaba percebendo que as coisas acabariam piorando se ela insistisse em ficar.
A condição de Aya só piora com o tempo, aos poucos, sua fala é afetada e ela também já não consegue mais andar, tendo de se locomover em uma cadeira de rodas. 
Asou permanece ao lado de Aya, assim como sua família. Sua mãe, sempre atenciosa, seu pai, sempre preocupado e seus irmãos, sempre defensores.

Asou permanece ao lado de Aya até o fim.

O penúltimo episódio, chamado “Carta de amor”, é um dos mais emocionantes. Aya escreve uma carta para Asou, na carta, ela fala sobre o futuro, um futuro que ela nunca poderá desfrutar. Enquanto todos fazem planos, até juras de amor e casamento, Aya nunca poderá se casar, nunca poderá ter filhos, nunca poderá ter uma profissão. Aya sabe que sua condição só piorará, ela sabe que em pouco tempo, já não poderá falar, nem comer, e nem mesmo se levantar da cama.
As lágrimas de dor por não ter um futuro acometem a jovem garota e também o jovem rapaz. Os dois poderiam viver um romance, mas isso não é possível.

O médico de Aya faz de tudo para ajudá-la, porém no fim, já não há esperanças de vida.

Aya morre aos 25 anos. A história não tem um final feliz, porém, Asou resolve estudar para ser médico, os irmãos de Aya continuam com suas vidas, inclusive sua irmã Ako, que resolve ser enfermeira. Todos sempre se lembrando de sua corajosa irmã, que lutou até o final.

O dorama possui onze episódios e um especial com mais de duas horas de duração. Destaque para a trilha sonora, as músicas Konayuki e Only human.

Logo abaixo postei alguns vídeos relacionados à série:


Konayuki é a música tema de Aya e Asou.

créditos do video: SusanaNovaes



Only Human é a música de encerramento de cada episódio, uma música muito triste e bonita.




O diário de Aya também foi adaptado para uma versão em mangá, vejam a capa abaixo:



Alguns trechos do diário de Aya:


"Porque essa doença me escolheu?
Destino é algo que não se pode colocar em palavras."

"Quero construir uma máquina do tempo e voltar ao passado.
Se não fosse por essa doença, eu conseguiria me apaixonar e não depender de ninguém para viver."
"Com tanta raiva, com tanta vergonha, sem poder fazer nada...
Eu choro. Que fraca, não?"

"Não tem como, estou triste.
Estou só! Estou só!
Tempo! Pare!"

"No céu azul, eu vi as nuvens brancas flutuarem de um modo lindo."
"Eu não direi mais que quero voltar àquele dia.
Vou viver aceitando o eu de agora."
"Ontem eu disse 'adeus' à você.
Você também disse 'adeus'.
Quaisquer palavras que falássemos,
Fiquei feliz em poder conversar com você."

"Aceite a realidade."

"Apesar de ter me machucado com esses olhares sem coração,
Eu percebi que havia também olhares de gentileza.
Por isso eu não vou fugir.
Assim eu farei, com certeza, sempre."

"Não posso fugir das pessoas, isso seria fugir de mim mesma."

"A alegria vem depois da tristeza."

"Não posso amolecer.
Serei rigorosa comigo mesma.
É meu próprio corpo, por isso, não posso desistir."

"Eu sinto que sou amada. Dentro do calor da minha família."

"Eu agradeço por ser vista igualmente pelos meus amigos
'Eu passei a gostar de ler graças à você',
Foi o que me disseram.
'Ah, que bom.'
Eu não causei apenas incômodo a elas.
Pensando assim, não me importei muito."

"Faltam quatro dias até o fim das aulas.
Parece que por minha causa,
todos estão segurando mil garças de papéis.
A imagem deles segurando-os com tanto esforço,
Guardarei no fundo dos meus olhos,
Para que eu nunca esqueça, mesmo estando separados.
Mas...
Eu queria que dissessem:
'Aya-chan, não vá'."

"O fato de eu estar viva é uma coisa tão encantadora e maravilhosa que me faz querer viver mais e mais".


créditos das citações: http://doramaichirittoru.blogspot.com.br/


Espero que tenham gostado, até a próxima pessoal!


sexta-feira, 18 de maio de 2012

A parede de cristal (capítulo 3)

Finalmente consegui terminar o capítulo 3, espero que gostem!



Capítulo 3- Exception


Todos os tripulantes da nave estavam vestindo uma roupa refletora e espelhada, cujo tecido parecia elástico e ao mesmo tempo muito resistente. As máscaras que os protegiam de qualquer gás venenoso eram transparentes e pareciam ser muito simples e confortáveis, diferentemente das roupas que os astronautas usavam antigamente. 

Dois homens de roupa branca adentraram a nave empurrando o que parecia ser uma máquina estranha encoberta por um tecido prateado. Logo depois, eles voltaram e desceram da nave de mãos vazias. 

Por fora, Exception parecia uma esfera maciça de aproximadamente 100 metros de diâmetro acoplada num grande foguete, mas por dentro, era constituída por três ambientes distintos. O primeiro era um espaço vazio, onde os cientistas ficariam acomodados. O segundo era cheio de máquinas e tubos translúcidos de quase 3 metros de altura. O terceiro era uma sala parecida com um laboratório, repleta de computadores, fios e aparelhos pequenos que poucos saberiam identificar sua serventia. 

General Wolf caminhava de um lado para outro sempre acompanhado por um homem de barba branca. Seu nome era Grell Mozart. Ele era o chefe de todos que se encontravam ali, até mesmo do general. Aparentava ter uns 65 anos, era baixo e gordo. Seu olhar mostrava uma confiança exagerada. 

Grell Mozart foi responsável por grandes contribuições na área de astrofísica e física nuclear, sua personalidade era astuta e exageradamente animada. 

-É bom saber que chegaremos a Babylon em sete dias!- comentou animado o general Wolf. 

-Sim, foram muitos esforços de vários cientistas ao redor do mundo. Conseguimos superar a barreira do espaço-tempo e hoje poderemos abrir um portal para chegarmos mais rápido à galáxia Masthodon! -respondeu Grell com entusiasmo. 

-Meu irmão ficaria feliz... -falou Wolf com a voz um pouco trêmula. 

-Sinto muito pelo seu irmão, general, minha esposa também foi morta em 2012... Estávamos casados há apenas um mês... Naquela época, éramos muitos jovens, ficamos desesperados e não tínhamos a menor ideia do que fazer... Apenas fugimos, mas isso não foi suficiente para salvar minha querida Ellen - disse Grell, tentando consolar o general. 

-É, eu sei bem o que sentiu... -sussurrou Wolf com o olhar distraído, suspirando logo em seguida. 

Os dois ficaram em silêncio por alguns minutos, cada um com o olhar perdido, relembrando os momentos tristes do passado. 

-Espero que meus 30 soldados sejam suficientes... -falou Wolf, mudando completamente de assunto. 

-Não se preocupe, tenho 40 cientistas aqui, cérebro é mais importante do que força bruta! - replicou Mozart num tom brincalhão. 

-Acha mesmo que eles não vão revidar? -perguntou o general, observando com atenção cada milímetro do interior da nave. 

-Se fizermos tudo de acordo com o plano, eles não vão ter tempo para fazer nada contra nós! –respondeu Mozart com sua voz entusiástica e cheia de confiança. 

-Ainda tenho a impressão que estamos subestimando-os... - disse Wolf, verificando um dos tubos gigantes com as pontas dos dedos. 

“ATENÇÃO: AQUELES QUE ESTIVEREM SEM PROTETORES DE OUVIDO, POR FAVOR, RETIREM-SE DO LOCAL, REPITO, AQUELES QUE ESTIVEREM SEM PROTETORES DE OUVIDO, EVACUEM DO LOCAL. A NAVE SERÁ LANÇADA EM 5 MINUTOS.” 

Depois do aviso, muitos dos repórteres tiveram que se afastar da plataforma, outros, que surpreendentemente levaram protetores de ouvido, puderam observar o foguete ganhar altura a uma distância de aproximadamente 500 metros da base de lançamento. 

Todos os cientistas observavam e ouviam a contagem regressiva. 5...4...3...2...1... O foguete saiu da terra com o impulso flamejante, deixando um rastro gigante de fumaça branca pelo céu azul. Foi um lançamento perfeito, sem nenhuma complicação. Houve uma grande comoção e todos os cientistas comemoraram com gritos, pulos e abraços de felicitações pelo projeto bem sucedido. Stuart bateu palmas e Marcus apenas sorriu. Enquanto isso, David e Erin apenas se encaravam com expressões vazias. 

Após ultrapassar a atmosfera terrestre, os satélites puderam registrar o momento exato em que o foguete desprendeu-se da nave. A esfera maciça se abriu e de lá saiu uma enorme nave em direção à galáxia Masthodon. Exception foi projetada para criar um grande buraco negro e literalmente ser “sugada” por ele. Isso permitiria economizar os milhões de anos-luz que levariam para chegar à Babylon. 

Povos de todos os países e etnias acompanhavam esses acontecimentos através das modernas televisões, rádios, internet e também pelos mais novos transmissores digitais de 2053 espalhados pelas ruas e avenidas do mundo. Smart City era o centro de todas as atenções. 

As opiniões se dividiam, enquanto alguns estavam alegres e ansiosos pela grande conquista, outros estavam revoltados por causa dos boatos de que essa “expedição” seria na verdade um ataque surpresa aos babilônios, o que poderia ocasionar um grande problema se as coisas falhassem. 

David e Erin continuavam calados em seus assentos atrás de Marcus e Stuart. Ambos demonstravam expressões enraivecidas. 

-Parece que todos já têm certeza de que Exception é uma arma de guerra que vai acabar com a raça dos aliens... -falou Erin, deixando transparecer um pouco de amargura. 

-Nem me fale... Não acredito que trabalhei tanto tempo para esses desgraçados usarem os meus esforços numa guerra maldita! -resmungou David, totalmente revoltado com aquela situação. 

-Infelizmente é assim que as coisas funcionam... A guerra financia nossos projetos e em troca, nós ajudamos a fazer mais guerra! -retrucou Erin inconformado. 

Enquanto isso, Marcus e Stuart conversam entre si. Johnson ainda parecia apreensivo, porém Marcus exibia um sorriso de orelha a orelha. 

-Que maravilha! E não é que tudo correu bem! Em sete dias Exception estará aterrissando na superfície do planeta Babylon, não é incrível?- disse Marcus, empolgado e sorridente. 

-Isso é o que me preocupa... Grell me pareceu confiante demais... O que faremos se algo de errado acontecer? -perguntou Stuart, enxugando o suor frio de sua testa com um pequeno lenço de papel. 

-Não se preocupe antes do tempo, senhor Johnson! E além do mais, esse alarde todo que a mídia está fazendo só tem nos trazido mais benefícios, nunca na história da ciência um centro de pesquisa foi tão bem recompensado pelos seus projetos! 10 milhões só este ano! E ainda estamos em abril! - disse Marcus, com um brilho estranho no olhar. 

-Mas e se o plano falhar...? Não quero nem pensar no que pode acontecer! Temos 70 pessoas naquela nave! E se Exception não voltar, o que faremos? -perguntou Stuart meio atordoado, com uma voz rouca e insana. 

-Já disse para não se preocupar... Temos que pensar positivo, tudo vai dar certo! E além do mais, temos dinheiro o bastante para compensar as possíveis perdas... -falou Marcus, dando um tapinha nas costas de Stuart. 

David prestava atenção na conversa dos dois. Seu ódio foi aumentando até um ponto que já não dava mais pra aguentar. Ele resolveu se levantar de sua cadeira e se aproximar do chefe do departamento e seu assistente. 

-Por que não nos contaram a verdade? -perguntou David, atropelando-se nas palavras. 

-Como assim?- perguntou Marcus, com uma expressão calma e fazendo-se de desentendido. 

- Por que não nos contaram que estavam planejando uma guerra entre planetas?-grasnou David, aumentando cada vez mais o tom de voz. 

-Guerra? Quem aqui está falando em guerra? São só boatos da mídia! Quem acredita nesse absurdo? -replicou Stuart. 

-ENTÃO TUDO ISSO É SÓ PARA CHAMAR ATENÇÃO E CONSEGUIR DINHEIRO? NÃO ACREDITO QUE SEJA SÓ ISSO, AFINAL, O SENHOR ESTÁ PREOCUPADO COM O QUE PODE VIR A ACONTECER SE O TAL PLANO DER ERRADO! AO CONTRÁRIO DESSE SEU ASSISTENTE INTERESSEIRO QUE ACHA QUE UMA VIDA HUMANA PODE SER COMPENSADA COM DINHEIRO!-gritou David, já ficando ofegante. 

Marcus encarou David e começou a gargalhar. 

-HAHAHAHAHAHA! Que piada! Um cientistazinho de merda que comete erros e mais erros querendo tomar satisfação com o chefe do departamento! -debochou o assistente, deixando David vermelho de tanta fúria. 

Erin levantou-se de seu assento e tentou puxar David de volta a seu lugar. 

-Deixe-me Erin!- grasnou David, aborrecido. 

Erin segurou os braços de David e tentou impedi-lo de avançar em Marcus. 

-Erin, é melhor você segurar esse seu amiguinho, afinal, ele não tem um tio-avô tão importante quanto o seu! -debochou Marcus, sorrindo maliciosamente. 

-O que você disse?-perguntou Erin, e o sangue ferveu em suas veias. – O QUE VOCÊ DISSE? SEU CANALHA! -Erin soltou David e ele mesmo avançou em Marcus, dando-lhe um soco no meio da cara.

-ISSO É PARA VOCÊ APRENDER A NÃO SER TÃO IMBECIL, INVEJOSO E CANALHA!-gritou Erin, ainda ameaçando dar outro soco no assistente júnior. 

A maioria dos cientistas que estava por perto observava com horror toda aquela confusão, até que um deles resolveu chamar os seguranças, que rapidamente correram até o local e imobilizaram David e Erin. Por coincidência, um dos seguranças era o mesmo que recebeu os desafetos de David quando invadiram o laboratório 513. 

-SOLTE-ME! -gritou David, empurrando o segurança de uniforme azul. 

-Sinto muito, senhor, mas só estou fazendo bem o trabalho pelo qual sou pago!-respondeu o segurança, encarando David de uma forma orgulhosa. 

-Muito engraçado... -riu David ironicamente. 

Stuart ordenou aos seguranças que os levassem de volta ao laboratório. 

-Erin, sinto muito, mas seu tio-avô ficaria muito decepcionado se eu tivesse que demiti-lo... Espero sinceramente que isso não se repita! -falou Johnson, enquanto David e Erin se afastavam em direção ao túnel, escoltados pelos seguranças. 

Quando chegaram ao laboratório, os seguranças empurraram os dois para dentro da sala e fecharam a porta com força, fazendo um barulho incômodo aos ouvidos. David quase caiu em cima da mesa de Erin, enquanto isso, Erin bufava de tanta raiva. 

-AQUELES DOIS DESGRAÇADOS, OUVIU O QUE O VELHO JOHNSON DISSE? “SEU TIO-AVÔ FICARIA MUITO DECEPCIONADO SE EU TIVESSE QUE DEMITI-LO”. AQUELE FILHO DE UMA... –grasnou Erin totalmente fora de si. 

-Você está bem, Erin? Nunca te vi tão nervoso desse jeito! -perguntou David, mostrando-se preocupado com o amigo. 

Erin respirou fundo e tentou se acalmar, caminhou até a mesa e sentou-se em sua cadeira. 

-Você tem razão... Acho que perdi o controle por um momento... Mas é sempre assim, nunca me dão mérito por nada! Eu me esforcei pra estar aqui! Você sabe disso, não é? Fizemos faculdade juntos! Eles não tem o direito de achar que eu só estou aqui por causa da influência do meu tio-avô! -falou Erin inconformado. 

-Eu sei... Isso também acontece o tempo todo comigo... Estamos no mesmo barco... –respondeu David num tom entristecido. 

-Não tenho culpa se meu tio-avô é o governador do Texas!-grasnou Erin, levando as mãos ao rosto e ficando em silêncio depois disso. 

David quis falar algumas palavras de consolo para seu amigo, mas resolveu ficar algum tempo em silêncio. Pouco tempo depois, pareceu recordar algo. Seu olhar ficou estranho e distante.

Subitamente, começou a falar: 

-O caminho... O caminho poderia continuar reto, mas não, tem de haver curvas, distorções, algo que não torne as coisas tão simples e lineares... Há buracos na estrada, vidas que se desencontram e destinos que se cruzam, tudo parece tão difícil e insuportável que só o fato de pensar que tudo pode acabar algum dia nos traz um pouco de alívio e conforto, quase como se desejássemos a morte... 

-M-Mas que diabos você acabou de falar?-perguntou Erin, tirando as mãos do rosto e olhando assustado para David. 

-A garota me disse... -respondeu David, com um olhar ainda mais distraído e sonhador. 

-Que garota?-perguntou Erin, muito confuso, olhando para David como se ele tivesse ficado maluco. 

David ficou pensativo e começou a rir. 

-Desculpe, acho que escolhi uma hora errada para falar essas coisas... É que ontem eu tive um sonho esquisito... Uma garota, quer dizer, acho que era uma garota, não deu pra ver direito, estava tudo embaçado... -falou David, puxando pela memória. 

-Espera aí, explica isso direito, cara, você está me assustando!-disse Erin, mostrando-se ainda mais confuso. 

-Ontem eu tive um sonho em que uma voz de uma garota me falava essas coisas que eu acabei de dizer pra você, estava tudo embaçado e não deu para ver o rosto dela, mas eu percebi que ela tinha um cabelo estranho... -continuou David, ainda puxando pela memória e entrelaçando as mãos. 

-Estranho como?-perguntou Erin, ajeitando-se em sua cadeira e mostrando-se interessado no assunto. 

-De uma cor... De uma cor... Prateada... -falou David, sem ter muita certeza do que acabara de dizer. 

-Que maluquice é essa? Hehehehe Pelo menos você me fez esquecer aquele desgraçado do Johnson e o capacho dele!- debochou Erin, começando a rir daquela situação estranha. 

-Não te falei desses sonhos antes por que sabia que você iria rir de mim!-replicou David, fingindo-se magoado. 

-Desses sonhos? Quer dizer que você teve mais de um?-perguntou Erin. 

-Já faz algum tempo que eu sonho com essa mesma garota, e o que me deixa mais intrigado é que não consigo ver o rosto dela... É muito estranho, parece que existe uma... Uma parede... Uma parede quase transparente, mas que não me permite ver direito... -disse David, suspirando e mostrando-se decepcionado. 

-Acho que depois de tanto tempo sem ver a luz do sol, os raios ultravioletas acabaram fritando o seu cérebro hoje!-debochou Erin, soltando uma gargalhada. 

-Ah Erin! Pare com essas suas brincadeirinhas de mau gosto, isso é irritante!- falou David enraivecido. 

-Calma aí, ultimamente você anda muito estressadinho, na verdade, nesses últimos dias você... Espera aí, será que esse seu estresse todo é por causa desses sonhos estranhos?-perguntou Erin, deixando de lado seu sorriso e ficando sério. 

-Talvez sim, é muito frustrante! Quero ver o rosto dela, mas não consigo! Ela me fala sobre o destino, sobre a morte e um monte de coisas estranhas... Como você acha que eu me sinto? Às vezes parece que ela quer que eu a ajude de alguma forma!-disse David, levando as mãos à cabeça como se quisesse arrancar os próprios cabelos. 

-Todos os dias sonhando com alguém que você não tem a mínima ideia de quem seja... E ainda por cima uma pessoa que fala sobre morte...? Acho que se fosse eu já estaria louco! -falou Erin, mostrando seriedade e preocupação em seu tom de voz. -Talvez seja a hora de você procurar um médico! 

-NÃO! Eu tenho que ficar aqui! Tenho que esperar Exception voltar! Não posso me dar ao luxo de ficar maluco agora, preciso me controlar, afinal, não sabemos o que Marcus e Stuart estão planejando! 

-Por um lado você tem razão, mas o que nós dois podemos fazer? Marcus com certeza deve está planejando algo contra mim, se eu fizer mais alguma coisa errada, ele dará um jeito de convencer Johnson a me demitir! E você? Sabe muito bem que se tivesse sido você o agressor de Marcus, já teria sido expulso daqui a pontapés!-argumentou Erin. 

-Eu sei, mas sinto que devo ficar pelo menos até a nave voltar... –respondeu David, suspirando depois. 

-Vamos torcer para que ela volte... -falou Erin, desviando o olhar para um tubo de ensaio em cima de sua mesa. 







terça-feira, 15 de maio de 2012

Ugly Betty (série)


Betty Soares, a garota feia que entra no mundo da moda de um jeito peculiar...

Betty é uma personagem interpretada pela atriz América Ferrera


Título: Ugly Betty
Autores : Fernando Gaitán (autor original), Silvio Horta e Marco Pennette
Gênero: Comédia, romance, drama
País de origem: Estados Unidos
Diretores: Victor Nelli Jr. e James Hayman
Principais do elenco: 
America Ferrera como Betty Suarez 
Eric Mabius como Daniel Meade
Vanessa Williams como Wilhelmina Slater
Becki Newton como Amanda Tanen
Michael Urie como Marc St. James
Ana Ortiz como Hilda Suarez 
Mark Indelicato como Justin Suarez 
Ashley Jensen como Christina McKinney 
Christopher Gorham como Henry Grubstick 
Freddy Rodríguez como Giovanni 'Gio' Rossi
Daniel Eric Gold como Matt Hartley
Rebecca Romijn como Alexis Meade 
Judith Light como Claire Meade
Alan Dale como Bradford Meade 
Tony Plana como Ignacio Suarez
N° de temporadas: 4
N° de episódios: 85
Período de emissão: 28 de Setembro de 2006 - 14 de Abril de 2010
Emissora de TV: ABC


Ugly Betty é uma série americana baseada na telenovela colombiana “Yo Soy Betty La Fea” e adaptada pela produtora Salma Hayek. Conta à história de Betty Soares, uma moça de família humilde que consegue um emprego numa revista de moda muito famosa.

Principais personagens, da esquerda para direita: Wilhelmina Slater (a vilã da série), Mark (assistente da vilã), Amanda (melhor amiga de Mark),Clair Meade (esposa de Bradford) , Bradford Meade (o dono da revista e pai de Daniel), Alexis (irmão de Daniel que mudou de sexo), Daniel (chefe de Betty), Cristina (melhor amiga de Betty), Henry (namorado de Betty), Betty ( a protagonista), Ignácio (pai de Betty), Justin (sobrinho de Betty) e Hilda (irmã mais velha de Betty).

Daniel, o chefe de Betty, é um rapaz mulherengo que se envolve com todas as suas assistentes, e por esse motivo, seu pai, o dono da revista, resolve contratar “a feia” para ser sua nova secretária.

Daniel, o galã da série. Interpretado por Eric Mabius.
 
No início, Betty fica muito feliz e empolgada com o novo emprego, porém, logo ela percebe que as pessoas ao seu redor, ou seja, seus próprios colegas de trabalho, não a querem naquele lugar, pois para muitos deles, a feia não se encaixa num local onde só se fala em moda e beleza. Daniel também não se agrada com a presença de Betty e a julga ser incapaz de cumprir com as suas obrigações de secretária.

Betty vestida em seu famoso poncho, no primeiro dia de trabalho na revista Mode.

Betty se esforça para se “encaixar” nesse novo mundo e mostra que é uma profissional dedicada, inteligente, criativa e principalmente, eficiente. Daniel, que não é bobo nem nada, logo percebe que está diante de uma pessoa que poderá ajudá-lo muito dentro da empresa e passa a enxergar Betty não mais como a garota feia, e sim como sua eficiente secretária.

Nem Daniel nem Betty possuem experiência no mundo da moda, por isso sofrem preconceito por parte de seus colegas de trabalho e são constantemente sabotados por aqueles que querem ocupar o cargo em que eles se encontram.

Wilhelmina Slater faz de tudo para tomar o cargo de Daniel.
Amanda e Mark, os dois capachos de Wilhelmina que fazem de tudo para infernizar a vida de Betty.

Por estarem sempre juntos, aos poucos, Daniel e Betty desenvolvem uma relação que vai além da profissional. Os dois se tornam muito amigos. Com o passar do tempo, Daniel vai ficando cada vez mais dependente dos cuidados e atenções de Betty, ao mesmo tempo em que ela se sente responsável por estar sempre ao lado dele. Apesar do profundo sentimento de amizade que existe entre os dois, ao longo da série, não fica claro se esse sentimento vai evoluir para algo mais (como acontece nas outras versões dessa história, em que o chefe se apaixona pela secretária).

Como eu já havia assistido “A feia mais bela”, que é uma versão mexicana da mesma telenovela colombiana, fiquei esperando desesperadamente que Daniel e Betty logo se apaixonassem um pelo outro, mas infelizmente (ou felizmente), a série em nenhum momento se foca num possível romance entre os dois, pelo contrário, à medida que os episódios vão dando continuidade a história, menos achamos que poderá acontecer algo além de amizade. 

Daniel e Betty sempre juntos, mesmo não sendo um casal.
Ugly Betty é uma série muito cativante, que mistura comédia e drama de uma forma gostosa de se ver. Além de todas as confusões que acontecem no trabalho, a série também foca-se na vida pessoal dos protagonistas.


Os amores de Betty
   
Walter
Cara chato!
Walter é um rapaz sem muitas ambições e meio sem graça. Ao contrário de Betty, que quer alcançar o topo, ele prefere desfrutar de uma vida simples.
No começo da primeira temporada, Walter e Betty já estão brigados porque ele havia se interessado por outra mulher. Posteriormente os dois voltam a ficar juntos, mas é evidente que não existe amor nesse relacionamento.


Henry
Simpático...
Henry é um rapaz dedicado que trabalha na Mode, mesma revista em que Betty trabalha. Sua função é contador. Henry é uma daquelas pessoas metódicas mas ao mesmo tempo muito cativantes. Não posso negar que ele e Betty formavam um belo casal, sem falar que os dois eram completamente apaixonados um pelo outro.

Devo admitir que os dois combinavam.
Quando Betty se apaixona por Henry, logo fica sabendo que ele tem uma ex-namorada que está grávida. Apesar de o rapaz decidir que não pode ficar com Betty, já que deve cumprir com suas obrigações de pai, os dois resolvem morar juntos até o filho de Henry nascer.


 Gio
Lindo!
Sem dúvida nenhuma, esse foi o meu escolhido como o par ideal de Betty Soares. Gio é um rapaz cheio de sonhos e um pouco maluco também. Ele e Betty se conhecem de uma forma inusitada e logo passam a implicar um com o outro. Gio até chega a sair com a irmã mais velha de Betty, Hilda, e só faz isso para se aproximar de sua amada.

Os dois são fofos juntos!
Gio tenta mostrar a Betty que Henry não é o homem ideal para ela. Betty custa a aceitar que seus sentimentos em relação à Gio realmente se tornaram algo além da amizade, pois ela também está apaixonada por Henry, mas é difícil não ficar em dúvida tendo um homem tão lindo, engraçado e apaixonado por perto.

Um casal com muita química!

A segunda temporada da série termina com um grande ponto de interrogação: Quem Betty vai escolher? Henry ou Gio?

A terceira temporada choca os fãs mostrando que Betty não escolheu nem um nem outro (triste). Betty resolve tirar férias e viajar, buscando mais independência e maturidade, pois ela não foi capaz de se decidir entre dois amores. Quando volta, resolve comprar um apartamento e ser mais ativa no trabalho (mas as coisas não são tão fáceis como parecem).

Antes de se interessar por Matt (isso acontece só na quarta temporada), Betty sente-se atraída pelo seu vizinho, que é músico, porém, os dois nem chegam a namorar. 


Matt
Um dos personagens mais sem graça da série.
Matt foi o interesse amoroso de Betty na última temporada da série. Sinceramente, não achei que esse romance rendeu muito, em minha opinião, o casal não tinha química.
Betty e Matt
Matt é indeciso quando se trata de escolher uma profissão. Betty o ajuda a se tornar um homem mais centrado e no fim das contas, ele resolve trabalhar na África para ajudar as pessoas carentes. Betty fica muito triste, já que terá de se afastar de seu namorado, mas no fim ela acaba aceitando que isso será o melhor para ele.


Daniel
Bonito e sexy !
O desfecho da série mostra algo que eu já nem esperava: finalmente Daniel começa a se apaixonar por Betty. 

Betty recebe o convite para trabalhar em Londres como editora de uma revista (que não tem nada a ver com moda), ela fica triste por ter que deixar a Mode, mas ao mesmo tempo sente que sua realização profissional só será definitiva se ela aceitar esse cargo.

Daniel faz o maior alvoroço e tenta impedir de todas as maneiras possíveis que Betty aceite esse emprego e vá para longe dele.

Como eu já não esperava mais que um romance entre os dois pudesse acontecer, não fiquei muito animada com esse interesse repentino de Daniel, pelo contrário, estranhei completamente suas atitudes, pois nessa época, eu meio que já considerava os dois como irmãos.

Betty se demite da Mode e vai para Londres. Antes de ir, seus colegas de trabalho (que se tornaram seus melhores amigos) fazem uma festa de despedida. A família de Betty também se emociona com sua partida, porém Daniel é aquele que mais fica abalado.

No final, Daniel também se demite da Mode e entrega seu cargo à Wilhelmina Slater. Resolve começar do zero e viajar até Londres. Lá ele se encontra com Betty e até a convida para jantar. Betty oferece uma chance de emprego para Daniel, sendo que desta vez, ela será a chefe, e ele, o assistente.

Daniel e Betty se encontram "casualmente" em Londres.
A Betty toda linda e elegante e o Daniel fascinado por ela rsrs
Bom, agora alguns devem estar se perguntando: Se Betty deveria ter ficado com Gio, e Daniel? Com quem Daniel deveria ter ficado?

Sim, caro leitor, ele deveria ter ficado com a esposa dele! É isso mesmo, Daniel, o homem mulherengo que não queria saber de romance, acaba se casando na última temporada da série. E o que acontece com sua esposa? Infelizmente, ela tinha câncer e acabou falecendo. Daniel se torna viúvo.

Daniel e sua esposa, Molly.
Achei uma total injustiça o que fizeram com esse casal. Para mim, os dois eram mais que perfeitos juntos. Poderiam ter vivido por muitos e muitos anos felizes e ter tido muitos filhinhos.

A esposa de Daniel não deveria ter morrido!

Bom, pessoal, vou ficando por aqui, espero que tenham gostado. Escolhi essa série para ser a minha primeira resenha por que ela ficou marcada em minha memória, foi uma série que eu realmente amei. Apesar de ter estranhado o final, admito que fiquei feliz com desfecho que eu esperava desde o começo da série. Foi meio confuso ver Daniel e Betty juntos depois de já ter se conformado com a relação de amizade dos dois... Mas de qualquer forma, não odiei o final.

Até mais!



domingo, 6 de maio de 2012

Aberturas e encerramentos de Inuyasha


Olá pessoal!

Para quem está com saudades de ver as aberturas e encerramentos de Inuyasha, hoje irei postá-las aqui no blog.

Abertura 1 - Mudar o mundo


 Abertura 2 - Os Pedaços Dos Nossos Sonhos


 Abertura 3 - Sonho Sem Fim 


Abertura 4 - Não Há Como Perder 


 Abertura 5 - Você Pode Sonhar 


Abertura 6 - Anjo 


Encerramento 1 - Meu Desejo 


Encerramento 2 - Densa Floresta 


Encerramento 3 - Só Você 


Encerramento 4 - Corações Que Querem Se Encontrar 


Encerramento 5 - Canção Verdadeira


Encerramento 6 - Beijo Gostoso 


Encerramento 7 - Vem Pra Mim

 Créditos:edubeziaco


E como bônus, também postarei as aberturas e encerramentos de Inuyasha Kanketsu-hen!


Abertura 1

Encerramento 1

Créditos: Kamila3612


Encerramento 2


Encerramento 3



Até a próxima!



quinta-feira, 3 de maio de 2012

Nana (anime)


Duas garotas com o mesmo nome, porém estilos diferentes, gostos diferentes, personalidades diferentes...
Um anime que me surpreendeu...

Título: Nana
Autora: Ai Yasawa
Gênero: Josei, romance, musical
Número de episódios: 47
Emissora de TV: NTV
Direção: Morio Asaka
Estúdio: Madhouse
Período de emissão: 5 de abril de 2006 à 28 de Março de 2007

Quando li a sinopse de Nana, achei que se tratava de uma simples história onde duas menininhas resolvem morar juntas como amigas e correr atrás de seus sonhos, porém, depois de assistir o primeiro episódio... O segundo... O terceiro... Fiquei completamente chocada com a complexidade do enredo, que mostra de uma forma aberta e sem preconceitos os problemas dos relacionamentos amorosos vistos de um ângulo completamente feminino. Além de tudo, revela como pode ser difícil construir uma carreira no mundo da música.

Principais personagens do anime.

Integrantes da banda Black Stones, da esquerda para direita: Nobu, Nana, Yasu e Shin.
Integrantes da banda Trapnest, da esquerda para direita: Naoki, Ren, Reira e Takumi.

Embora alguns classifiquem Nana como um Shoujo (gênero de anime voltado para garotas adolescentes), o certo é considerar Nana um Josei (gênero de anime voltado para mulheres adultas), pois o enredo aborda sexualidade, vícios, conflitos sentimentais e romances não idealizados (o romance idealizado é a principal característica do shoujo).

Os traços exóticos de Yazawa dão um toque especial à obra.

Atenção: Spoilers

Tudo começa quando Nana Komatsu resolve ir para Tóquio no intuito de desfrutar sua vida de forma independente e ficar mais perto de seu namorado Shouji. No trem rumo à Tóquio, ela conhece Nana Oosaki e fica impressionada com sua beleza e seu jeito independente. Nana Oosaki é vocalista de uma banda de punk-rock chamada Black Stones, ela está indo à Tóquio para tentar fazer sucesso por lá, e também, é claro, reencontrar seu grande amor.

A primeira vez que as Nanas se encontram: Num trem rumo à Tóquio.
Nana Oosaki tem uma personalidade forte, é determinada, às vezes até um pouco áspera e mandona, porém além de tudo é uma pessoa misteriosa que esconde uma sensibilidade interior, o que mostra que seu jeito rude é apenas uma armadura que protege seu coração ferido por mágoas do passado.

Nana Oosaki

Nana Komatsu é uma garota de mente aberta e extrovertida, está sempre em busca de um romance, porém seus relacionamentos nunca duram muito tempo. Nana Komatsu, apelidada de Hachi pela outra Nana, é alguém que interiormente se mostra carente de atenção e que sempre espera os cuidados de seus amigos.

Nana Komatsu
O anime foca-se nos relacionamentos amorosos e na amizade das duas Nanas.

Nana Oosaki, sendo orgulhosa, recusa-se a admitir que não superou a paixão que sentia pelo antigo baixista de sua banda, Ren. Porém, quando o dois se veem novamente, Nana não consegue esconder seus sentimentos e os dois acabam voltando a ter um relacionamento. No final do anime, Ren pede Nana em casamento e ela aceita.

Nana e Ren
Já Nana Komatsu, não consegue administrar seus romances, que sempre acabam de uma forma frustrante. Antes de conhecer Shouji, ela se envolve com um homem casado e acaba sofrendo por ser abandonada. Quando conhece Shouji, eles se tornam amigos e posteriormente namorados, porém, após algum tempo o relacionamento dos dois vai esfriando e Shouji se sente distante de sua namorada, por isso, acaba se apaixonando por outra garota e traindo Nana. 

Nana (Hachi) e Shouji
No final, depois de tantas experiências desagradáveis, Nana Komatsu acaba se envolvendo sem compromisso com um dos integrantes da banda Trapnest, Takumi. Ele a engravida, porém, antes de saber que está grávida, Nana tem um romance com o guitarrista da banda Black Stones, Nobu. A gravidez deixa Hachi psicologicamente desestabilizada. Apesar dos pensamentos de que poderia fazer um aborto, ela decide ter o filho. Takumi, ao saber de sua gravidez, resolve pedi-la em casamento. Nana acaba tendo que decidir se continua com seu romance com Nobu ou se aceita o pedido de casamento de Takumi. Como ele é o pai da criança que ela está esperando, Nana resolve aceitar seu pedido de casamento e assim, abandona Nobu.

Meu casal favorito!

Nana e Nobu
Muitos não gostaram do final, quando Nana Komatsu resolve deixar um cara legal que estava realmente apaixonado por ela para se casar com um cara frio, mulherengo e egoísta. Mas eu, contrariando todos aqueles que odiaram esse desfecho, gostei do final. Pelo que eu entendi, Hachi não escolheu Takumi só por ele ser o pai de sua filha ou por ele ser rico (é claro que esses motivos também contribuíram para sua escolha) . Nana escolheu Takumi por que gostava dele, e embora sua consciência dissesse que o certo seria escolher “o rapaz de melhor caráter”, ela mais uma vez seguiu o seu coração torto. Ainda que existam tantos “contras” a esse relacionamento, devo dizer que Nana e Takumi formam um belo casal em minha opinião. 

Nana e Takumi: Um relacionamento intenso e cheio de surpresas.
Outro casal que chamou bastante a atenção dos espectadores: Reira e Shin. Reira é a vocalista da banda Trapnest e é secretamente apaixonada por Takumi, porém, Takumi a trata como se fosse uma irmã mais nova e isso a deixa muito magoada. Para esquecer esse amor não correspondido, Reira se envolve com Shin, um rapaz solitário que além de trabalhar na banda Black Stones, também é garoto de programa. 

Reira paga Shin para se deitar com ela. Depois de algum tempo, o relacionamento baseado em sexo se transforma em algo que envolve sentimento.
Nana é uma trama complexa que explora o mundo feminino de um jeito diferente e sem idealizações, uma trama que nos envolve e que nos faz pensar : Somos tão complicadas assim? 

Todos cometem erros, se arrependem, voltam atrás, amam e deixam de amar, afinal, somos todos humanos.

Bem, pessoal, é isso, espero que tenham gostado, vou terminando este post, até a próxima!