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domingo, 5 de outubro de 2014

Meus Desenhos - Inacabados

Oi pessoal! Como vão?

Na verdade, hoje, domingo dia de eleições, apesar de eu estar querendo postar alguma coisa aqui no blog, não tinha nada em mente (até agora rsrs).
Bom, me sinto um pouco frustrada por não ter mais nada de interessante para postar... De qualquer forma, hoje estou postando apenas alguns desenhos inacabados que eu planejava refazer, mas pela falta de tempo ainda não o fiz.

O primeiro é um desenho que eu havia feito para uma futura fanfic (que se chamaria "Apocalipse Paradoxal"). Infelizmente não tive como começar essa fanfic e não tive como refazer o desenho. No caso, esse seria o desenho da protagonista da história:



O segundo desenho é para a fanfic "A parede de Cristal". Vocês se lembram dessa fanfic? Foi uma das primeiras fanfics que eu postei aqui no blog. Já faz uns dois anos que ela está pausada. Tenho muita vontade de dar continuidade a essa fanfic, mas novamente o tempo não permite T-T Espero que um dia eu possa terminá-la.


No editor de imagens, colori e acrescentei algumas coisas:










Não ficou muito legal (a montagem ficou um b*sta kkkkk), por isso eu tinha resolvido refazer o desenho e depois editá-lo no gimp ou no photoshop.


Bom, gente, infelizmente é só isso que eu tenho pra vocês hoje. 

Até mais!


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A Parede de Cristal (todos os capítulos)


obs.: Esta postagem será atualizada à medida que novos capítulos forem lançados.

Capítulos disponíveis: 9
Status da fanfic: Pausada 






 


















sábado, 24 de novembro de 2012

A parede de cristal (capítulo 9)

Oi pessoal! Olha eu aqui de novo!
Depois de séculos (na verdade, foram dois meses rsrs) sem postar nenhum capítulo novo da minha historinha, resolvi criar vergonha e terminar de escrever o capítulo nove.
Acordei cedo hoje (coisa que eu geralmente não faço nos fins de semana) porque os desgraçados dos meus vizinhos estão reformando a casa, por isso a barulheira é infernal e não me deixou dormir até mais tarde (o barulho começou às sete da manhã Aishh!). Foi então que eu resolvi postar logo esse capítulo (que eu havia terminado ontem à noite).

Mas voltando ao que interessa, vamos começar!

Classificação indicativa do capítulo: 14 anos.





Capítulo 9 – Vingança



David e Steven brigavam feito cão e gato. Parecia que o jovem cientista havia canalizado todo o seu estresse para o novo chefe do setor. Steven, por sua vez, já teria mencionado várias vezes a frase “vou despedi-lo”, e em troca, recebia de David xingamentos acompanhados de ameaças que quase sempre se resumiam a “parasita” e “se me demitir, vou à imprensa e conto tudo!”. 

Existia uma explicação para toda essa inimizade dos dois. Há poucos dias, Steven havia convocado uma reunião muito importante, na qual ele finalmente revelou, depois de ter sido constantemente pressionado pelos outros membros do setor 048, o verdadeiro objetivo escondido por trás da construção de Exception. Precisamente, ele começou falando das investigações, nas quais foram enviadas 10 sondas espaciais para espionar o planeta-alvo, que nesse caso, era o planeta Babylon. O verdadeiro propósito das investigações era obter o maior número de informações que pudesse ajudar na criação de uma nave capaz de chegar até o planeta transportando vários tripulantes com um único objetivo em comum: plantar 17 bombas nucleares que destruiriam o planeta completamente e levar alguns espécimes nativos para pesquisa. Quando a bomba explodisse, qualquer organismo vivo seria dizimado pela radiação. Não haveria sobreviventes, exceto pelas cobaias que os cientistas viriam trazendo dentro da nave. Os sete tubos de cristal seriam as cápsulas que iriam encarcerar os extraterrestres. Três deles acomodariam cobaias mortas, apenas para estudos “minuciosos”, como a exploração de sistemas e órgãos. Nos outros quatro, ficariam as cobaias vivas, que seriam completamente monitoradas e analisadas por todos os membros do setor 048 quando chegassem à Terra. Era essencial que cada cientista fizesse sua parte para acrescentar novas informações ao quadro de investigação da vida alienígena, afinal, cientista não destroem, eles apenas estudam. Se algo desse errado e as bombas não fossem capazes de serem ativadas, ainda havia um plano B, onde um controle automático de emergência detonaria 5 bombas, o que daria cabo de aproximadamente um terço do planeta. Certamente haveria sobreviventes, pois neste caso as cinco bombas não estariam distribuídas de maneira uniforme pelo planeta, mesmo que os cientistas tenham desenvolvido um complexo sistema de distribuição pelos continentes. De qualquer forma, o plano B era algo improvável de se realizar, pois tudo havia sido minuciosamente planejado para que não houvesse erros. Exception chegaria à Babylon sem ser detectada, e, além disso, o lugar da aterrissagem era muito isolado das cidades tecnológicas do planeta. Através das sondas, os cientistas descobriram que Babylon tinha um ponto fraco: No continente Sul do planeta, havia uma pequena ilha isolada da modernidade, e nessa ilha os babilônios não utilizavam sua tecnologia avançada, pelo contrário, eles viviam como monges. Sendo assim, mesmo que os invasores fossem vistos pelos babilônios, não haveria maneira de como utilizarem armas para atacá-los. Seria um lugar perfeito para coletar amostras e sequestrar cobaias. 

Quando Steven mostrou as amostras de DNA e ao mesmo tempo revelou as imagens dos babilônios num grande monitor, grande parte dos presentes naquela sala de reuniões ficou chocada ao perceber a grande semelhança dos ETs com os seres humanos. 

Ao ouvir todas as explicações de Steven, David ia ficando com seu corpo dormente e sua testa começou a suar. De repente ele sentiu um zumbido no ouvido, um zumbido familiar, o mesmo que ele havia sentido em seus pesadelos e também quando desmaiou e foi direto para a ala hospitalar a alguns dias atrás. Parecia que estava tendo aquela mesma sensação novamente. Talvez fosse ainda pior, parecia até uma crise de pânico. Quando a imagem do babilônio apareceu na tela do grande monitor, David sentiu a espinha congelar e sua visão ficou embaçada. Já não conseguia discernir nenhum som, tudo estava embaralhado. Os múrmuros dos outros cientistas iam ficando distantes como se ele estivesse se afastando daquele lugar. Erin estava com os olhos arregalados e fixos na imagem do grande monitor. O rapaz tinha ficado tão chocado com a imagem que não percebeu que seu amigo estava passando mal. David tentava se controlar, mas seu esforço era em vão. Começou a ter uma crise de asma. Quando o som de sua respiração forçada ficou audível, Erin saiu de seu transe e gritou por ajuda. Antes de ser levado para a ala hospitalar novamente, o jovem cientista já havia desmaiado. Em seu subconsciente, algumas palavras eram sussurradas: Está perto... Está perto... Bem perto... Está perto... 

Chegando à ala hospitalar, David foi examinado e novamente seu diagnostico foi neutro. O médico não pôde indicar qualquer doença, e mesmo que fosse apenas estresse, a única coisa possível nesse caso seria notificar o chefe do departamento, já que o próprio paciente se recusava a tirar uma licença. O chefe do departamento decidiria se o rapaz poderia ou não continuar trabalhando, caso ele dissesse que não, David seria obrigado a fazer suas malas e se afastar do trabalho por dois meses. Certamente Stuart Johnson não iria querer ver um membro do setor 048 fora de Smart City, afinal, David sabia de coisas que seriam capazes de destruir a reputação do centro de pesquisa. Depois de receber a notificação, Stuart simplesmente guardou o papel dentro da gaveta de sua mesa e fez um telefonema. Ordenou a Steven que ficasse com os olhos grudados no rapaz, mas que de nenhuma forma cogitaria a possibilidade de afastá-lo de Smart City. 

Steven era outro capacho de Stuart, aceitou as ordens do chefe e ficou tão colado em David, que a única coisa que o rapaz poderia fazer em retaliação era tratá-lo como um parasita, pois era isso o que ele estava sendo naquele momento. 

-Me deixe sair desse laboratório agora! –esbravejou David, caminhando em direção à porta do setor 048. 

-Tem guardas lá fora! Você não sai daqui a menos que esteja acompanhado por um deles! Por isso, desista de fugir!- grasnou Steven, passando na frente do rapaz e segurando a porta para mantê-la fechada. 

-HAHAHAHAHA! Eu NUNCA iria fugir! Eu só quero contar tudo para a imprensa! A população precisa saber que vocês estão querendo dissecar seres semelhantes a nós! 

-Eles não são iguais a nós! São seres repugnantes que destruíram metade da raça humana! 

-E daí? Se destruirmos o planeta deles e utilizarmos os sobreviventes como cobaias, estaremos sendo muito piores do que eles! 

-Meu caro David, você é tão generoso e altruísta, um verdadeiro defensor da vida extraterrestre! Não duvido nada que você se case com uma alienígena só para garantir a paz interplanetária! –debochou Steven, revirando os olhos e dando uma risadinha irônica. 

-Seu filho da p... 

-David! –ralhou Erin, que havia acabado de sair da ala de testes de sobrevivência onde tinha ido pegar algumas amostras de DNA para a pesquisa de Joanna. 

-Não se intrometa, Erin! –bradou David, com um olhar de repreensão sobre seu amigo. 

-O que está acontecendo aqui? –perguntou Joanna, que acabara de sair apressada de sua ala para ver o que era toda aquela gritaria. 

Steven mudou de expressão rapidamente e ajeitou a gravata, depois se afastou de David e caminhou em direção à moça, que a aquela altura do campeonato já sabia das intenções do chefe de setor. 

-Não precisa se preocupar... Sinto ter que lhe dizer isso mais uma vez, mas seu companheiro de laboratório é muito problemático! –respondeu Steven, tentando deixar a voz suave, quase num tom se sussurro meio sedutor. 

-Tudo bem, Dr. Steven, eu... Eu só estava procurando pelos meus amigos! –disse Joanna, imediatamente correndo na direção de David e puxando-o pelo braço. Logo em seguida, ela faz o mesmo com Erin, e leva os dois em cada braço de volta ao seu laboratório. 

Antes que Erin pudesse se sentar à sua bancada, um dos companheiros de Steven, da ala de testes de sobrevivência, adentrou na ala de estudos de organismos multicelulares extraterrestres e pediu que o rapaz o acompanhasse de volta a sua ala para verificar as amostras de DNA. Erin saiu do laboratório um pouco desconfiado, pois ele havia acabado de ir buscar algumas amostras de DNA extraterrestre na ala de testes de sobrevivência. 

Enquanto isso, Joanna resmungava para David. 

-Seis dias David! SEIS DIAS! Você não imagina o quanto eu estou cansada dessas suas discussões com o Dr. Steven! 

-Não chame aquele parasita de doutor! –disse David de forma despreocupada. 

-Será que as discussões com Erin não foram o bastante? Talvez você não tenha percebido, mas toda vez que você tenta discutir com ele, acaba dando em nada! E sabe qual o motivo disso? Erin não está mais disposto a brigar com você! Não importa o que você faça, ele não irá mais fazer confusão! 

-Com certeza ele está fazendo isso por você... Por que você pediu... 

-E qual o problema com isso? 

-Nada, é que você e o Erin estão bastante amiguinhos ultimamente... 

-O que está querendo insinuar? 

-Eu? Insinuar? Não estou insinuando nada... Só espero que você não resolva ficar amiguinha de Steven só para que ele deixe de discutir comigo... 

-DAVID! –bradou Joanna. –Como pode dizer isso! NÃO AGUENTO MAIS! Em seis dias você se tornou a pessoa mais irônica, briguenta e insuportável da face da Terra! O que está acontecendo com você? Está cada dia pior! 

Enquanto Joanna perdia a paciência com o cientista, o rapaz começou a sentir uma tontura e cambaleou, interrompendo rapidamente os gritos da garota e deixando-a muito preocupada. 

-David! Você está bem? 

-Estou... Foi só uma tontura... 

A garota franze o cenho e encara o rapaz, preocupada. 

-Não consigo entender... Por que os médicos não conseguem diagnosticar o que você tem? 

-Por que não tenho nada! 

-Você está louco? Como pode dizer que não tem nada de errado com você se todo o dia sente essas tonturas e tem crises de asma? 

-É só cansaço, logo vou melhorar! 

-Como pode ser tão teimoso! Você deveria estar na sua casa nesse momento, tirando umas longas férias! 

-Bobagem! – debocha David, caminhando até sua mesa e sentando-se meio desajeitado, tentando recuperar o ânimo. 

Joanna fica desconfiada e resolve continuar a conversa, aproximando-se da mesa do rapaz. 

-A única coisa que os médicos conseguem afirmar é que você pode estar sofrendo de estresse... Quando foi que essas crises começaram? 

David solta um suspiro, como se estivesse cansado de tantas perguntas e especulações sobre sua suposta “doença”. 

-Não sei... Talvez tenham começado quando Exception estava prestes a ser lançada no espaço... 

-Tem certeza? 

David estava mentindo. Ele lembrava-se muito bem da primeira vez que teve uma crise de asma, e foi exatamente na época em que seus pesadelos começaram, um pouco antes de Exception ficar pronta. David só não entendia o que havia desencadeado aqueles pesadelos. Talvez... Talvez um incidente que fez com que o chefe do departamento culpasse o jovem cientista pelo fracasso de uma pesquisa. 

Há poucos meses, o laboratório de estudos de organismos multicelulares extraterrestres havia sido encarregado de desenvolver uma roupa sintética que usaria como base fragmentos de DNA extraterrestre. Porém, quando as amostras de DNA chegaram, ninguém explicou de onde elas vieram e de que organismos provinham àquelas amostras. David ficou muito desconfiado, e resolveu fazer uma pesquisa isolada no DNA, mas como essa pesquisa não estava relacionada com o verdadeiro objetivo da utilização da amostra, que era o desenvolvimento das roupas sintéticas, um dos companheiros de laboratório resolveu delatá-lo ao chefe de departamento, que acabou cancelando a pesquisa e culpando o rapaz pelo fracasso da mesma. 

David nunca se esqueceu do que sentiu ao tocar aquela amostra de DNA. Foi sem querer, apenas um acidente de trabalho. David tocou na amostra de DNA com as mãos nuas. Era como se uma espécie de energia viva se espalhasse pelo seu corpo, uma eletricidade que caminhava por cada centímetro de seus músculos, de sua pele e até mesmo seu cérebro. David sabia muito bem que se resolvesse pesquisar aquela amostra com outras intenções, acabaria sendo descoberto e poderia até mesmo ser demitido. Porém, ele correu o risco, e fez isso seguindo apenas os seus instintos, algo que um rapaz tão inteligente e comedido como ele não costumava fazer. David precisava descobrir o que havia de tão especial naquela amostra. Ele ficou obcecado e cego com aquela sensação estranha que havia sentido. Erin ficou chocado quando descobriu que seu amigo estava fazendo pesquisas não autorizadas, achou até que depois disso, seria o fim da carreira científica de David. Mas por algum motivo obscuro, Stuart Johnson resolveu deixar David continuar trabalhando em Smart City, mesmo que isso significasse destruir a reputação do rapaz para que ninguém confiasse nele. O que David ainda não conseguia entender era o motivo de Stuart tê-lo integrado no setor 048 depois de tudo o que aconteceu. Se ele o odiava tanto, por que faria isso? Será que Stuart Johnson sabia o que David havia sentido quando tocou na amostra? Certamente aquela amostra era o DNA de algum babilônio. David podia ligar todos os fatos agora, mas ainda havia uma ponta solta: Seria a amostra de DNA a causa dos pesadelos do jovem cientista? Isso ele não sabia responder. Os pesadelos começaram logo depois que ele foi humilhado pelo chefe de departamento diante de todos os cientistas da área de investigação da vida extraterrestre, numa reunião sobre segurança nos laboratórios. Após o pesadelo, David teve sua primeira crise de asma, algo que lhe deixou muito intrigado, pois o rapaz nunca havia tido crises de asma antes. David se recusava a acreditar que tudo aquilo teria sido causado pelo simples fato de ter tocado na amostra. Infelizmente, parecia que essa era a explicação mais óbvia. 

-Tenho certeza! –mentiu David, desviando o olhar para o monitor de seu computador e ignorando as investidas de Joanna. 

Enquanto isso, em algum lugar da ala de testes de sobrevivência, Erin estava sendo agredido por Steven. 

-Onde estão as outras amostras? –perguntou Steven, apontando para o freezer que continha às amostras de DNA utilizadas para investigação. 

-Eu só peguei duas! Pode perguntar ao seu amigo! Ele me viu pegando as amostras! –respondeu Erin, apontando para o outro cientista que tinha ido chamá-lo em sua ala. 

-Duas? Havia dez amostras aqui! DEZ! 

-Sim! Eu vi, havia dez amostras e eu peguei duas, restaram oito! Elas estavam aqui quando eu saí da sala! Seu companheiro de laboratório viu tudo! 

-Isso é verdade? –perguntou Steven ao seu companheiro de ala. 

-Me desculpe, mas eu não vi nada, então não posso dizer se ele roubou ou não... –respondeu o cientista, dando de ombros. 

-COMO ASSIM? –grasnou Erin, pressentindo que as coisas iriam acabar mal. –VOCÊ VIU! TENHO CERTEZA DISSO! 

-Desculpe, mas acho que você se confundiu... –debochou o outro cientista, com um sorrisinho maligno. 

Erin olha angustiado para Steven. Fica sem saber o que dizer. 

-Acha que eu vou preferir acreditar em você do que no meu companheiro de laboratório? – perguntou Steven, com uma fúria vibrante estampada nos olhos. 

Erin abaixou a cabeça, como se fosse chorar, porém, via-se em seu rosto uma expressão aturdida, e ele começou a rir. 

-Vocês planejaram tudo, não é? –perguntou o rapaz, tentando esconder o medo nos seus olhos verdes. – Como eu pude ser tão ingênuo! 

-Agora está se fazendo de vítima? –debochou Steven. –Sempre achei que você não fosse boa pessoa... Vive grudado naquele cientistazinho que violou as regras! 

-Ah, então é isso... Esse é o motivo pelo qual você está me acusando desse jeito! Está descontando a raiva que sente por David em mim! 

Ao dizer essas palavras, Erin recebeu um soco na face. Sentiu os dedos de Steven rasgando seu lábio superior. Steven queria descontar sua raiva em alguém, e o principal motivo de ter escolhido Erin era o fato de que o rapaz estava muito próximo de Joanna. Toda vez que o chefe de setor entrava na ala de estudos de organismos multicelulares extraterrestres, via Joanna e Erin conversando, e David sempre afastado dos dois. Isso despertou um ciúme intenso no cientista. Porém, o que ele não sabia era que David só se mantinha afastado por causa de sua condição, pois se ele resolvesse se aproximar, acabaria tendo mais uma discussão com Erin. 

-Seu ladrão! Confesse que roubou as amostras! – exigiu Steven, puxando Erin pela gravata, enquanto seu companheiro de laboratório olhava para os lados, verificando se não havia ninguém espiando. 

-Eu não roubei nada! –falou Erin, cuspindo o sangue que escorria pela sua boca ferida. 

-Seu cientistazinho insolente! Acha que eu tenho medo do seu tio-avô? Aposto que ele nem lembra que você existe! –debochou Steven, dando outro soco em Erin. 

-FÔDA-SE! –gritou Erin, com seus olhos faiscando de raiva, e dessa vez, cuspiu no rosto de Steven. 

O chefe de setor ficou furioso e bateu em Erin até que ele caísse no chão. Depois, continuou chutando o rapaz mesmo ele estando caído. 

-ERIN, ERIN, ERIN! QUE TIPO DE NOME É ESSE? HAHAHAHA! Achei que Erin fosse nome de mulher! –debochou Steven, chutando o rapaz e rindo. 

O amigo de Steven também começou a rir, por isso acabou esquecendo-se de vigiar o laboratório e uma pessoa entrou desavisada pela porta já entreaberta. 

Os olhos de Joanna estavam arregalados. Ela não acreditava no que estava vendo. Erin estava ferido e caído no chão, sendo espancado por Steven. A garota tinha ido à ala de testes de sobrevivência por que estava cansada de discutir com David, e também estranhava a demora de Erin. Steven olhou de lado, seu sorriso sádico se desfez ao ver Joanna paralisada e com uma expressão de terror em sua face. Logo ele entrou em pânico. 

-J-Joanna... O que faz aqui? –perguntou Steven, com uma expressão desnorteada. 

A jovem cientista só conseguia olhar para Erin ensanguentado no chão. 









sábado, 22 de setembro de 2012

A parede de cristal (capítulo 8)


Oi pessoal! 
Já faz um tempinho que eu não posto um capítulo novo da minha historinha!
Pois hoje irei postar o capítulo 8, desfrutem!




Capítulo 8 – Defesa



Alan apertava os botões do pequeno controle remoto e imediatamente as cápsulas voavam por cima das árvores em direção à nave Exception. Alguns segundos depois, outras duas cápsulas também passaram sobre suas cabeças e voaram em direção à nave. Eram brancas, com um brasão que simbolizava a União Continental das Nações Sobreviventes (UCNS - criada depois da tragédia de 2012), também havia uma listra dourada com o nome “Smart City” gravado em letras vermelhas e o logotipo da agência. 

-Temos que ir! –falou Alan, puxando o braço de Sheldon, que ainda estava com muita raiva. 

-ELA É SÓ UMA GAROTA! ACHA QUE EU NÃO SEI O QUE VOCÊS VÃO FAZER COM ELA QUANDO CHEGARMOS À TERRA?-rosnou Sheldon, cravando seus sapatos prateados no solo úmido de Babylon. 

-Não se intrometa em assuntos que não são da sua conta! VAMOS!-praguejou Alan, apertando o braço do soldado e amassando a manga de seu uniforme. 

-NÃO SAIREI DAQUI ATÉ VOCÊ SOLTÁ-LA! -insistiu Sheldon, desvencilhando-se do cientista com toda a sua fúria. 

-Então você morrerá! Esqueceu-se da bomba? -retrucou Alan, fazendo Sheldon empalidecer e arregalar os olhos. –Tenho certeza de que você não esqueceu que o seu maravilhoso chefe, Wolf Callender, só está aqui para assegurar-se de que vamos plantar a bomba nuclear para destruir esse planeta desgraçado! 

Sheldon abaixou a cabeça e fixou o olhar numa pequena planta que seus sapatos grandes acabaram de esmagar. 

-Mas... Não é possível que depois de vê-los, o general ainda queira matá-los! -argumentou Sheldon, atordoado, pensando no rosto do babilônio que se parecia com seu avô. 

-Você é um tolo! Como pode dizer isso, não o viu atirando? Todos os soldados estavam atirando e matando! Menos você, seu covarde! – retrucou Alan novamente, apontando seu dedo na direção do soldado, como se quisesse mostrar que ele era culpado por não atirar nos babilônios como todos os outros estavam fazendo. 

-Covarde? Vocês matam pessoas inocentes que não tiveram a mínima chance para se defender e eu é que sou o covarde? 

-Essa é a última chance de você vir comigo, e se não vier, ficará aqui e morrerá junto com eles! –grasnou Alan, encarando Sheldon com uma expressão muito séria e decidida. –Eles destruíram metade da raça humana! Ainda acha que são tão inocentes assim? 

Sheldon ficou calado, como se não conseguisse mais argumentar com seu parceiro. Depois de alguns segundos, soltou um suspiro e finalmente resolveu ceder. Alan o acompanhou e os dois andaram em direção à nave, enquanto os outros soldados e cientistas começaram a fazer o mesmo. 
Para chegar até Exception, era preciso atravessar a mata fechada. Wolf Callender permanecia parado e observava o topo da montanha através de um pequeno binóculo. Uma luz forte surgiu dentro da cabana e espalhou-se para o alto, atravessando o teto vermelho como uma espécie de sinalizador. O clarão focalizado atingiu o céu, que por sua vez, estáva de uma cor amarelo-queimado por causa do pôr do Sino (Sino é a estrela ao qual o planeta Babylon pertence, assim como a Terra faz parte do sistema solar). Wolf se admirou com o clarão, mas logo em seguida percebeu o que de fato tinha acabado de acontecer, então se desesperou. Pediu para que os soldados voltassem imediatamente para dentro de Exception. 

Alguns dos soldados avistaram extraterrestres saindo da cabana, e ao contrário daqueles que estavam no círculo e acabaram sendo mortos, suas roupas eram de couro, e todos carregavam um bumerangue de pontas afiadas preso na cintura por um cinto feito de algas brilhantes. Eles locomoviam-se pelo céu, e faziam isso rapidamente através de asas que pareciam ser construídas de algo parecido com bambu e pele de animal. 

-Mais o que diabos é aquilo? –perguntou Horácio, de olhos arregalados, olhando para os babilônios pairando no ar e aproximando-se cada vez mais do campo aberto onde os soldados ainda se encontravam. 

-Não sei! Mas estão vindo atrás de nós! CORRAM!-gritou Scott, enquanto soldados e cientistas se misturavam, todos desesperados para salvar suas vidas. 

Wolf Callender tentou, com sua arma, derrubar os extraterrestres voadores. Alguns soldados fizeram o mesmo, já outros foram dominados pelo medo e correram para chegar em Exception o mais rápido possível. 

De repente, ouve-se um barulho de lâmina. Um dos extraterrestres atira o bumerangue que atinge um soldado, deixando-lhe um corte profundo nas costas. Outros começam a serem atingidos também, até mesmo os cientistas que foram abandonados pelos seus parceiros. 
Os bumerangues eram certeiros e atingiam as partes mais vulneráveis do corpo. 

Os exploradores correram em direção à praia, e não faltava muito para conseguirem alcançar a nave. Porém, alguns dos soldados estavam muito feridos e não conseguiram ir adiante, ficando para trás. Os extraterrestres eram  muito rápidos e esquivavam-se das balas que tentavam atingi-los. Wolf desiste de atacar quando é atingido por um bumerangue no ombro esquerdo. Acaba resolvendo fugir também. 

Horácio e Scott correm desnorteados pela mata. Os dois são perseguidos por um babilônio. Enquanto seus passos largos deslizam pelo mato que cobre o solo do planeta, o extraterrestre sobrevoa por cima de suas cabeças. Horácio acaba sendo atingido por um bumerangue e cai inconsciente. 

-HORÁCIO! VOCÊ ESTÁ BEM? HORÁCIO? -gritou Scott, desesperado, tentando reanimar seu parceiro, que permaneceu caído no chão. 

-Cof! Cof! Cof! 

O soldado mexicano começa a tossir e engasgar. O ferimento no peito é muito profundo e ele está perdendo uma grande quantidade de sangue. Aos poucos, sua respiração vai diminuindo até parar por completo. 

-OH NÃO! HORÁCIO! ALGUÉM ME AJUDE, POR FAVOR!-gritou Scott, porém todos os outros estavam fugindo e nenhum teve coragem de voltar para socorrer seus companheiros. 

Sheldon e Alan continuavam correndo. O soldado escutou o pedido de ajuda de Scott.

-Ouviu isso? –perguntou Sheldon, ofegante. 

-Ouvi, mas não podemos voltar! Se fizermos isso, iremos morrer!-falou Alan, com a respiração muito forçada. 

Sheldon para de correr e olha para trás. 

-Mas... 

-Não podemos ajudá-los! Temos que voltar à nave! –praguejou Alan, também parando de correr e voltando-se para o soldado, que estava tentando escutar de que direção os gritos de Scott vinham. 

-Não podemos deixá-los aqui! Ainda podemos salvá-los! - suplicou Sheldon, começando a correr na direção oposta e sendo impedido imediatamente por Alan, que agarrou seu braço novamente. 

-NÃO PODE IR! Viu aquela luz nas montanhas? Provavelmente foi um sinal para chamar reforços! Logo chegarão centenas de babilônios aqui, seremos completamente dizimados!-argumentou Alan, apertando o braço de Sheldon com força. 

Repentinamente, ouve-se um barulho acima de suas cabeças e galhos de árvores começam a cair. Um babilônio se aproxima dos dois. Suas asas de bambu moviam-se para cima e para baixo, e dava pra notar que no canto inferior delas, próximo às costas do extraterrestre, existia um pequeno motor que a fazia funcionar. 
O babilônio jogou o bumerangue na direção de Alan. Para proteger o cientista, Sheldon se meteu em sua frente e acabou sendo atingido no lugar dele, ao mesmo tempo em que conseguiu dar um tiro certeiro no pequeno motor do bumerangue. Antes do barulho ensurdecedor, Alan e Sheldon se jogam no chão. O motor trava e o extraterrestre começa a cair, até que suas asas atingem um dos galhos de uma árvore que acaba causando uma explosão. 

-Droga, Sheldon, você está bem? –perguntou Alan, segurando Sheldon no chão. 

-Merda! Minhas costelas! Que dor! –disse Sheldon com uma voz rasgada, levando uma das mãos às costelas e sentindo uma dor insuportável. 

-Precisamos estancar o sangramento, por sorte a ponta do bumerangue atingiu o osso da costela, se tivesse perfurado o pulmão, você estaria morto agora! 

-Me ajude a levantar! 

-Acha que consegue andar nessas condições? 

-Consigo! Temos que sair daqui, você tinha razão, se ficarmos, vamos morrer! 

Alan ajuda Sheldon a se levantar e lhe oferece apoio para continuar se locomovendo. Sheldon segura o seu ferimento com uma das mãos e com a outra se apoia em seu companheiro. Os dois voltam a correr em direção à praia. 

-Desculpe... Estou atrasando você... – falou Sheldon, apoiando-se nos ombros de Alan. 

-Não se preocupe, afinal, foi você que salvou a minha vida primeiro! Estou te devendo uma! – disse Alan, esforçando-se para conseguir sustentar o peso de seu amigo. 

Enquanto corriam desengonçados, Alan e Sheldon escutaram gritos e barulhos de lâmina, mas desta vez não pararam, simplesmente ignoraram os sons de sofrimento e continuaram a correr. Até que finalmente chegaram à praia. Ao enxergar a nave, Alan deixa transparecer um sorriso contido e Sheldon suspira de alívio. 

-Olha ali! –gritou Alan, avistando um homem mancando em direção à Exception. –É Scott! 

Scott se aproximou dos dois. Estava com a roupa toda ensanguentada, mas pelo que tudo indicava o sangue não era dele. 

-Onde está Horácio?-perguntou Sheldon, olhando angustiado para o homem coberto de sangue. 

Scott, ofegante, se abaixou e pôs as mãos nos joelhos. Começou a chorar. 

-Está morto... Não pude salvá-lo! Ele foi ferido bem no coração! –soluçou o cientista, deixando as lágrimas escorrerem pela sua face. 

-E Krzystof? –interrogou o soldado, preocupado. 

-Quem é Krzystof? Sinto muito, não o conheço!-respondeu Scott, com uma voz trêmula de choro. 

-Conhece sim! Ele estava acompanhado de um cientista chamado Carl! –retrucou Sheldon, mostrando-se ainda mais preocupado. 

-Sim... Eu lembro agora, é um soldado russo, não é? 

-Isso mesmo! Sabe onde ele está? 

-Desculpe, depois que Horácio e eu fomos atacados pelo babilônio, não consegui enxergar mais ninguém... Quando Horácio parou de respirar, eu gritei por ajuda e ninguém respondeu, por isso eu simplesmente comecei a correr para tentar salvar minha vida... Achei até que Exception já tinha ido embora! 

-Sinto muito, nós ouvimos seu pedido de ajuda, mas não pudemos fazer nada! Também fomos atacados, Sheldon salvou minha vida! –falou Alan, sentindo-se culpado. 

-Horácio também salvou a minha... –retrucou Scott, com uma expressão séria e revoltada. 

-Droga! Será que Krzystof está morto? 

-Não sei... –respondeu Scott, num tom de voz muito amargo. Suas mãos ensanguentadas enxugavam os olhos lacrimejantes. 

-O que é aquilo? –perguntou Alan, avistando destroços de alguma coisa em chamas. 

-Oh meu Deus! É uma cápsula! –falou Sheldon de modo alarmante. 

Scott continuou andando em direção à nave e deixou seus companheiros para trás. Sheldon e Alan tentaram chegar mais perto da cápsula que ainda estava se incendiando. Próximos dela estavam dois bumerangues quebrados. 

-Eles... Foram eles que derrubaram... –falou Alan com uma voz rouca. 

-Mas... Não pode ser, tinha um babilônio dentro dela, como eles puderam fazer isso sabendo que machucariam seu semelhante?-pergunta Sheldon, indignado. 

-Talvez eles apenas quisessem libertá-lo... Mas pelo visto não deu certo - respondeu Alan, com os olhos fixos no que restava da cápsula voadora, o fogo consumia as partes mais frágeis, enquanto o metal permanecia intacto. O babilônio se encontrava dentro da cápsula, morto e quase irreconhecível por causa das queimaduras. 

-Olhe ali! –exclamou Sheldon, apontando na direção da praia, já perto de Exception. 

-Não acredito! É outra cápsula! –falou Alan, correndo em direção aos destroços da segunda cápsula. 

A princípio, Sheldon não queria se aproximar, pois havia grandes chances de essa ser a cápsula onde a garota que ele salvou estava aprisionada. 

-Não seja a garota, não seja a garota, não seja a garota... –repetia Sheldon em pensamento. 

Quando chegaram ao local dos destroços, um babilônio macho estava dentro da cápsula, assim como o primeiro, morto. Sheldon, apesar de triste, não conseguiu evitar um suspiro de alívio. 

-Tivemos sorte, parece que a garota e o rapaz que capturamos conseguiram entrar em Exception! –falou Alan, mais uma vez olhando para a cápsula totalmente destruída. 

Sheldon desviou o olhar por poucos segundos e avistou algo. 

-Temos que ir, olha só aquilo! –alarmou o rapaz, apontando para o céu e vendo uma quantidade enorme de pequenas máquinas voadoras semelhantes à helicópteros, ainda muito distantes, porém se aproximando em alta velocidade. 

Os dois correram e subiram as escadas da nave. Para a surpresa de ambos, quando entraram, estava um grande alvoroço dentro de Exception. Muitos cientistas discutiam entre si, falavam sobre “erro fatal” e “não completaram a missão”, alguns soldados também se envolviam na discussão, e por isso acabavam sendo destratados pelos cientistas. Para revidar, um dos soldados resolveu usar violência física e agrediu um dos cientistas com um soco no estômago. Uma briga coletiva entre soldados e cientistas se instalou dentro da nave. 

Wolf Callender entrou em Exception logo depois de Sheldon e Alan. Ficou chocado com toda aquela confusão. 

-PAREM COM ISSO AGORA! –gritou Callender, com uma voz assustadora. 

Todos pararam de brigar e ficaram boquiabertos. 

-Acabei de saber que o sistema de acionamento da bomba foi comprometido... Grell, isso é verdade?-perguntou Wolf. 

-Sim, infelizmente a equipe encarregada de implantar a bomba foi atacada por aqueles babilônios com asas! –respondeu Grell, encarando Peter de uma forma rude, pois ele era o cientista responsável pela operação da bomba nuclear. 

-E não podemos fazer nada para consertar isso?-perguntou Callender, com os olhos vermelhos de fúria. 

-Eles estão vindo! Precisamos partir imediatamente! –retrucou Mozart, assustado. 

-ENTÃO QUER DIZER QUE TODO NOSSO ESFORÇO FOI EM VÃO? TODA A NOSSA DEDICAÇÃO E TODAS AS BAIXAS QUE TIVEMOS HOJE FOI TUDO PARA NADA? EU NÃO ADMITO! VOCÊS VÃO VOLTAR LÁ E CONSERTAR AQUELA PORCARIA DE BOMBA! – grasnou Callender, deixando todos de olhos arregalados. 

-Não podemos... Se fizermos isso vamos morrer! –falou Scott. 

-NÃO ME IMPORTA! VOCÊS VÃO VOLTAR, EU ESTOU MANDANDO! –gritou Wolf, parecendo fora de si. 

Todos permaneceram parados. Wolf encarava cada um com um olhar fumegante, como se dissesse que se não fizessem o que ele queria, estariam jurados de morte. 

-NÃO VÃO ME OBEDECER? É ISSO?- Wolf levantou a arma e pôs o dedo no gatilho. 

Em uma fração de segundo, antes que o general pudesse atirar em qualquer tripulante, ele arregalou os olhos e depois caiu desmaiado no chão. Atrás dele estava Hiroshi, segurando uma injeção de sonífero, que acabara de injetar em seu pescoço. 

-Desculpe general, mas tive que fazer isso... –disse Hiroshi. -VAMOS! LIGUEM OS MOTORES! Se não sairmos daqui agora vamos morrer em cerca 45 segundos! –completou o jovem asiático, deixando todos boquiabertos com sua atitude. 

A nave finalmente começa a mover-se. Deixou o solo de Babylon e rapidamente alcançou à atmosfera. Todos os sistemas são novamente ativados. Um buraco negro é criado pelos cientistas através da colisão de partículas de Hádrons e Exception é arrastada para o seu interior, sumindo em poucos segundos. 

-Será que eles vão nos seguir? –perguntou Scott, com uma voz embargada. 

-Não se eu puder evitar! –respondeu Peter, demonstrando um olhar confiante. 

-O que vai fazer?- perguntou Sheldon, observando o cientista digitar uma série de códigos num grande painel controlado por um computador. 

-Vou atrasá-los com o plano B! –respondeu o jovem cientista, olhando fixamente para a tela do grande monitor. 

-Plano B? Que plano é esse? –perguntou Sheldon, encarando Hiroshi, que havia se aproximado depois de deixar o General Wolf inconsciente. 

-O plano A era destruir Babylon totalmente com 17 bombas nucleares implantadas em pontos estratégicos do planeta. Infelizmente o sistema de acionamento das bombas foi danificado e não pudemos voltar atrás para consertá-lo devido aos ataques iminentes. Mas felizmente existe um plano B! – disse Peter, ainda com seu olhar confiante e um sorriso no canto da boca. 

-E que diabos de plano é esse? Para de enrolar! –pressionou Sheldon, já ficando impaciente. 

-Ainda temos a chance de devastar um terço do planeta Babylon! –respondeu Peter, mostrando um sorriso maléfico, enquanto Sheldon, Hiroshi e Scott encaravam-se apreensivos. 




quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A parede de cristal (capítulo 7)

Oi gente! 

Bom, estou aqui para postar mais um capítulo da minha historinha, e acho que de todos os capítulos que eu fiz até agora, esse foi o melhor!
Infelizmente, terei de colocar uma classificação indicativa nesse capítulo, pois contém algumas cenas de violência e crueldade, portanto, esse capítulo NÃO é recomendado para MENORES DE 14 ANOS.


Nesses últimos dias percebi que estou longe de ser uma boa escritora, mas não me importo, afinal, o que importa é se divertir e fazer o que gosta, mesmo que seja ruim! rsrs

De qualquer forma, acho que o capítulo 7 ficou muito bom, na verdade, esse capítulo é o verdadeiro começo da historia. Apreciem!




Capítulo 7 – Babylon


Quase uma semana havia se passado desde a discussão entre David e Erin. Os dois ainda estavam brigados e mal se falavam. Joanna estava preocupada, pois todas as suas tentativas de fazer com que os dois amigos fizessem as pazes acabavam piorando a situação. 

Os três trabalhavam silenciosos, cada um independente em sua mesa. Erin pesquisava sobre as possíveis mudanças genéticas causadas pela adaptação de seres extraterrestres em outros planetas. Sua mesa estava cheia de livros e ele digitava freneticamente em seu computador. Enquanto isso, David estava analisando no seu pequeno microscópio uma amostra de DNA proveniente de uma fonte desconhecida, que lhe foi entregue por Steven. Joanna testava a influência de alguns vírus sobre uma célula viva, utilizava uma pinça muito fina e também um microscópio. Sua amostra também era de fonte desconhecida. No meio do trabalho, David resolve parar por um minuto. O rapaz espreguiça-se e tira os óculos de seu rosto para limpá-los.

- Gostaria de saber por quanto tempo eles vão manter segredo sobre a procedência dessas amostras... – falou o rapaz, coçando os olhos, que estavam cansados de tanto olhar pelas lentes dos óculos e do microscópio.

Erin continuou em silêncio e apenas olhou para David de relance. Depois voltou rapidamente aos seus afazeres e continuou digitando em seu computador.

-Também estou preocupada com todo este sigilo! –disse Joanna, percebendo a mágoa nos olhos de David causada pela indiferença do amigo. – Acha que eles vão trazer algum ET para a Terra? –perguntou ela, encarando Erin e esperando que o rapaz se manifestasse na conversa.

Erin permaneceu calado por alguns segundos, mas o olhar ameaçador de Joanna acabou fazendo-lhe ceder.

-ET? Tipo... ET de verdade? Como aqueles dos filmes? –perguntou Erin, mostrando um sorriso de deboche.

-Bom, nós sabemos que eles existem, afinal, foram eles que causaram toda a destruição de 2012! –argumentou Joanna, tentando parecer mais madura, apesar de que a tragédia havia acontecido quando ela ainda nem mesmo tinha nascido.

-Mas nunca vimos nenhum deles! -retrucou David. -Sempre tive as minhas dúvidas sobre o que realmente aconteceu em 2012! –completou o rapaz, ao mesmo tempo em que colocava sua amostra de DNA numa placa de Petri.

-Mas foi provado que a nave veio de Babylon! -resmungou Erin em voz baixa, como se estivesse discordando de seu amigo intencionalmente.

David encarou o rapaz como se quisesse arrumar briga.

-Tudo foi destruído! As pessoas estavam desesperadas e precisavam achar um culpado! -praguejou David, quase deixando cair a placa de Petri no chão. – Essas coisas que você chama de provas podem muito bem ter sido forjadas!

-E você acha que passamos todos esses anos culpando algo que não existe? É isso? Acha que somos burros ou alienados? –perguntou Erin, já alteando a voz.

- SIM! ACHO QUE ESTÃO CEGOS DE TANTO ÓDIO! -disse David em voz alta, levantando-se de sua cadeira e apertando com força a placa de Petri em sua mão direita.

-AH É MESMO? ENTÃO O QUE VOCÊ SUGERE? VAMOS, DIGA, SENHOR SABE-TUDO! O QUE VOCÊ ACHA QUE ACONTECEU? QUAL O SEGREDO POR TRÁS DESSA MENTIRA? - disse Erin quase gritando, levantando-se de sua cadeira também.

-PAREM COM ISSO OS DOIS! –gritou Joanna, completamente farta e sem paciência de estar naquela situação. –Será que vocês não podem ficar um minuto sequer sem discutir um com o outro? Isso está me deixando louca! –reclamou a garota, com uma expressão aborrecida na face.

David estava furioso com Erin. Largou a placa de Petri em cima da mesa com tanta força que ela acabou se quebrando. Por pouco o cientista não machucou sua mão com os pedaços pontiagudos do vidro quebrado.

-Vou pegar mais amostras com Steven! –falou o rapaz com uma voz alterada, saindo rapidamente de sua sala sem olhar para trás.

Joanna e Erin olharam assustados para os cacos de vidro em cima da mesa.

-O que há de errado com vocês dois? Sempre foi assim? –perguntou Joanna, levando uma das mãos à testa e suspirando de exaustão. –Quando vocês brigam, sempre ficam desse jeito?

Erin ficou calado por alguns instantes, com um olhar fixo no chão, depois, encarou Joanna com uma expressão angustiada.

-Isso nunca aconteceu antes... Nós nunca brigamos desse jeito! –respondeu o rapaz, desesperado.

-O quê? Como assim? –perguntou a garota. –Em cinco anos, essa é a primeira vez que vocês brigam?

Erin suspirou profundamente, deixando um brilho estranho reluzir em seus olhos verdes.

-Eu sempre fui uma pessoa de gênio forte, de pavio curto... Mas David, ele sempre foi uma pessoa calma e compreensiva... Quando nós discutíamos, ele sempre dava um jeito de me acalmar e por isso a gente nunca levava a discussão adiante. –explicou o rapaz, enquanto Joanna o observava com uma expressão preocupada e pensativa.

-Entendo... Então isso quer dizer que David é que está diferente? –interrogou a garota.

-Sim, ele está muito diferente... E está assim desde que... –disse o rapaz, pensativo, porém, não completou os seus pensamentos.

-Desde que? –interrogou Joanna, curiosa.

-Esquece! Não é hora de ficarmos imaginando coisas e fazendo especulações! – falou o rapaz, ajeitando-se em sua cadeira e voltando a pesquisar.

A jovem cientista ficou desconfiada depois de ouvir as palavras misteriosas de Erin, porém, decidiu apenas tentar concertar o desentendimento entre os dois amigos.

-Então... O que pretende fazer para melhorar a relação de vocês? –perguntou ela, com um olhar ameaçador.

Erin a encarou desconsertado.

-É... Eu... Eu... Vou tentar ser mais compreensivo e... Menos pavio curto! –respondeu o rapaz, um pouco envergonhado.

Enquanto os dois voltavam a se concentrar em seus trabalhos, David não havia ido falar com Steven, na verdade, ele estava próximo aos tubos transparentes. O rapaz permanecia parado, apenas observando-os, como se a qualquer momento eles fossem lhe revelar algo que ele estava à espera.


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O brilho dos tubos gigantes também chamava a atenção daqueles que estavam dentro da nave Exception em viagem ao planeta Babylon. Enquanto esperavam, observavam-nos impressionados. A viagem pelo espaço já durava uma semana e a nave chegaria à Babylon em poucas horas. 

Todos os tripulantes estavam milimetricamente em seus lugares. Apreensivos, porém preparados para qualquer tipo de acontecimento, os cientistas que não tinham função no controle da nave precisavam estar acompanhados por um soldado, que seria uma espécie de guarda-costas quando eles chegassem ao seu destino. Lado a lado, cada soldado ficava junto a um cientista, enfileirados, esperando a aterrissagem em solo extraterrestre.

Grell Mozart e Wolf Callender ficavam à frente de todos. Grell deu as suas últimas instruções.

-Espero que cada um de vocês esteja ciente da importância do trabalho em equipe! Soldados e cientistas devem esquecer os conflitos do passado e utilizar toda a sua coragem e concentração para que as coisas saiam de acordo com o planejado! Se algo der errado, não se desesperem! Trabalhem em conjunto e consertem qualquer erro que possa vir a acontecer! Soldados, vocês devem proteger seu companheiro cientista nem que isso custe a sua vida! - instruiu Mozart.

-Cientistas, sejam cautelosos! E soldados, sejam protetores! –completou Wolf, fazendo continência. 

Os soldados, de cabeças erguidas e peitos estufados, retribuíram a continência do general.

Sheldon estava ao lado de um cientista chamado Alan, que a partir daquele momento, seria a pessoa que ele deveria proteger com a sua vida. Os dois quase não se falavam e, de vez em quando, Sheldon esticava o pescoço para tentar enxergar seu amigo Hiroshi na outra parte da nave, analisando informações em seu computador. Hiroshi permaneceria dentro de Exception, pois ele era o encarregado de controlar os escudos de invisibilidade e eletromagnético.

Horácio continuava mal humorado, e ainda por cima, era o primeiro da fila. Estava lado a lado com um cientista chamado Scott, os dois só tinham se falado uma única vez.

Krzystof estava a cargo de proteger o cientista Carl, e eles eram uma das poucas duplas que passaram as últimas horas conversando e se entrosando. 


Faltavam poucos minutos para a aterrissagem. O portal (buraco negro) já havia sido “desativado” e Exception se aproximava da atmosfera de Babylon. Hiroshi cuidou para que o escudo eletromagnético fosse ativado, desta forma a nave não seria detectada por nenhum tipo de radar. Além disso, o escudo de invisibilidade completava o total desaparecimento da nave, assim ela não seria captada por satélites fotográficos ou mesmo por observadores do espaço.

Indetectável, Exception penetrou na atmosfera de Babylon sem maiores transtornos. Sérios e concentrados, os cientistas respiravam fundo e se aproximavam da saída da nave. Grell preferiu ficar dentro de Exception enquanto os outros cientistas arriscavam suas vidas. Para isso, ele utilizou a desculpa de que era o líder da missão e que seria necessário ficar dentro da nave para caso algo ruim acontecesse. Wolf, sendo um homem extremamente corajoso, resolveu acompanhar seus soldados.

Hiroshi acenou para Sheldon, que fez continência em retribuição enquanto começava a descer os degraus da nave.

Exception aterrissou numa ilha, perto da praia. O lugar não era muito diferente da Terra. Quando finalmente desceram da nave e pisaram em solo babilônio, os tripulantes de Exception se depararam com um lindo mar a sua frente, um mar azul claro e um pouco mais transparente que o da Terra, porém muito parecido. A areia era quase branca e mais prateada que o normal, brilhava muito como se houvessem minúsculos pedaços de diamante entre os grãos. Ao olhar para o horizonte, os soldados perceberam que o céu era de cor lilás. 

-Parece com a Terra, porém... –falou Carl, sendo interrompido por Krzystof.

-Porém é muito mais bonito! – completou Krzystof.

-Tem razão! –continuou Carl, sorrindo como uma criança e olhando admirado para o céu.

O uniforme espelhado que os tripulantes usavam refletia tudo que estava ao seu redor, proporcionando uma camuflagem quase perfeita. As máscaras confortáveis não atrapalhavam a visão, pelo contrário, elas protegiam o rosto, a visão e as vias respiratórias de forma bastante satisfatória.

As árvores da ilha eram muito verdes, exóticas e algumas delas tinham frutos multicoloridos. As cores se misturavam em círculos concêntricos ou listras. 

Os exploradores começaram a se mover. A equipe se dividiu. Metade da equipe se encarregou de colher todo o tipo de amostra que via pela frente, seja ela da areia, do mar, das folhas, dos frutos listrados, de pequenos galhos e até mesmo o ar. Alguns utilizavam pequenos aparelhos para fazer a análise ali mesmo, enquanto os soldados observavam sem entender muito bem o que acontecia.

A outra metade da equipe se embrenhou na mata fechada. Andavam a passos macios e se assustavam cada vez que alguém pisava num graveto ou fazia um pequeno barulho. Os soldados iam à frente e os cientistas acompanhavam-nos apreensivos. Wolf era o líder. 

As árvores altas com folhas espessas, largas e volumosas impediam a passagem da luz, e à medida que eles caminhavam, a mata ficava mais escura. 

-Estou com um pressentimento ruim... –disse Sheldon, empunhando sua metralhadora, que por causa da gravidade do planeta, estava três quilos mais pesada que o normal.

-Pois eu estou com um bom pressentimento, acho que temos sorte de Babylon ser tão parecido com a Terra! –retrucou Alan, o único cientista que parecia estar mais calmo.


Depois de andar por mais de 300 metros, a mata fechada estava praticamente no fim e, ao longe, os exploradores avistaram um campo aberto.

-É melhor irmos mais devagar agora! Não podemos deixar que ninguém nos veja! – avisou Callender num sussurro audível.

Ao chegarem mais perto do campo, cada um se escondeu detrás de uma árvore. Wolf observou que ao longe, do outro lado do campo, havia uma montanha, e em seu topo se encontrava uma cabana de teto vermelho que parecia ser feita de madeira e palha.

No meio do campo, estavam reunidos mais de 40 babilônios, todos sentados no chão, formando um círculo.

Os babilônios eram muito semelhantes aos terráqueos, fisicamente iguais. Pouca coisa os diferenciava de humanos comuns e a principal delas eram os cabelos branco-prateados, que apresentavam variações nas tonalidades, alguns mais claros, outros mais escuros e outros brilhantes, quase totalmente prateados. A pele parecia mais lisa, como uma superfície de porcelana, porém a cor não era tão diferente da cor dos humanos, havia peles mais claras e outras mais escuras. Suas roupas eram estranhas, de uma consistência úmida e pegajosa, provavelmente feitas de algas. Assim como na espécie Homo Sapiens, era fácil diferenciar fêmeas e machos. 

-São iguais a nós! –exclamou Sheldon, de olhos arregalados, não conseguindo conter sua grande surpresa. –Eu nunca pensei que eles pudessem ser tão parecidos com humanos!

-Sim... –falou Alan, sem demonstrar nenhuma empolgação na voz.

-Não está surpreso?-perguntou Sheldon, percebendo que seu companheiro estava muito tranquilo.

-A maioria dos cientistas que está aqui já trabalhava na construção e no envio de sondas para esse planeta. –respondeu Alan, meio convencido. –Ou você acha que nós nunca tínhamos visto pelo menos uma imagem deles? As sondas nos ajudaram a aperfeiçoar a nave e a conhecer melhor esse lugar!

-E por que as pessoas na Terra nunca souberam da aparência deles? –perguntou Sheldon, parecendo angustiado.

-Por que isso é informação sigilosa, não podemos revelá-la para qualquer um! –disse Alan, presunçoso.

-Mas... Se eles são tão parecidos conosco, quer dizer que eles também podem... –disse Sheldon, sendo interrompido imediatamente pelo cientista.

-Qual o problema? Vai querer estragar a missão agora só por que existem algumas semelhanças físicas entre nós e os ETs? –esnobou Alan, com uma voz autoritária.


Enquanto Sheldon e Alan discutiam, há poucos metros dali, atrás de outra árvore de frutos amarelo-azuis, estavam Horácio e Scott, totalmente concentrados, observando os babilônios.

-O que será que esses ETs estão fazendo? –perguntou Horácio, fazendo uma careta enquanto tentava enxergar melhor.

-Bem, parece que eles estão... Meditando... –respondeu Scott.

-Pode ser uma armadilha? –perguntou Horácio novamente, observando, intrigado, os extraterrestres. 

-Só temos que fazer como o planejado! Não se preocupe! –disse Scott, tirando do bolso algo que parecia ser um pequeno binóculo.

Os babilônios estavam de olhos fechados, não falavam e não moviam um dedo sequer. Pareciam em transe. No meio do círculo, havia uma garota de cabelos branco-prateados, cuja pele brilhava mais do que qualquer outra. Sua aparência era a de uma jovem de 18 anos. Era a única que estava de pé e, assim como os outros, de olhos fechados.

-O que devemos fazer agora? –perguntou Sheldon a seu parceiro cientista.

-Nós não temos muito tempo! Precisamos ser rápidos e fazer a nossa parte!-respondeu Alan.

Enquanto os soldados ajeitavam suas armas, os cientistas tiraram do bolso um pequeno controle remoto e uma seringa.

-Todos preparados? –perguntou Wolf Callender, aprumando os dedos no gatilho de sua arma, que era bem maior do que a dos outros soldados. –Um... Dois... TRÊS!

Soldados e cientistas invadiram o campo aberto. O barulho das metralhadoras despertou os babilônios de sua meditação. Alguns deles começaram a fazer um barulho estranho, semelhante à microfonia, deixando os invasores atordoados e tendo de tapar os ouvidos. Porém, o ataque foi tão rápido que os extraterrestres não tiveram chance para se defender, a maioria deles foi atingida por tiros na cabeça e no peito. Alguns tentaram fugir e acabaram sendo alvejados pelas costas. Sheldon foi o único que hesitou em atirar. Krzystof, também hesitante, atirou apenas nas pernas e nos braços dos ETs.

-NÃO SE ESQUEÇAM DE QUE PRECISAMOS DE QUATRO VIVOS! POR ISSO, NÃO MATEM TODOS! –gritou Carl, enquanto Krzystof imobilizava um deles.

Alan se aproximou de um rapaz extraterrestre e injetou algo no braço dele com a seringa. O rapaz desmaiou imediatamente. Logo depois, Alan apertou o botão de seu pequeno controle remoto e uma cápsula voadora saiu de Exception e veio se aproximando até chegar perto deles. Mais um clique no botão, a cápsula se abriu de forma silenciosa.

-Vamos! Ajude-me! Ajude-me a colocá-lo dentro da cápsula! –praguejou Alan, enquanto Sheldon permanecia imóvel.

-VAMOS! SHELDON! AJUDE-ME A COLOCÁ-LO DENTRO DA CÁPSULA! -gritou Alan, porém o soldado permaneceu quieto, como se estivesse em transe.

O massacre continuava. Enquanto os babilônios corriam para salvar suas vidas e continuavam fazendo um barulho estranho, a garota que estava no centro do círculo permanecia no mesmo lugar, não mais de olhos fechados, porém estática, olhando para toda aquela destruição. Estava muito assustada e lágrimas corriam pela sua face.


Alan se esforçava para levantar o babilônio em seus braços e colocá-lo na cápsula voadora. O rapaz extraterrestre era pesado e Alan quase foi ao chão tentando carregá-lo. Sheldon continuava parado. Seus olhos percorreram todo o campo de batalha até encontrarem um idoso caído no chão. Naquele momento, o jovem soldado resolveu caminhar até o homem, atravessando o campo aberto a passos largos e ligeiros. Quando chegou perto dele, Sheldon viu o quanto aquele extraterrestre se parecia com o seu avô falecido. O soldado tentou ajudá-lo, porém quando o tocou, suas mãos ficaram sujas de sangue e, finalmente, como num estalo, ele se deu conta de que o velho já estava morto, assim como seu avô.

-O sangue deles também é vermelho... –falou Sheldon com uma voz trêmula, olhando atordoado para suas mãos ensanguentadas e sentindo um nó na garganta. –O que estamos fazendo?


Sheldon olhou para o lado e avistou a jovem garota de cabelos branco-prateados. Ela ainda estava parada, de pé, como se fosse uma criança perdida no meio de um furacão. Nada a atingia. O soldado sentiu que precisava fazer alguma coisa. Sem pensar duas vezes, ele correu em direção à garota e a colocou nos braços. Quando tocada, ela saiu de seu transe e começou a se contorcer, tentando livrar-se dos braços que a prendiam. Novamente um terrível barulho semelhante à microfonia incomodou os ouvidos de Sheldon, e esse barulho parecia sair da boca da garota.

-Por favor, acalme-se! Por favor! Eu só quero tirá-la daqui! –implorou o rapaz, enquanto se afastava do círculo e tentava suportar a dor nos ouvidos.

-Aí está você! –exclamou Alan, avistando Sheldon, que carregava a garota em seus braços. –Parece que você não é um completo inútil! –continuou o cientista, enquanto se aproximava dos dois com uma seringa na mão e injetava o sonífero no braço da garota.

-EI! O QUE ESTÁ FAZENDO? –perguntou Sheldon, indignado.

-Estou capturando-a, afinal, ainda precisamos de mais um! –respondeu Alan, arrancando a garota dos braços de Sheldon e colocando-a em outra cápsula voadora.