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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Amigos de infância - Capítulo 4

Olá pessoas! Feliz Natal!

Hoje, nessa véspera de Natal, venho trazendo para vocês o capítulo 4 da fanfic de Skip Beat, Amigos de Infância.

Sei que estou muito atrasada com as minhas fanfics, já fazia 4 meses que eu não postava nenhum capítulo novo de Amigos de Infância. Digamos que, nesses últimos meses, eu andava sem inspiração para inventar histórias rsrs

Bom, mas vamos logo ao que interessa! Confiram o capítulo a seguir, espero que gostem!


Capítulo 4

O barulho estridente do sinal ressonou nos ouvidos dos alunos e a aula chegou ao fim. A professora ainda ficou na sala, organizando papeis em sua mesa, enquanto a maior parte dos estudantes, aliviados, colocava seu material escolar dentro da bolsa e levantavam de suas cadeiras rapidamente, saindo às pressas pela porta da classe e andando rumo à saída do colégio. Alguns grupos conversavam animados, já outros, preferiam ficar em silêncio contemplando a bela e fresca paisagem dos arredores.

Enquanto Kyoko e Shotaro faziam a mesma trajetória rumo ao portão de saída da escola, novamente Kyoko observava com uma expressão cabisbaixa os olhares revoltosos de algumas garotas em sua direção. A situação parecia estar ficando pior a cada dia, e isso a deixava bastante apreensiva. De repente, seu olhar se cruzou com o de Karin. O susto foi tão grande que seu coração foi a mil em questão de segundos, e numa reação quase instantânea, ela se encolheu, tentando sair do campo de visão daquela garota diabólica. Shotaro logo percebeu o movimento peculiar de Kyoko.

-Você está muito estranha hoje... –resmungou o garoto, com uma expressão vazia, e logo depois seu olhar se deteve na bolsa da Kyoko. –O que aconteceu com a sua bolsa? Por que ela está toda amarrotada e suja desse jeito?

Kyoko sentiu uma pontada de vergonha.

-É... É que eu... –gaguejou ela, tentando esconder a bolsa para que o garoto não visse o estrago que haviam feito.

-O que exatamente você estava fazendo com as suas amigas? Algum tipo de joguinho estranho? –perguntou ele, e sua expressão estava mais séria do que curiosa.

Ao ouvir a palavra “amigas”, Kyoko se sentiu um pouco revoltada e logo depois teve um calafrio que tomou conta de seu corpo, pois acabara de lembrar da expressão sádica que Karin e suas seguidoras fizeram quando jogaram seu material escolar no chão.

-ELAS NÃO SÃO MINHAS AMIGAS! –respondeu Kyoko, num tom de voz mais alto do que ela costumava falar, e Shotaro a encarou com uma expressão de surpresa.

-O que há de errado com você? Aconteceu alguma coisa? – interrogou ele, parecendo preocupado.

-Não... –antes que a garota pudesse inventar alguma desculpa, Shotaro se aproximou e pôs sua mão na testa dela. O coração de Kyoko novamente foi a mil, mas desta vez não foi por susto ou medo, e sim por que seu coração sempre disparava quando Shotaro chegava tão perto dela e a tocava daquela forma.

-Será que está com febre? –perguntou ele, enquanto verificava a temperatura de Kyoko. – Humm... Acho que não... Sua temperatura parece normal...

A garota já estava ficando corada de tanta vergonha, e os olhares curiosos dos outros estudantes só pioravam a situação. Ela até podia ouvir alguns cochichos, provavelmente vindos de alguns fofoqueiros que costumavam inventar histórias de romance sobre os dois.

-Sho-san! O que está fazendo? Eu estou bem! –disse ela em tom de desaprovação e logo afastou a mão do garoto de sua testa. –Todos estão olhando para nós!

Shotaro a encarou despreocupado e depois olhou ao redor.

-Bobagem! Quem poderia achar que um garoto como eu... Com uma garota como você...

Ele acabou sendo interrompido por uma vozinha fina e irritante que o chamava.

-Fuwa-kun! Fuwa-kun! Como você está incrível hoje! –disse Karin, enquanto se aproximava do garoto, acompanhada de suas duas amigas valentonas.

Shotaro fez uma cara de bobo e fingiu não ouvi-la, apenas a ignorou e apressou o passo. Porém, ela insistiu.

-Fuwa-kun, eu sei que você não costuma sair com garotas mais velhas que você, mas... Será que você poderia abrir uma exceção e me acompanhar no festival amanhã? – Karin fez beicinho e juntou as mãos, implorando. – Podemos ir juntos ao festival? Por favor, por favor! Assim poderemos nos conhecer melhor!

O garoto finalmente parou de caminhar e a encarou, nesse momento ele se deu conta de que ela era a mesma garota que estava conversando com Kyoko antes da aula.

-Achei que você fosse amiga de Kyoko, mas acho que estava enganado... Ela nem sequer te contou... Ou por acaso ela te contou? –perguntou ele, e Karin fez uma cara de desentendida, parecendo confusa com o que Shotaro estava tentando dizer.

-Contar o quê? –interrogou Karin, sem entender nada.

-EU ODEIO ESSES FESTIVAIS IDIOTAS E COISAS DO TIPO! E EU ODEIO AINDA MAIS QUEM ME PERTURBA COM ESSES CONVITES IRRITANTES! – disse ele em voz alta e de maneira bastante rude, fazendo com que todos olhassem na direção deles.

Depois, o jovem voltou a caminhar até a saída do colégio, sem olhar para trás.

Kyoko permaneceu estática por alguns segundos, de olhos arregalados e bastante surpresa com o que o garoto acabara de falar, porém, logo depois correu atrás dele e o acompanhou.

-Sho-san! Espere por mim! –disse ela.

Karin apenas observou os dois se distanciando. Até pensou em insistir com o convite para o festival, mas o fora que levou despertou nela uma vergonha que nunca antes havia sentido em sua vida. Todos estavam olhando para ela, cochichando e rindo, provavelmente zombando dela. Karin estava tão constrangida que mal conseguia se mover.

-Karin, você está bem? –perguntou uma de suas amigas, mostrando-se preocupada ao ver a expressão de choque e vergonha que a garota mantinha em sua face.

A garota respirou fundo, engoliu o choro e secou as lágrimas que se formavam no canto de seus olhos.

-Estou bem. –disse ela rigidamente, erguendo a cabeça e ignorando os olhares maldosos, como se nada tivesse acontecido. Suas amigas apenas entreolharam-se confusas e a acompanharam.

Enquanto caminhavam de volta para casa, Kyoko e Shotaro permaneciam muito calados e sérios. Um clima estranho entre os dois pairava no ar. Porém, como sempre, Shotaro quebrou o silêncio:

-Qual o problema? Por que está tão calada? –perguntou ele um pouco encabulado, e não se atreveu a olhar para Kyoko.

-E-E-Eu? –gaguejou a garota, que foi pega de surpresa enquanto se mantinha perdida em seus pensamentos. –Eu... Só estou pensando... hehe –disse ela sem poder esconder o nervosismo.

Shotaro cruzou os braços e se meteu na frente da garota.

-Pode perguntar! –disse ele encarando-a. Kyoko permaneceu parada e sem dizer uma palavra sequer. O garoto, que sempre perdia a paciência devido ao seu gênio forte, acabou explodindo:

-VAMOS! PERGUNTE LOGO! EU SEI QUE VOCÊ QUER ME PERGUNTAR! –disse ele em voz alta de maneira rude, e a pobre Kyoko se assustou.

-Tudo bem! Tudo bem! Tudo bem! Eu vou perguntar! Mas por favor, não fique bravo comigo! –implorou a garota, tremendo de medo.

-Eu sei muito bem que quando você fica quieta desse jeito é por que você quer me perguntar alguma coisa, mas não pergunta por que tem medo que eu fique bravo, então... Pergunte logo! Não tem como eu ficar mais chateado do que já estou! –ralhou o garoto, suspirando como se estivesse tentando recuperar sua paciência.

Kyoko o encarou por alguns segundos e, quando ele já estava prestes a gritar com ela novamente, ela falou:

-EUQUERIASABERPORQUEVOCÊDISSEPARAAQUELAGAROTAQUEVOCÊNÃO...

-STOP! –exclamou o garoto. –Calma... Calma... Fale com calma... –disse ele com uma voz serena e pausada, enquanto gesticulava com as mãos lentamente, como se estivesse aconselhando alguém a controlar sua fúria.

-Tudo bem... Estou calma... Estou calma... –disse a garota, e inspirou profundamente antes de começar sua pergunta. –Sho-san, eu gostaria muito de saber... Estou realmente curiosa para saber o motivo de você ter dito àquela garota que você não gosta de festivais, sendo que, na verdade, você ama festivais desde que foi pela primeira vez com os seus pais quando tinha 5 anos de idade... Por que você disse a ela que não suporta festivais?

Shotaro cruzou os braços novamente e deu uma risadinha de deboche.

-Então é isso que queria me perguntar? Achei que isso parecesse óbvio para você! Ora, eu só disse aquilo para me livrar daquela garota chata! Como eu poderia sair com ela depois do que ela fez com a sua bolsa? Inventar uma desculpa e dizer que eu não gosto de festivais foi bem mais gentil do que se eu tivesse dito a ela: “Eu não gosto de você, saia da minha frente sua garota estúpida, não quero te ver nem pintada de ouro!”–respondeu ele com um olhar cheio de segurança.

Kyoko ficou lívida com a resposta tão sincera do garoto.

-C-C-Como v-você sabe que foi ela que estragou a minha bolsa? –perguntou a garota, ainda chocada.

-Eu não sou idiota, a única coisa que fiz foi ligar os fatos! –respondeu ele, impaciente. -Antes de você entrar na sala, aquela garota estava te cercando, e depois, você acabou não entrando na sala e quando voltou atrasada, estava toda amarrotada e com uma cara de quem havia chorado. No final da aula, quando saímos e você viu aquela garota de novo, ficou se escondendo como se fosse um ratinho amedrontado!

Kyoko abaixou a cabeça, envergonhada, e nesse momento teve um pequeno flashback do momento em que estava procurando sua mochila que havia sido jogada pela janela. Quando finalmente encontrou a bolsa, a pobre garota se sentiu tão humilhada que se pôs a chorar, e chorou tanto que suas lágrimas acabaram regando o pequeno canteiro de gardênias, onde ironicamente, ela havia encontrado sua mochila.

-Então você percebeu que eu tinha chorado? –perguntou ela, com um olhar triste e constrangido.

-É claro que sim! Seus olhos estavam inchados e vermelhos! –disse ele, e mostrou-se incomodado. –Acha mesmo que eu teria defendido você diante de todos os alunos da nossa turma se não tivesse percebido que alguma coisa ruim havia acontecido? Você sabe muito bem que odeio quando você chora!

-Desculpa... Eu não pude evitar...

-Argg! Como você pode ser tão complicada? Eu não estou pedindo para você se desculpar! Apenas... Apenas não deixe que essas idiotas façam mal a você!

Kyoko assentiu com a cabeça e sorriu docemente.

-Ah! Sho-san! Tenho mais uma pergunta! –insistiu a garota.

Shotaro soltou outro suspiro de “lá vamos nós de novo”.

-O que foi agora? O que quer perguntar?

-Sho-san, e o festival? O que você vai fazer a respeito do festival?

O garoto encarou Kyoko de um jeito estranho e pensativo. Depois de uma longa pausa, finalmente perguntou com um sorriso no rosto:

-humm... Vamos juntos?





sábado, 3 de agosto de 2013

Amigos de infância - Capítulo 3

Olá gente boa, olha eu aqui de novo!

Passando rapidinho só para postar o capítulo 3 da fanfic Amigos de infância... E já vou logo avisando: Meu humor estava perverso quando escrevi esse capítulo muahahahahahahahaha



Na verdade, quando eu comecei a escrever esse capítulo, estava pensando: Droga! Não faço a mínima ideia do que escrever!
Daí, minutos depois, lá estava eu completamente imersa na minha mente maligna hehehehe Quando dei por mim, já tinha escrito mais do que devia (cada capítulo deve ter um número mínimo de páginas, e nesse caso, o capítulo 3 ultrapassou um pouquinho esse limite).


Bom, mas deixando de lado as minhas loucas inspirações, vamos ao que interessa!


Capítulo 3

O fim de semana passou muito mais rápido do que se podia imaginar. Um dia de aula novamente havia chegado. Kyoko e Shotaro estudavam no mesmo colégio, e ainda por cima, na mesma turma. Por isso, eles sempre iam à escola juntos, algo que deixava Shotaro de mal humor.

-Aqui vamos nós de novo! –resmungou o garoto, ajeitando sua mochila nas costas, enquanto ele e Kyoko já avistavam os portões do colégio.

Os dois entraram na grande escola e caminharam pelos corredores que levavam até as salas de aula.

-Você fez sua lição de casa? –perguntou Kyoko, ao mesmo tempo em que percebia os olhares revoltosos de outras garotas em sua direção.

-É claro que fiz! –respondeu Shotaro de maneira rude.

-Fez mesmo? Ontem eu perguntei se você tinha feito e você disse que não... –insistiu ela, com uma expressão desconfiada.

-Você está parecendo a minha mãe! Maldita hora em que eu fui aceitar estudar nesse colégio! Agora, como se não bastassem às cobranças da minha mãe, você também vai ficar me dando sermão? –resmungou ele, aborrecido.

-Eu? Mas... Mas eu não fiz nada! Eu só perguntei... –gaguejou Kyoko, tentando se explicar.

-Idiota! – disse ele, e logo depois adentrou a porta da sala de aula, enquanto Kyoko acabou sendo barrada por um grupo de três garotas mais velhas que eram de outra turma.

Kyoko esticou o pescoço para tentar ver Shotaro e pedi-lhe ajuda, porém, ele já estava distraído conversando com algumas garotas, e mesmo que ela gritasse por socorro, provavelmente isso só iria aborrecê-lo.

-Então... Será que podemos ter uma conversinha? –perguntou uma garota alta de cabelos longos e ruivos, a líder do grupo, que estampava no rosto um sorriso mal intencionado.

-É... Eu... Tenho que ir pra aula agora... –antes que Kyoko pudesse terminar de falar, as outras duas garotas do grupinho agarraram cada um de seus braços e a levaram para longe da sala. –Ei! Para onde vocês estão me levando? –perguntou ela, assustada.

-Um lugar mais sossegado... –respondeu a garota ruiva com um sorriso maligno no rosto.

O grupo de garotas, juntamente com Kyoko, foi até a um lugar mais isolado em um dos corredores, próximo à lavanderia do colégio.

-Ouvi dizer que você e Sho-san moram juntos, isso é verdade? –perguntou a garota ruiva, que se chamava Karin e já não sorria, pelo contrário, parecia muito brava.

-Sim... Mas... Qual o problema? –perguntou Kyoko, já sentindo seu coração na boca.

-Vocês são irmãos? –perguntou uma das garotas que segurava o braço de Kyoko.

-Vocês são pelo menos parentes? –perguntou a garota que segurava o outro braço.

-N...Não... Somos amigos de infância... Os pais dele cuidaram de m... –gaguejou a garota, e foi interrompida bruscamente por Karin.
-Então vocês são namorados e moram juntos, é isso? –perguntou Karin em voz alta, deixando Kyoko cada vez mais assustada.

-Não! Nós não somos namorados! -respondeu Kyoko, desesperada, enquanto as outras garotas fuzilavam-na com os olhos e a empurravam contra a parede.

-Não são? Acha que nós não percebemos a maneira como você olha pra ele? -falou Karin, com um olhar de fúria.

-Não somos namorados! Eu juro! Eu juro! –insistiu Kyoko, quase lacrimejando de tanto medo.

-Tudo bem... Se você está dizendo que não... Nós vamos acreditar em você... –disse Karin, fazendo um gesto para que as duas garotas que estavam prendendo Kyoko a soltassem. –Bem, eu estava pensando que, já que você não é namorada do Sho-san, talvez você pudesse dizer a ele que eu quero vê-lo a sós?

-Hã? Por que você quer vê-lo a sós? –perguntou Kyoko, confusa, porém um pouco mais aliviada.

Karin olhou para Kyoko e fingiu uma expressão tímida e fofa, que mais parecia uma expressão assustadora.

-É... É que eu gosto dele... Se você pudesse me fazer esse favor, eu gostaria de confessar meus sentimentos! Será que você não pode me ajudar a ter um encontro com ele? –perguntou ela com uma voz irritante e melosa. Kyoko ficou surpresa.

-Hein? Eu... Não sei... Sho-san não gosta de ser incomodado com essas coisas... –respondeu a garota, desviando o olhar, hesitante.

-Se você não me ajudar eu vou pensar que você está com ciúmes! – disse Karin em tom de ameaça.

Kyoko permaneceu em silencio por alguns segundos, pensativa. Logo depois, respondeu com seriedade:

-Não posso fazer isso, se eu fizer, Sho-san ficará zangado comigo!

Karin encarou Kyoko com os olhos indignados.

-Hã? Quer dizer que você não vai atender ao meu pedido? –perguntou ela, furiosa.

-Eu não posso! –insistiu Kyoko.

Karin franziu a testa e semicerrou os olhos, olhando para Kyoko como se ela fosse sua pior inimiga. Depois, sorriu de maneira mal intencionada.

-A mochila! Tirem a mochila dela! –ordenou Karin, e as duas garotas praticamente arrancaram a mochila das costas de Kyoko.
Kyoko lutou e tentou pegar sua bolsa de volta, mas tudo o que conseguiu foi levar um empurrão que a fez cair no chão e machucar seu joelho.

Karin tomou a mochila das mãos de sua amiga e abriu todos os zíperes. Depois disso, ela virou a bolsa de cabeça para baixo fazendo com que tudo o que havia lá dentro caísse no chão.

-O que você está fazendo? –perguntou Kyoko, e tentou pegar de volta suas canetas, agenda e caderno que estavam no chão, porém, foi impedida pelas amigas de Karin, que chutaram suas coisas para longe. –Por que estão fazendo isso?! –disse a garota com uma voz de choro.

Karin andou até a janela mais próxima e arremessou a mochila vazia. Os olhos de Kyoko se encheram de lágrimas, porém, ela engoliu o choro e não deixou as lágrimas caírem.

Karin se aproximou de Kyoko e a encarou bem de perto com uma expressão cheia de satisfação.

-Da próxima vez que você negar um pedido meu, é você que será arremessada por aquela janela, entendeu? –ameaçou ela, com um sorriso maléfico. –E é melhor você se afastar do Sho-san enquanto eu estou sendo boazinha!

Kyoko permaneceu quieta, sem dizer uma palavra, sentada no chão, até que as garotas finalmente resolveram deixá-la em paz.

Minutos depois, Kyoko estava voltando para a sala de aula com sua mochila toda suja e amarrotada (a garota encontrou a mochila aterrissada num canteiro de plantas nos fundos do colégio). Entrou na sala e todos a encararam, porém, ela ficou surpresa por não ver a professora. Sentou-se ao lado de Shotaro, como de costume.

-Onde está a professora? Achei que eu estivesse atrasada... Ela ainda não chegou? –perguntou a garota, e Shotaro a encarou com uma expressão cheia de revolta.

-Você está louca? Como você pode ficar até essas horas conversando com suas amigas e perder o começo da aula? É claro que a professora já chegou! Ela apenas saiu da sala por que recebeu um telefonema da diretoria! –repreendeu ele, de maneira rude.

Kyoko o encarou com uma expressão triste e magoada.

-Eu sinto muito... É que eu tive uns prob... –antes de completar a frase, Kyoko foi interrompida pelo garoto, que estava indignado.

-E ainda tem coragem de me dá sermão por não ter feito a lição de casa! Sua hipócrita! Se você queria matar aula, então por que voltou? Devia ter ficado lá onde você estava! –falou ele rudemente em alto tom de voz, e todos os alunos da sala os observavam.

-Sho-san, me desculpe... Eu não queria me atrasar, sinto muito! –disse ela, quase chorando.

De repente, a professora entra na sala de aula e todos os estudantes se ajeitam nas suas cadeiras, como se nada estivesse acontecendo. Kyoko e Shotaro também se recompõem.

-Aconteceu alguma coisa? –perguntou a professora, desconfiada. –Estranho... A sala está muito silenciosa...

A professora olha para a terceira cadeira da segunda fila e vê Kyoko. Ela faz uma expressão confusa, como se estivesse tentando se lembrar de algo.

-Mogami-san, você não estava aqui quando a aula começou, sim? Lembro-me perfeitamente que Shotaro estava sozinho, não havia ninguém ao lado dele. –disse ela, aproximando-se da garota. –Por que você chegou atrasada?

Kyoko evitou fazer contato visual com a professora, apenas ficou com a cabeça abaixada, muito nervosa.

-Mogami-san, você ouviu minha pergunta? –insistiu a professora, séria. –Mogami-san, responda-me!

Uma pequena gota de lágrima caiu sobre a mesa de Kyoko, porém, antes que todos percebessem que ela estava chorando, alguém se intrometeu na conversa.

-Professora, minha mãe não estava se sentindo muito bem hoje pela manhã, por isso ela pediu a Kyoko que ficasse ao lado dela... Minha mãe não poderia me fazer esse pedido, pois ela sabe que eu não sou bom quando se trata de paparicar uma pessoa doente, então ela acabou pedindo esse favor à Kyoko... Entende? Por isso Kyoko acabou se atrasando para a aula! –explicou Shotaro, e Kyoko o encarou com os olhos surpresos.

-Ah... Então foi isso? Fuwa-kun, por que não me disse antes? Se você tivesse me dito, eu não teria tratado Mogami-san como uma criminosa! –ralhou a professora de modo gentil, sorrindo para Kyoko e afastando-se em direção à sua própria mesa. -Desculpem a demora! Vamos dar continuidade à aula! –completou ela, em alto tom de voz para que toda a turma ouvisse.

Kyoko continuava olhando para Shotaro, como se estivesse contemplando-o. Sem perceber, ela deixou escapar um sorriso tímido e doce, cheio de alegria e satisfação. Shotaro olhou para ela com uma expressão de desaprovação. Fez uma mímica engraçada ordenando através de gestos que ela deixasse de olhar para ele e começasse a prestar atenção na aula. Kyoko alargou ainda mais o sorriso e obedeceu as suas ordens, voltando seus olhos para o quadro-negro.





quarta-feira, 19 de junho de 2013

Amigos de infância - Capítulo 2

Olá pessoal! Olha eu aqui de novo!

Assim como na postagem anterior, a postagem de hoje está sendo feita à tarde em dia de jogo do Brasil na Copa das Confederações. E além disso, eu não poderia deixar de mencionar aqui a ENORME onda de protestos espalhada pelo Brasil inteiro e até mesmo fora do País. 

Desde quando o povo brasileiro é tão patriota e lutador? Desde quando o povo brasileiro se une para fazer manifestos de tão grandes proporções?

Pois é, até há alguns dias atrás, eu só tinha visto isso em livros de história. É a primeira vez que na minha geração esse tipo de coisa acontece. E gostaria de deixar registrado aqui os meus parabéns pela iniciativa, pela manifestação apartidária e democrática em prol de um Brasil melhor, sem corrupção e com mais saúde, educação e transporte público de qualidade.
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Bom, mas mudando de assunto... O que será que Yoshiki Nakamura está preparando para os próximos capítulos de Skip Beat? O que será que ela pretende com a "descoberta" do presidente Lory? 

Confesso a vocês que já não aguento mais essa espera, Skip Beat já chegou ao capítulo 200 e a relação de Kyoko e Ren continua indefinida. Mesmo que Kyoko já tenha admitido seus sentimentos, até quando ela vai fugir? Será que o presidente Lory é o "casamenteiro" dessa história? Ou será que Ren vai descobrir os sentimentos de Kyoko sozinho? Quando será que ele vai descobrir e de que maneira? E Shotaro, onde ele está e qual será o papel dele nessa "confusão" toda?

Bom, enquanto continuamos na espera pelas respostas à essas perguntas, e para quem está com saudades de Shotaro, que tal mais um capítulo de Amigos de infância

Antes de começar, peço mil desculpas pelo atraso da fanfic. Todas as minhas fanfics estão atrasadas por contas das últimas resenhas de dramas e animes que eu estava elaborando, além dos MVs, fangirlings etc.




Capítulo 2

Shotaro caminhava lentamente pelos corredores da pousada, pé ante pé, como se aquele simples movimento fosse algo extremamente enfadonho. Chegando à cozinha, ele foi logo abrindo as panelas e degustando a comida que havia nelas. Sua mãe lhe bateu na cabeça com um hashi.

-Ai! Isso dói! –grunhiu ele, levando a mão à cabeça e sentindo o galo que havia se formado.

-Não coloque suas mãos dentro das panelas! Isso é anti-higiênico! – disse ela. –Santo Kamisama! Eu devo ter feito algo muito ruim na vida passada para merecer um filho problemático assim! –resmungou.

-Ah mãe! A senhora sabe que eu te amo! –falou ele, com um sorriso malandro no rosto.

-Não adiante vir com palavras doces! E para punir sua má-educação, hoje você ficará sem café da manhã! –ralhou ela, e logo voltou aos seus afazeres domésticos.

-Mãe! –reclamou ele, porém, ela não lhe deu atenção.

Shotaro saiu da cozinha resmungando e resolveu tomar um ar fresco no imenso jardim da pousada. O garoto sentou-se num banco de pedra e suspirou aborrecido. Seu estômago estava roncando, porém ele ignorou a fome e permaneceu quieto por alguns minutos, apenas apreciando o sossego que o jardim lhe oferecia.

De repente, quando ele menos estava esperando, alguém surge como um fantasma atrás dele, tocando suas costas.

-Sho-san!

-AAAAHHHHH! –gritou ele, tomando um susto e pondo a mão no coração.

-Sho-san, sou eu! –disse Kyoko.

-VOCÊ ME ASSUSTOU! NÃO APAREÇA ASSIM TÃO SILENCIOSAMENTE! –disse ele furioso.

-Desculpe... Olha só o que eu trouxe da cozinha! –Kyoko mostrou uma enorme bandeja com um belo café da manhã.

-Wow! –exclamou Shotaro, com os olhos brilhando e baba escorrendo pela boca.

-Eu fiz isso tudo para você! –disse ela, com um sorriso fofo. –Tem pudim também, é a sua sobremesa preferida, não é?

Shotaro continuava olhando admirado para a bandeja.

-Minha mãe mudou de ideia? –perguntou ele.

-Bom... Na verdade, ela acha que esse café da manhã é o pedido de um dos clientes da pousada... –respondeu Kyoko, receosa.

-Posso mesmo... Comer? –perguntou ele, já esticando a mão para tocar nos bolinhos de peixe.

-Claro! –respondeu Kyoko, entregando a bandeja. – Mas não conte nada para ela!

Shotaro atacou a bandeja e comeu tudo rapidamente. Kyoko ficou apenas sentada ao seu lado, observando-o e sorrindo.

-Que gostoso! –falou ele, enquanto comia o pudim.

Kyoko permaneceu quieta, olhando para Shotaro, admirando cada detalhe de seu rosto perfeito. Quando o garoto terminou seu pudim, ele olhou para ela e percebeu que a garota estava encarando-o.

-O que foi? Tem alguma coisa no meu rosto? Está sujo? –perguntou ele.

-N-Não... Não é nada! –respondeu ela, encabulada, corando levemente e desviando o olhar.

O garoto apenas a encarou de um jeito desconfiado, entregando-lhe a bandeja vazia e logo depois se levantando do banco rapidamente, voltando para o interior da pousada sem nem ao menos dizer obrigado. Porém, Kyoko não se importava com isso, para ela, palavras não eram importantes, pois ela sabia que no fundo ele estava agradecido.

A tarde chegou e os dois estavam saindo da pousada para irem ao Clube Negumo.

-Vamos logo! Seja rápida! –ordenou Shotaro, enquanto Kyoko tentava caminhar mais rapidamente, porém o peso dos instrumentos musicais que ela carregava não permitia que a velocidade de seus passos aumentasse.

-Sho-san, me desculpe, é que está muito pesado! – disse ela, se esforçando para caminhar enquanto segurava um violão, uma guitarra, um microfone, alguns cabos e um pequeno amplificador de som.

-Eu sei que está pesado, foi por isso que eu pedi para que você os leve! Se eu os carregasse, acabaria machucando minhas preciosas mãos e, além disso, ficaria cansado e não poderia cantar direito! –explicou ele despreocupadamente.

-Tudo bem, eu consigo! –falou ela, enquanto ajeitava os instrumentos em seus braços e andava com dificuldade.

Shotaro saiu andando na frente e Kyoko acabou ficando há alguns metros de distância dele. Porém, quando chegaram ao Clube Negumo, o garoto fez questão de entrar ao lado dela, desta forma, ele evitaria que os veteranos falassem mal dele por estar sozinho ou até mesmo tentassem destruir seus instrumentos. Na companhia de Kyoko (mesmo que não fosse uma boa companhia segundo ele), era muito mais seguro.

O Clube Negumo era um local muito amplo, cheio de salas fechadas e protegidas acusticamente. Alguns anos atrás essas salas haviam sido adaptadas, servindo como estúdios de ensaio para grupos musicais amadores e também, como no caso de Shotaro, aspirantes a artistas solos.

Os dois adolescentes procuravam uma sala vazia, porém, a maioria delas (as melhores) estavam ocupadas. Alguns dos veteranos olhavam feio para eles, como se estivessem dizendo: O que essas duas crianças metidas estão fazendo aqui? Eles são um estorvo!

Kyoko e Shotaro finalmente encontram uma sala disponível. Ela estava um pouco menos conservada que as outras, a proteção acústica deteriorada e algumas tomadas quebradas, porém, era melhor do que ensaiar na rua, já que os pais de Shotaro não permitiam que ele tocasse seus instrumentos em casa, fazendo barulho e incomodando os clientes da pousada.

Como de costume, Shotaro ligou seu amplificador de som na tomada (que não estava quebrada) e depois no violão. Kyoko ajeitou o pedestal que sustentava o microfone.

-O que você vai cantar hoje? –perguntou a garota, sentando-se num banquinho desconfortável.

-Ontem eu terminei de compor uma música... –disse ele timidamente.

-Sério? Você compôs uma música? Que legal! Como ela se chama? –perguntou Kyoko, muito admirada e empolgada.

-A pessoa que me incomoda... – respondeu ele.

-Hã? – interrogou a garota, com uma expressão confusa.

-O título da música: A pessoa que me incomoda... – disse Shotaro, de mal humor.

-Esse é mesmo o título da música? –perguntou Kyoko mais uma vez, deixando o garoto irritado.

-Fique calada! Agora vou começar a cantar! – grasnou ele, aborrecido.

Shotaro fez um pequeno solo de violão para introduzir a música, seus dedos eram muito habilidosos e ágeis, cada acorde era tocado de uma forma muito profissional e emitia sons afinados. Depois do solo, ele cantou:

Quando o dia amanhece, ou quando a noite cai
Você sempre está lá, no mesmo lugar
Quando você aparece, meu sossego se vai
Você sempre está lá, no mesmo lugar

Por quanto tempo ficaremos tão próximos assim?
Às vezes, eu me pergunto, o que você quer de mim?

Se eu apenas pudesse ir para longe, longe de você
Mas tenho medo... Medo do que possa acontecer
Pois o que será da minha vida se te perder?

Você é alguém que sempre esteve ao meu lado
Mesmo que eu não quisesse, e até te ignorasse

Você é a pessoa que me incomoda
Você é a pessoa em que eu penso agora...

Enquanto cantava, Shotaro pronunciava cada palavra olhando nos olhos de Kyoko, e isso a fez ficar muito envergonhada.

-Então, o que achou da música? –perguntou ele meio encabulado.

-Erm... Eu... Você... –gaguejou a garota, tentando formular uma pergunta que não parecesse tão óbvia. -Você compôs essa música enquanto pensava em alguém?

-Hã? Não! Claro que não! –respondeu ele enfaticamente, parecendo um pouco constrangido.

-Ah... – Kyoko pareceu um pouco decepcionada. –Eu gostei! A música é muito boa! –completou ela, disfarçando a voz.

-Sério? Você não está dizendo isso só para me agradar? –perguntou ele, desconfiado.

-Não, eu gostei de verdade, juro! –exclamou ela com uma voz entusiasmada.

Os dois continuaram se olhando por um momento, e logo depois, Shotaro resolveu continuar cantando, sem prestar muita atenção nos sorrisos encantadores de Kyoko.


ps1: A música não é de fato uma música, e sim apenas uns “versinhos” que eu escrevi.
ps2: Enquanto escrevia os versinhos, eu pensava: Como será que Shotaro se sente? Porém, confesso que em certas estrofes, acabei misturando meus sentimentos com os dele kkkk Ou seja, nesses versos há um pouco de “experiência pessoal” rsrs