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domingo, 18 de novembro de 2012

Phantom Requiem for the phantom (anime)





Hello pessoal!
Estou trazendo mais uma resenha de anime! Desfrutem!
Phantom Requiem for the phantom é uma obra baseada num jogo adulto homônimo e produzida pelo estúdio Bee Train.






Título: Phantom Requiem for the phantom 
Gênero: Seinen, ação, romance
N° de episódios: 26
Emissora de TV: TV Tokyo
Direção: Kōichi Mashimo
Estúdio: Genco, Bee Train
Período de emissão: 2 de abril de 2009 à 24 de setembro de 2009




Minha relação com esse anime não é das melhores. Na verdade, muitas vezes eu achei que o odiasse, e outras vezes, pensava nele como um anime marcante para mim (bastante confuso, não é? rsrs).

Em minha jornada à procura de bons animes para assistir, eis que me deparo com algumas imagens de Phantom Requiem for the Phantom (que de agora em diante chamarei apenas de Phantom).   Foram apenas umas três ou quatro imagens, algo mais do que suficiente para me deixar completamente apaixonada pela estética do anime. Resolvi acompanha-lo seguindo apenas meus instintos, que diziam que Phantom iria me surpreender. E realmente me surpreendeu, mas até hoje não sei se foi uma surpresa boa ou ruim.

Assim como School Days, Phantom me conquistou pela estética e beleza dos protagonistas, as expressões faciais (principalmente os olhos) me deixaram encantada.

Enquanto decido se odeio ou amo esse anime, vamos falar sobre o enredo...

Aviso: Essa resenha também é um resumo do anime, então contém spoilers


Um turista japonês testemunha um assassinato cometido por uma pessoa mascarada. Depois disso, ele foge e é perseguido pela assassina. Após algum tempo fugindo e se escondendo, ele finalmente é capturado por ela. O rapaz acorda num quarto estranho, que ele não tem a mínima ideia de onde fica ou do porquê de estar lá. Ele também não se lembra de nada da sua vida antes daquele breve momento (nem ao menos lembra de seu nome).

De repente, a pessoa que queria matá-lo aparece e os dois travam uma batalha pela vida. O rapaz, mostrando-se muito habilidoso, encurrala a sua algoz (que está mascarada) e se prepara para matá-la (nesse caso, é matar ou morrer). Porém, quando a máscara da assassina se quebra, acaba revelando a face de uma linda garota de olhos tristes, a qual o rapaz não tem coragem de tirar a vida. 




A garota diz que o nome do rapaz é Zwei, depois atira um dardo tranquilizante no corpo dele, fazendo-o ficar novamente inconsciente.

Na verdade, tanto a garota (que é chamada de Ein) quanto o rapaz (chamado de Zwei) estão sendo submetidos a um processo em que suas memórias são apagadas através de drogas e hipnose, para que eles possam se tornar assassinos perfeitos.

A grande organização que está por trás dessas diabólicas experiências chama-se Inferno. O objetivo dessa organização mafiosa é se tornar a líder do submundo do crime, e para isso, eles estão utilizando a mente psicopata de Scyte, um cientista frio e sádico que resolveu “criar” os assassinos perfeitos que garantirão a ascendência de Inferno.

Mestre Scyte

Os protagonistas dessa história são os “assassinos perfeitos”, que se autodenominam Phantom (fantasma), pois assim como fantasmas, eles agem na obscuridade, não possuem memória do passado e não vivem uma vida normal, apenas garantem sua sobrevivência obedecendo as ordens do mestre Scyte como se fossem marionetes, ou seja, são considerados apenas cascas vazias sem qualquer sentimento ou lembrança.




Ein foi a primeira Phantom, ela é uma excelente atiradora de elite e é considerada por todos a assassina perfeita, a obra-prima de Scyte. Ela sempre obedeceu cegamente às ordens do seu mestre, porém, eis que aparece Zwei, um rapaz que faz a solitária Ein se sentir humana novamente. A garota precisa treiná-lo para que ele se torne um assassino perfeito como ela.



Em meio a todas as missões designadas pela Inferno, onde Ein e Zwei precisam agir de forma fria e calculista, cometendo assassinatos sórdidos e sem nenhum peso na consciência, os dois “marionetes” acabam redescobrindo seus sentimentos.

Esta cena foi uma das mais perturbadoras do anime.

E esta cena foi uma das mais fofas do anime.

Algo que sempre me deixou bastante perturbada nesse anime foi o próprio pensamento dos protagonistas. Era deprimente ver duas pessoas agonizando em sua própria frieza e desesperança. Aos poucos, eles iam conseguindo alcançar de uma forma bruta a perspectiva de viver uma vida melhor, longe dos assassinatos, das ordens que recebiam e que deveriam cumprir sem pestanejar, e até mesmo a possibilidade de ter uma família.

Zwei foi o responsável por todas as inseguranças de Ein, e isso foi algo bom, pois sem ele a garota continuaria sendo uma reles marionete. O rapaz conseguiu despertar sua humanidade que foi perdida por causa da lavagem cerebral feita por Scyte. Sendo assim, Ein e Zwei decidem fugir juntos, fugir daquele mundo opressor em que os dois precisavam viver como assassinos sem alma.

O rapaz convence a garota de que eles podem viver de uma forma diferente, sem precisar matar para sobreviver.

Infelizmente, as coisas não saem como o esperado e os dois são novamente manipulados como brinquedos. A fuga de Ein e Zwei acaba indo por água abaixo e eles se separam de um modo trágico. Este é o fim da primeira fase do anime, que vai até o episódio 10.

O final da primeira fase é muito triste.

Zwei continua trabalhando para a Inferno, sob as ordens de Claudia, uma mulher ambiciosa e vingativa, enquanto Ein segue seu mestre Scyte, que resolve deixar a organização mafiosa.

Zwei e Claudia mantém uma relação nada ortodoxa.

O rapaz fica sendo o único Phantom da Inferno.

O desenvolvimento do enredo às vezes me deixava com muita raiva (um dos motivos pelo qual eu disse que odeio esse anime), principalmente com o final da primeira fase e com a história de Cal (já na segunda fase do anime).

Cal era uma garotinha órfã acolhida por Zwei depois que sua irmã foi morta por uma bala perdida após uma negociação mal sucedida da máfia. Nessa época, Zwei estava sozinho, porém não conseguia esquecer Ein e ainda procurava por ela. 


Cal é uma garotinha fofa, porém muito vingativa. Ela quer vingar a morte de sua irmã de qualquer jeito.

Por causa de um mal entendido, Cal acaba sendo abandonada por Zwei (pois ele pensa que ela está morta) e novamente é acolhida por ninguém menos que Scyte, que está disposto a transformá-la em uma nova assassina perfeita (para ficar no lugar de Ein, que já não é mais a mesma marionete de antes).

Enquanto isso, Ein e Zwei finalmente se encontram e fogem juntos. Este é o fim da segunda fase do anime, que vai até o episódio 19.

O reencontro 

A terceira fase do anime acontece após 2 anos da fuga do casal. Ein (que agora se chama Ellen) e Zwei (que agora é chamado de Reiji) vivem como irmãos e vão à escola juntos.

Devo admitir que essa fase do anime quase me fez arrancar os cabelos de tanta raiva. Reiji e Ellen vivendo como irmãos? Estudando como dois adolescentes no colegial? Isso realmente me deixou furiosa! E para completar o meu desespero, Cal aparece como uma assassina sádica querendo vingança por Reiji tê-la abandonado... Perdi a razão!

Reiji e Ellen vivem como irmãos e ainda por cima estão no colégio!
Ellen age como uma pessoa completamente diferente do que era antes.

Essa é Cal, como ela cresceu e mudou! E só se passaram dois anos!

As coisas ficaram tão absurdas que eu continuei assistindo apenas para saber como tudo iria terminar. E o final não foi muito agradável, apesar de que do jeito que o anime estava, não poderia ficar pior.



Scyte e suas novas Phantom

Talvez agora os leitores entendam a minha revolta em relação a esse anime. Phantom tem uma essência incrível, os personagens conseguem nos passar toneladas de emoções e a atmosfera do anime é perfeita, porém, muitas e muitas vezes o enredo toma um caminho frustrante, onde acontecem coisas sem sentido, e isso é o que me deixa desesperada, sem saber se posso considerá-lo um ótimo ou um péssimo anime.

Cena final

Bom, pessoal, acho que vou ficando por aqui, pois já disse tudo que tinha pra dizer. Termino esta postagem de mau humor (isso mesmo! Esse anime me deixou de péssimo humor!), minha esperança é de que vocês tenham gostado (apesar de que eu mesma não gostei, e olha que eu demorei um tempão para fazer essa resenha rsrs).

De qualquer forma, quem ainda não teve oportunidade de assistir esse anime, seria bom que assistisse. Não custa nada conferir por si mesmo a veracidade dos argumentos expostos aqui rsrs

Até mais!

As expressões faciais de Ellen sempre me deixavam admirada, ela é muito bonita!

Acho que não preciso nem dizer o quanto eu gostava do Reiji, né? Lindo!