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sábado, 18 de julho de 2020

Recomendação de série: Dark

Olá pessoal!

Hoje estou aqui para fazer uma recomendação de série! hehe



Confesso que eu não conhecia Dark até recentemente, quando li uma postagem no Twitter sobre essa série.

Bom, quando li a respeito de Dark, fiquei com vontade de assistir por ser uma obra que aborda a temática de viagem no tempo. Eu adoro histórias sobre viagem no tempo, então pra mim foi um prato cheio!


No entanto, confesso que quando comecei a assistir a série pensei em dropar. O primeiro episódio foi interessante mas não me fisgou, o segundo também, o terceiro, o quarto... Até que cheguei ao quinto episódio e finalmente viciei.

Eu poderia ter dropado Dark antes do quinto episodio, mas simplesmente não dropei por intuição. Mesmo que eu não estivesse gostando tanto assim, alguma coisa me dizia que eu deveria continuar assistindo por que em algum momento eu iria me surpreender. E minha intuição estava certa. Muito certa! Depois do quinto episodio, as coisas finalmente começam a fazer sentido e não tem mais como você querer largar essa série de tão incrível e bizarra que ela se torna!




Mas vamos lá... tentarei falar um pouco sobre o enredo sem dar tantos spoilers...

Dark se passa na Alemanha, numa cidade fictícia chamada Winden, onde se encontra uma usina nuclear em atividade. Digamos que a usina nuclear é usada para "justificar" as coisas estranhas que acontecem na cidade, afinal, muitas das propriedades dos materiais radioativos ainda são um mistério até hoje... 

Agora imagine que você mora perto dessa usina nuclear e lá perto também tem uma caverna bem assustadora... O que você faria se fosse um adolescente confuso? Provavelmente se meteria em problemas e iria parar dentro dessa caverna... Bom, entrar numa caverna escura que fica ao lado de uma usina nuclear não é lá das melhores ideias... Talvez você acabe indo parar em outro tempo...



O que vocês precisam saber antes de começar a assistir essa série é que ela tem um enredo meio arrastado, porém que vale muito a pena acompanhar.

E por que vale a pena?

Posso dizer com tranquilidade que Dark é uma das melhores obras que eu já assisti com a temática sobre viagem no tempo. Muito bem escrita, onde tudo se conecta de um jeito que faz com que você fique de queixo no chão. O roteiro da série em si utiliza como base algumas teorias físicas, como o buraco de minhoca, o paradoxo de bootstrap, a partícula de Deus e o gato de Schrödinger.


O buraco de minhoca explica como é possível viajar no tempo. Já o paradoxo de bootstrap, explica como é possível um objeto (ou pessoa) existir sem ter uma origem definida, ou seja, algo do futuro que foi para o passado e por isso ele existe no futuro (faz sentido? Não, não faz hahaha). A partícula de Deus também explica a viagem no tempo, a possibilidade da existência de mundos paralelos e a viagem entre eles. E por fim, temos o gato de Schröndinger, que explica o por que uma pessoa pode estar viva em um mundo e morta num mundo paralelo.

Eu, que já fui estudante de física (abandonei a faculdade no terceiro ano e depois fui fazer design kkkkk), me senti voltando aos meus delírios juvenis de poder imaginar como seria se pudéssemos viajar no tempo ou até mesmo ir para mundos diferentes, onde haveriam outras versões de nós mesmos...


É claro que as teorias físicas são só teorias, e nunca foi provado que seria possível mesmo viajar no tempo ou que realmente existam mundos paralelos. No entanto, o imaginário humano permite que possamos fazer isso acontecer através da ficção.


Atenção: O conteúdo a seguir contém spoilers

Gostaria de comentar um pouco sobre alguns trechos da série e precisaria entrar em detalhes, no caso, dar spoilers.

Começando com Jonas e Martha e a relação complicada deles. Também chamados de Adão e Eva, eles se tornaram o centro de tudo. Devo confessar que adorei a analogia bíblica.



Martha é tia de Jonas, pois o irmão mais novo dela, Mikkel, viajou no tempo, foi parar no passado e sem conseguir voltar para o seu tempo de origem, acabou vivendo por lá, onde conheceu a mãe de Jonas ainda criança e os dois acabaram se casando anos depois. O primeiro episódio da série mostra Mikkel já adulto cometendo suicídio. 

É claro que Jonas e Martha não sabiam que eram parentes e acabaram se apaixonando. Por causa desse sentimento e também por causa da morte de seu pai, Jonas está disposto a fazer qualquer coisa para que as coisas voltem ao "normal". Primeiro, ele quer impedir que Mikkel viaje no tempo, mas se ele fizer isso, ele nunca poderá nascer... Depois, ele quer impedir que seu pai cometa suicídio, mas se ele fizer isso, Mikkel também não viajaria no tempo... A partir daí fica claro que quanto mais ele tenta mexer na linha do tempo, mais as coisas acontecem como antes. Os acontecimentos não podem ser impedidos ou revertidos, pois eles já aconteceram, o passado e o futuro estão conectados de maneira intrínseca.



Jonas e Martha são os protagonistas da história, no entanto, outros personagens também ganham destaque e tem muita importância na trama.

Claudia, por exemplo, se torna uma viajante do tempo quando a versão mais velha dela vem do futuro e entrega a ela uma máquina do tempo que funciona com material radioativo. Claudia acaba descobrindo os segredos escondidos por trás da viagem no tempo e da viagem entre os mundos. Se não fosse por ela, nada teria voltado "ao normal" no final da história.



Devo confessar que dentre as histórias de todos os personagens, aquela que mais fez o meu cérebro fritar foi a história de Charlotte e Elizabeth.

Charlotte é mãe de Elizabeth. No entanto, a própria Charlotte não sabia quem eram seus pais. Depois, ela acaba descobrindo que é filha de um viajante do tempo, e que a mãe dela na verdade é Elizabeth, que também é sua filha.



Sim, eu passei horas tentando entender como diabos a mãe pode ser mãe e filha da própria filha ao mesmo tempo. Na verdade, Charlotte foi roubada por ela mesma e por sua mãe no futuro, e levada ao passado. Elas são um exemplo de paradoxo de bootstrap.

Sobre o final da série, algo que eu realmente gostei foi que os roteiristas nos deram uma explicação simples, porém muito bem construída do porque todas aquelas coisas loucas estavam acontecendo. Haviam dois mundos paralelos, e Jonas estava em busca da origem de tudo. A origem, no caso, seria o que causou o looping nos acontecimentos dos dois mundos, fazendo com que tudo se repetisse de novo e de novo, sem perspectiva de mudança. Jonas achava que a origem estava no filho dele com a Martha do outro mundo, porém, Claudia descobriu que a origem de tudo estava em um terceiro mundo, chamado "mundo de origem".



No mundo de origem, o relojoeiro H. G. Tannhaus acabou construindo uma máquina do tempo para tentar trazer seu filho, sua nora e sua neta de volta a vida. No entanto, em vez de conseguir voltar no tempo para salvar seu filho, ele acabou dividindo o mundo dele em dois mundos paralelos cheios de "falhas", ou, em outras palavras, um nó quântico. Pra ser sincera, quando a Claudia explicou isso para o Jonas, eu meio que fiquei "minha nossa, agora tudo faz sentido". Desde o começo eu sempre tive a sensação de que o Tannhaus tinha alguma coisa a ver com a viagem no tempo, e eis que eu estava certa, foi ele o responsável por tudo. 

Eu entendi o final da série como uma equação matemática onde as variáveis se anulam mas nunca se chega ao zero. E no caso, era preciso adicionar outra variável para finalmente chegar à resposta certa.



Uma das coisas que eu mais gostei na série foi que ela conseguiu se embasar bem nas teorias físicas, que como eu disse antes, são só teorias, mas quando você as utiliza na ficção, tudo fica mais interessante!

Antes de finalizar essa postagem, vou deixar aqui a minha música favorita da série, que tocou no final da segunda temporada: 



Bem pessoal, vou ficando por aqui. Confesso que até queria escrever mais porém percebi que quanto mais eu escrevo sobre essa série mais eu fico louca com as teorias kkkkk O roteiro de Dark é bastante complexo, cheio de nuances e detalhes, então você precisa ter paciência e uma cabeça boa pra ligar todos os pontos hahaha

Até mais!



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Recomendação de série: Servant

Oi pessoal! Olha eu de novo por aqui!

E dessa vez venho trazendo uma recomendação de série, isso mesmo!

Servant é um a série de terror psicológico que eu fiquei sabendo da existência por acaso.



Estava eu no tédio durante a passagem do ano (sim, na passagem do ano) e não queria assistir nada asiático (queria algo diferente). Então eu simplesmente fui num site de séries online e fiquei olhando os pôsteres. De repente, um me chamou a atenção, e foi aí que eu resolvi dar uma chance e comecei a assistir. 



Servant não é uma série muito famosa, ela é a primeira série original do serviço de streaming da Apple, a Apple TV, que é como uma Netflix só que ainda dando os primeiros passos. 

Esta série, como eu já disse antes, é de terror psicológico e mistério. Pra ser sincera, ela é bem assustadora, não do tipo que te faz levar sustos com monstros ou fantasmas, mas do tipo que te deixa pensando por horas sobre o que acontece em cada episódio e o que há, de fato, por trás de todos os mistérios. 

A série é produzida por M. Night Shyamalan, o mesmo que produziu o filme "O sexto sentido". 


Um pouco sobre o enredo (com spoilers moderados)

Dorothy e Sean são um casal que tiveram um bebê à pouco tempo. No entanto, o bebê morreu nas primeiras semanas de vida. O que aconteceu com o bebê? Bom, isso é um mistério. A única coisa que se sabe é que a morte do bebê causou um grande trauma em Dorothy, que há muito tempo vinha tentando engravidar, porém sofria de abortos espontâneos. 



Por causa da morte do filho, Dorothy fica em estado de choque e sua terapeuta vê como alternativa lhe dar um boneco para que ela consiga superar o trauma. Dorothy, por causa de seu problema psicológico, trata o boneco como se fosse seu filho. 



Com isso, Dorothy, ainda achando que o boneco é seu bebê, resolve contratar uma babá para cuidar dele. E aí que começa a verdadeira trama da história.

A babá que chega na casa do casal é uma jovem de cabelos compridos. Ela é uma garota quieta e misteriosa, e muito religiosa também. Leanne parece esconder um segredo. No entanto, a parte mais assustadora é que ela também trata o boneco como se fosse um bebê de verdade. 



As coisas ficam complicadas e angustiantes a partir do momento em que o boneco ganha vida. Mas ele realmente ganhou vida? Um boneco pode se transformar num bebê de verdade? E o que a babá misteriosa tem a ver com isso? 



A série se torna cada vez mais bizarra à medida que mais personagens vão aparecendo. Além disso, coisas estranhas começam a acontecer com Sean, marido de Dorothy. Seria Leanne a responsável por todos esses acontecimentos inexplicáveis? 




Teorias 

Aviso: Contém spoilers 


Pra quem já assistiu a primeira temporada da série, eu gostaria de comentar a respeito de algumas teorias (minhas e outras que vi no twitter).

A série, explicada do ponto de vista de alguém que não acredita em coisas sobrenaturais, conta a história de um casal que perdeu seu filho e que está passando por momentos difíceis, e isso poderia muito bem abalar o psicológico de qualquer um, fazendo-o acreditar que algum tipo de milagre poderia acontecer. E é aí que entra a babá misteriosa, uma jovem que pode ter tido um filho mas não tem condições de criá-lo e por isso resolveu dá-lo para essa família de classe média. Então, nessa teoria "pé no chão", Leanne é apenas uma mãe solteira que resolve substituir o boneco pelo seu próprio filho e entregá-lo para Dorothy, que estava desesperada. 



No entanto, do ponto de vista sobrenatural, nós temos uma Leanne com poderes especiais. Ela é capaz de trazer à vida quem já morreu, e acaba trazendo o bebê morto de volta à vida. Ou até mesmo o boneco, ela dá vida ao boneco. Leanne também é responsável pelas coisas estranhas que acontecem com Sean, como por exemplo, as farpas de madeira que ele encontra cravadas em seu corpo, e até sua perda de paladar. Nessa teoria sobrenatural, Leanne é uma espécie de bruxa ou "santa" milagreira. 



Há outra teoria que diz que Sean está sendo transformado em um boneco, pois aos poucos ele vai parando de sentir dor e cada vez mais encontra farpas de madeira no corpo, o que indica que ele mesmo vai se transformar completamente em madeira. 


Vi outra teoria que diz que o bebê nunca existiu, que sempre foi uma alucinação de Dorothy, porém acho essa teoria improvável já que o bebê foi visto por toda a família. 

No último episódio da primeira temporada da série, fica claro que Leanne não é uma pessoa comum. Ela faz parte de uma seita religiosa, e ao que tudo indica, foi ela mesma a responsável por trazer o bebê de volta à vida (seja por forma sobrenatural ou simplesmente fazer a família acreditar que o boneco estava vivo, ainda não se sabe como ela fez isso).

Além disso, no final da primeira temporada, também ficamos sabendo da causa da morte do bebê, Jericho, o filho de Dorothy e Sean. Jericho morreu de forma acidental por negligência da própria mãe, e por isso mesmo Dorothy ficou tão traumatizada, por que ela se culpou pela morte do filho. Eu não vou entrar em detalhes por que a história é realmente indigesta. Imaginem como deve ser difícil para uma mãe que mata seu próprio filho sem querer. 



Bom, pessoal, acho que é isso. Eu não sou capaz de comentar maiores nuances por que não sou uma especialista em séries, mas eu gosto muito de como Servant é produzida, tanto no quesito fotografia, elenco, enredo, trilha sonora... Todos esses elementos fazem dela uma série bastante assustadora (pelo menos pra mim). Eu gosto de terror psicológico muito mais do que aquele terror de susto e de monstros subindo pelas paredes rsrs 

Até mais! E aguardem novas postagens! 







sábado, 3 de novembro de 2018

Recomendação de série - Anne with an E (primeira e segunda temporada)

Olá pessoal! Estou de volta! 

E novembro chegou, agora só faltam dois meses para o fim do ano! hehehe 

Acho que 2018 passou rápido, mas ao mesmo tempo aconteceram tantas coisas! Consegui terminar meu TCC, me formei, me frustei com meu primeiro trabalho e aqui estou eu desempregada e sem nenhuma perspectiva kkkkkkk 

A vida não tá nada fácil, mas pelo menos eu já não me sinto mais tão deprimida como passei nos últimos meses... Bom, acho que me conformei... Eu nunca me encaixei no mundo mesmo...


Enquanto isso, a situação atual do Brasil não tá nada legal também né, o povo brasileiro acabou de eleger o presidente menos preparado e com um histórico gigante de polêmicas, preconceito, homofobia, racismo... Parabéns ao povo brasileiro que queria algo "diferente" e acabou dando um tiro no próprio pé! 


Bom, mas deixando política de lado e sem mais delongas, vamos ao que interessa!

Hoje estou aqui para recomendar uma série maravilhosa! Anne with an E!


Sinopse: 

Anne retrata o amadurecimento de uma garota que enfrenta adversidades e desafios para encontrar seu lugar no mundo e ser amada. Ambientada na ilha de Príncipe Eduardo no final do século XIX, a série acompanha a vida de Anne Shirley (Amybeth McNulty), uma jovem órfã que, após uma infância de abusos entre orfanatos e casas de estranhos, é enviada por engano para viver com um casal de irmãos em idade avançada. Com o passar do tempo, a pequena garota de 13 anos transforma a vida de Marilla (Geraldine James), Matthew Cuthbert (R.H. Thomson) e de toda a cidade com seu jeito extrovertido, sua inteligência e imaginação brilhante. As aventuras de Anne abordam temas atemporais e de atual relevância como identidade, feminismo, bullying e preconceito. (fonte: Minha série). 


Então... Como diz a sinopse, Anne with an E é uma série sobre uma menina órfã, que acaba sendo adotada por dois irmãos em idade avançada (que nunca se casaram ou tiveram filhos). Anne é uma menina diferente, ela tem uma personalidade expansiva, é muito inteligente, está sempre falando pelos cotovelos e usando sua imaginação para criar muitas histórias. Por ser órfã, ter tido uma vida dura num orfanato e possuir uma personalidade singular, inicialmente Anne não é aceita em seu meio social. Na escola ela sofre bullying, e tem muitas dificuldades para se adaptar. 

No entanto, seus pais adotivos, Marilla e Matthew, que são pessoas muito boas e cativantes, ajudam Anne a se sentir em casa, assim como sua nova amiga Diana.


Aos poucos, Anne vai descobrindo a felicidade junto com seus novos pais e amigos, e claro, sempre se metendo em alguma confusão. Anne é uma menina que nunca fica quieta, ela está sempre em busca de aventuras. 


Bem... Confesso pra vocês que quando comecei a ver essa série eu não fui cativada logo de imediato. Apesar de ter gostado muito da ambientação (cenários), trilha sonora, até mesmo da abertura da série, eu não me senti "presa" ao enredo inicialmente. Eu achei a Anne meio irritante, talvez por que ela seja muito diferente de mim hahahaha Enquanto ela é uma criança que não consegue parar de falar, eu era o tipo de criança que não falava nunca kkkk Minha personalidade é muito próxima da personalidade do Matthew (pai adotivo de Anne), ele é todo caladão e se sente desconfortável no meio de pessoas, e prefere ficar quieto trabalhando sem seu celeiro (eu sou bem parecida com ele, mas ao invés de celeiro eu fico quieta trabalhando no meu quarto). 


Á medida que os episódios foram passando, eu fui sendo cativada pela Anne. Fui sentindo empatia por ela e compadecendo de todas as dificuldades que ela estava passando, todas as injustiças que ela sofria, todos os julgamentos que as outras pessoas faziam sobre ela apenas por ela ser ela mesma. 


Ser diferente não deve ser visto como algo ruim. É claro que nem sempre é fácil aceitar o diferente, nem sempre é fácil deixar de lado os preconceitos, no entanto, devemos abrir nossos corações e nossas mentes. Ninguém é igual a ninguém. 


Anne with an E é uma série muito inspiradora, e eu diria que "mágica" também, mesmo que não seja uma série de fantasia. No entanto, através dela, nós resgatamos nosso "eu" criança, e lembramos dos tempos em que deixávamos que nossa imaginação nos levasse a qualquer lugar. Além disso, a série aborda muitos assuntos reais que devemos refletir na nossa conjuntura atual, como feminismo, racismo, homossexualidade, homofobia e faz isso de uma forma sutil, mas bastante eficaz. 


Nas próprias palavras de Anne, a homossexualidade/ homoafetividade se torna "o amor de várias formas, o amor de várias possibilidades, algo maravilhoso", ou como nas palavras do amigo de Anne "Imagine passar a vida toda achando que existe algo de errado com você, que você está quebrado, que é uma aberração, então um dia você encontra alguém que é como você e não se sente mais solitário e perdido no mundo". 


Eu, como uma pessoa que sempre teve muitas dificuldades de fazer amigos, de conversar com outras pessoas, me identifiquei com muitas situações e personagens apresentados na série. Quando pequena eu tinha apenas uma ou duas amigas, na escola eu sempre ficava isolada, as outras crianças me achavam rude, por que eu não "me misturava" com ninguém, mas a verdade é que eu nunca soube como "me misturar". O isolamento permaneceu até a faculdade, apesar de que eu tinha o meu "grupinho", no entanto era mais pra não despertar os julgamentos alheios, no fundo eu continuava me sentindo a mesma menina isolada de sempre, pois enquanto todo mundo conversava, eu ficava lá perto deles só observando. Acho que perdi a conta de quantas vezes fui à cantina ou ao restaurante universitário almoçar sozinha, ou entrava numa sala vazia apenas pra não ser julgada pelos outros que me viam sozinha no pátio da faculdade. 


Anne está sempre buscando ser aceita como ela mesma, ela é uma menina forte e luta pelo seu lugar no mundo, apesar de cometer erros e de ser magoada, ela continua sua jornada. 

Os personagens de Anne with an E são todos muito cativantes e fortes. Até mesmo aqueles que parecem mais frágeis tem a sua própria força. Todos eles cometem erros como pessoas humanas que são, mas eles também pedem desculpas e seguem em frente. 

Anne with an E nos mostra historias incríveis que merecem ser acompanhadas. É uma série delicada e cativante. Eu amei as duas primeiras temporadas e estou bastante ansiosa pela terceira temporada! 

Por onde assisti: https://filmesonlinehd1.net/serie/anne-with-an-e/

Para finalizar essa postagem, confiram a seguir a abertura da série, que eu particularmente considero muito bonita e criativa! 




Então, pessoal, é isso! Espero que tenham gostado da recomendação! Até mais! Bye! 




quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Recomendação de série: The Handmaid's Tale

Olá pessoal! Como vão?

Então, hoje trago para vocês não uma recomendação de dorama ou de anime, mas uma recomendação de série! Na verdade, eu queria fazer uma resenha completa, mas como a série ainda não foi finalizada e eu estava muito ansiosa pra falar dela, resolvi que faria uma recomendação aqui no blog, destacando os pontos fortes dessa obra.




AVISO: Essa série não é recomendada para menores de 18 anos.



Sinopse:

Em um futuro próximo, as taxas de fertilidade caem em todo o mundo por conta da poluição e de doenças sexualmente transmissíveis. Em meio ao caos, o governo totalitário da República de Gileade, uma teonomia cristã, domina o que um dia foi o território dos Estados Unidos, em meio a uma guerra civil ainda em curso. A sociedade é organizada por líderes sedentos por poder ao longo de um regime novo, militarizado, hierárquico e fanático, com novas castas sociais, nas quais as mulheres são brutalmente subjugadas e, por lei, não têm permissão para trabalhar, possuir propriedades, controlar dinheiro ou até mesmo ler. A infertilidade mundial resultou no recrutamento das poucas mulheres fecundas remanescentes em Gileade, chamadas de "servas" (Handmaid), de acordo com uma interpretação extremista dos contos bíblicos. Elas são designadas para as casas da elite governante, onde devem se submeter a estupros ritualizados com seus mestres masculinos para engravidar e ter filhos para aqueles homens e suas respectivas esposas.

June Osborne, renomeada como Offred (De Fred), é a serva atribuída à casa do Comandante Fred Waterford e de sua esposa Serena Joy Waterford. Ela está sujeita às regras mais rigorosas e uma vigilância constante; uma palavra ou ação imprópria de sua parte pode levar a sua execução. Offred, que tem o nome de seu mestre masculino assim como todas as Handmaids, pode se lembrar do "tempo de antes", quando era casada, com uma filha e tinha seu próprio nome e identidade, mas tudo o que ela pode fazer com segurança agora é seguir as regras de Gileade na esperança de que algum dia possa viver livre e se reunir com sua filha novamente. Os Waterfords, principais atores no surgimento da República de Gileade, têm seus próprios conflitos com as realidades da sociedade que ajudaram a criar. (fonte: Wikipédia)


Bom, pessoal, acho que vou começar falando do quanto essa série me chocou. Sim, essa serie me chocou de verdade. The Handmaid's Tale é o tipo de série NÃO recomendada para quem tem estômago ou coração fraco. É uma série violenta e visceral, mas ao mesmo tempo extremamente fascinante. 

Como dito na sinopse, o enredo da série gira em torno de uma mulher, June, que vivia uma vida feliz ao lado de seu esposo e filha, mas de repente teve tudo tirado dela, para servir como um "útero ambulante", uma escrava, numa província bizarra constituída por pessoas de mente doentia, religiosos extremistas que resolveram transformar os EUA numa espécie de condado medieval onde todos os direitos das mulheres foram tirados e agora elas possuem apenas a função de servir seus maridos e gerarem filhos. 


Por causa da infertilidade gerada pela poluição ambiental, cada vez menos crianças nasciam e as que nasciam muitas vezes morriam nos seus primeiros dias. E para resolver esse problema, os extremistas religiosos que passaram a governar o país resolveram criar uma categoria de mulheres chamadas handmaids, elas seriam servas dos maridos e esposas do alto escalão do governo, e seu papel era de gerar filhos no lugar das esposas inférteis. No entanto, como vocês devem estar imaginando, elas não faziam isso por vontade própria. Essas handmaids eram mulheres que viviam suas próprias vidas (algumas até lésbicas), e por serem férteis, foram capturadas e levadas para um "centro de treinamento", onde sofriam lavagem cerebral e torturas constantes para aprenderem a ser as geradoras de filhos. 



Depois de completo o treinamento, a handmaid é levada para a casa de seu "comandante". E lá, durante seus períodos férteis acontece um ritual, onde depois de ler uma passagem bíblica sobre Raquel (a mulher estéril que desejava ter filhos e por isso ofereceu sua serva para ter relações sexuais com seu próprio marido), a handmaid é estuprada pelo comandante diante dos olhos da própria esposa, que não vê outra alternativa além de aceitar e ser cúmplice de tudo isso. 


Bizarro... 

Talvez vocês estejam pensando agora: E que sentido há em assistir esse tipo de coisa repugnante e brutal? 

Digamos que, todas essas polêmicas trazem à tona a verdadeira essência da obra. The Handmaid's Tale é uma série baseada num livro escrito por Margaret Atwood, uma autora canadense. Apesar de não se dizer feminista, Margaret retrata personagens femininas dominadas pelo patriarcado em seu romances. Em suas obras ela mostra a força da mulher mesmo sendo subjugada. Ela coloca em questão também a importância da mulher, e o pertencimento de seu corpo. Para ela, sua ficção é "especulativa", pois mostra algo que poderia sim de fato acontecer, e nos faz refletir a respeito de como a mulher vive no mundo atual. 


Esse feminismo mostrado em Handmaid's Tale é a essência da obra. A força da mulher. E essa força é mostrada de tantas maneiras! 

June, a protagonista, é uma mulher incrível! Aliás, Handmaid's Tale está cheio de mulheres incríveis e inspiradoras! Elas lutam apesar de terem tudo o que amavam tirado delas, elas lutam mesmo que todas as suas forças vitais e esperanças tenham sido dilaceradas! 




Bom, a seguir listei alguns dos meus pontos preferidos da série, confiram:


1 - O romance entre June e Nick 



Bom gente, sendo eu uma romântica sem esperança queria dizer que uma das coisas que eu mais AMO nessa série é o romance entre esses dois! 
A série em si não gira em torno do romance, claro, mas o romance é definitivamente uma das melhores coisas dessa obra! É tanta química, é tanto desejo que deixa a gente sem fôlego! Vocês sabem né, quanto mais perigoso e proibido o romance é, mais interessante ele fica! 






Esses dois não podem ficar juntos, pois June é uma handmaid e ela só pode servir ao seu comandante, e Nick, bom, Nick é o motorista da família e também esconde um segredo. A questão é que se forem pegos juntos, os dois serão mortos e pendurados no muro para servir de exemplo! O romance em si é um "foda-se o sistema, a gente quer ficar junto e vai ficar!"




A cumplicidade que existe entre os dois, a química, a paixão, o desejo, o carinho... É tudo muito lindo de se ver! Além disso, Nick é o grande protetor de June, ele faz tudo por ela! E mesmo ela sendo uma mulher forte, as vezes a mocinha precisa de uma ajudinha né? 




Lembrando que a série em si não prega ódio aos homens, e sim nos traz reflexões a respeito de ideologia, extremismo fanático religioso e o sistema machista estabelecido. 


2 - June, a guerreira! 




Que mulher! Que mulher! 
Queria chamar atenção aqui para a atuação esplêndida de Elisabeth Moss! Que atriz espetacular! As expressões dela são de gelar a espinha! E a personagem que ela interpreta é um furacão! 



A cada episódio a gente vai conhecendo mais a personagem e admirando-a cada vez mais. Não que ela seja perfeita, não que ela seja a mulher maravilha, pelo contrário, ela é humana, ela comete erros, ela luta pelo que ela acredita, ela resiste, ela apenas quer  sair desse inferno e viver a vida por si mesma. 


3 - Serena Joy, do ódio à compaixão 



Essa personagem, que é a esposa do Comandante Fred e vive uma relação complicada com sua handmaid (June), vocês vão odiar, odiar muito! Mas em algum momento vão sentir pena dela também, e logo em seguida vão voltar a odiar. Ela é uma personagem muito complexa. Eu diria que ela é meio doente, por que não é possível que uma mulher tão forte e lutadora como ela tenha se tornado o que se tornou sem ter enlouquecido completamente. E por ser essa personagem complexa, louca e odiável, eu realmente gosto hahahaha 




Ela é perversa, às vezes amável, às vezes um monstro, às vezes uma pessoa que precisa de ajuda. Serena Joy é uma das personagens mais desequilibradas que eu já conheci. 


4 - A luta contra o sistema 



Vale lembrar que apesar de subjugadas e de serem obrigadas a ficaram caladas e submissas, as mulheres de Gilead resistem sim! Não só as mulheres, mas existem grupos que se unem numa resistência contra o sistema, e é muito interessante acompanhar tudo o que acontece e torcer para que juntos eles consigam avançar mais e derrubar pouco a pouco esse novo regime que conquistou o poder a custo de muito sangue inocente derramado. 




Por onde assisti: http://www.fbseries.com/assistir-the-handmaids-tale/

Então pessoal, acho que é isso. Não vou me estender muito mais por que, como eu disse antes, é apenas uma recomendação e não uma resenha. Como essa série ainda terá terceira temporada então espero falar sobre ela futuramente, com mais calma e mais detalhes. De qualquer forma, espero que tenham gostado da recomendação, até mais!