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sábado, 18 de julho de 2020

Recomendação de série: Dark

Olá pessoal!

Hoje estou aqui para fazer uma recomendação de série! hehe



Confesso que eu não conhecia Dark até recentemente, quando li uma postagem no Twitter sobre essa série.

Bom, quando li a respeito de Dark, fiquei com vontade de assistir por ser uma obra que aborda a temática de viagem no tempo. Eu adoro histórias sobre viagem no tempo, então pra mim foi um prato cheio!


No entanto, confesso que quando comecei a assistir a série pensei em dropar. O primeiro episódio foi interessante mas não me fisgou, o segundo também, o terceiro, o quarto... Até que cheguei ao quinto episódio e finalmente viciei.

Eu poderia ter dropado Dark antes do quinto episodio, mas simplesmente não dropei por intuição. Mesmo que eu não estivesse gostando tanto assim, alguma coisa me dizia que eu deveria continuar assistindo por que em algum momento eu iria me surpreender. E minha intuição estava certa. Muito certa! Depois do quinto episodio, as coisas finalmente começam a fazer sentido e não tem mais como você querer largar essa série de tão incrível e bizarra que ela se torna!




Mas vamos lá... tentarei falar um pouco sobre o enredo sem dar tantos spoilers...

Dark se passa na Alemanha, numa cidade fictícia chamada Winden, onde se encontra uma usina nuclear em atividade. Digamos que a usina nuclear é usada para "justificar" as coisas estranhas que acontecem na cidade, afinal, muitas das propriedades dos materiais radioativos ainda são um mistério até hoje... 

Agora imagine que você mora perto dessa usina nuclear e lá perto também tem uma caverna bem assustadora... O que você faria se fosse um adolescente confuso? Provavelmente se meteria em problemas e iria parar dentro dessa caverna... Bom, entrar numa caverna escura que fica ao lado de uma usina nuclear não é lá das melhores ideias... Talvez você acabe indo parar em outro tempo...



O que vocês precisam saber antes de começar a assistir essa série é que ela tem um enredo meio arrastado, porém que vale muito a pena acompanhar.

E por que vale a pena?

Posso dizer com tranquilidade que Dark é uma das melhores obras que eu já assisti com a temática sobre viagem no tempo. Muito bem escrita, onde tudo se conecta de um jeito que faz com que você fique de queixo no chão. O roteiro da série em si utiliza como base algumas teorias físicas, como o buraco de minhoca, o paradoxo de bootstrap, a partícula de Deus e o gato de Schrödinger.


O buraco de minhoca explica como é possível viajar no tempo. Já o paradoxo de bootstrap, explica como é possível um objeto (ou pessoa) existir sem ter uma origem definida, ou seja, algo do futuro que foi para o passado e por isso ele existe no futuro (faz sentido? Não, não faz hahaha). A partícula de Deus também explica a viagem no tempo, a possibilidade da existência de mundos paralelos e a viagem entre eles. E por fim, temos o gato de Schröndinger, que explica o por que uma pessoa pode estar viva em um mundo e morta num mundo paralelo.

Eu, que já fui estudante de física (abandonei a faculdade no terceiro ano e depois fui fazer design kkkkk), me senti voltando aos meus delírios juvenis de poder imaginar como seria se pudéssemos viajar no tempo ou até mesmo ir para mundos diferentes, onde haveriam outras versões de nós mesmos...


É claro que as teorias físicas são só teorias, e nunca foi provado que seria possível mesmo viajar no tempo ou que realmente existam mundos paralelos. No entanto, o imaginário humano permite que possamos fazer isso acontecer através da ficção.


Atenção: O conteúdo a seguir contém spoilers

Gostaria de comentar um pouco sobre alguns trechos da série e precisaria entrar em detalhes, no caso, dar spoilers.

Começando com Jonas e Martha e a relação complicada deles. Também chamados de Adão e Eva, eles se tornaram o centro de tudo. Devo confessar que adorei a analogia bíblica.



Martha é tia de Jonas, pois o irmão mais novo dela, Mikkel, viajou no tempo, foi parar no passado e sem conseguir voltar para o seu tempo de origem, acabou vivendo por lá, onde conheceu a mãe de Jonas ainda criança e os dois acabaram se casando anos depois. O primeiro episódio da série mostra Mikkel já adulto cometendo suicídio. 

É claro que Jonas e Martha não sabiam que eram parentes e acabaram se apaixonando. Por causa desse sentimento e também por causa da morte de seu pai, Jonas está disposto a fazer qualquer coisa para que as coisas voltem ao "normal". Primeiro, ele quer impedir que Mikkel viaje no tempo, mas se ele fizer isso, ele nunca poderá nascer... Depois, ele quer impedir que seu pai cometa suicídio, mas se ele fizer isso, Mikkel também não viajaria no tempo... A partir daí fica claro que quanto mais ele tenta mexer na linha do tempo, mais as coisas acontecem como antes. Os acontecimentos não podem ser impedidos ou revertidos, pois eles já aconteceram, o passado e o futuro estão conectados de maneira intrínseca.



Jonas e Martha são os protagonistas da história, no entanto, outros personagens também ganham destaque e tem muita importância na trama.

Claudia, por exemplo, se torna uma viajante do tempo quando a versão mais velha dela vem do futuro e entrega a ela uma máquina do tempo que funciona com material radioativo. Claudia acaba descobrindo os segredos escondidos por trás da viagem no tempo e da viagem entre os mundos. Se não fosse por ela, nada teria voltado "ao normal" no final da história.



Devo confessar que dentre as histórias de todos os personagens, aquela que mais fez o meu cérebro fritar foi a história de Charlotte e Elizabeth.

Charlotte é mãe de Elizabeth. No entanto, a própria Charlotte não sabia quem eram seus pais. Depois, ela acaba descobrindo que é filha de um viajante do tempo, e que a mãe dela na verdade é Elizabeth, que também é sua filha.



Sim, eu passei horas tentando entender como diabos a mãe pode ser mãe e filha da própria filha ao mesmo tempo. Na verdade, Charlotte foi roubada por ela mesma e por sua mãe no futuro, e levada ao passado. Elas são um exemplo de paradoxo de bootstrap.

Sobre o final da série, algo que eu realmente gostei foi que os roteiristas nos deram uma explicação simples, porém muito bem construída do porque todas aquelas coisas loucas estavam acontecendo. Haviam dois mundos paralelos, e Jonas estava em busca da origem de tudo. A origem, no caso, seria o que causou o looping nos acontecimentos dos dois mundos, fazendo com que tudo se repetisse de novo e de novo, sem perspectiva de mudança. Jonas achava que a origem estava no filho dele com a Martha do outro mundo, porém, Claudia descobriu que a origem de tudo estava em um terceiro mundo, chamado "mundo de origem".



No mundo de origem, o relojoeiro H. G. Tannhaus acabou construindo uma máquina do tempo para tentar trazer seu filho, sua nora e sua neta de volta a vida. No entanto, em vez de conseguir voltar no tempo para salvar seu filho, ele acabou dividindo o mundo dele em dois mundos paralelos cheios de "falhas", ou, em outras palavras, um nó quântico. Pra ser sincera, quando a Claudia explicou isso para o Jonas, eu meio que fiquei "minha nossa, agora tudo faz sentido". Desde o começo eu sempre tive a sensação de que o Tannhaus tinha alguma coisa a ver com a viagem no tempo, e eis que eu estava certa, foi ele o responsável por tudo. 

Eu entendi o final da série como uma equação matemática onde as variáveis se anulam mas nunca se chega ao zero. E no caso, era preciso adicionar outra variável para finalmente chegar à resposta certa.



Uma das coisas que eu mais gostei na série foi que ela conseguiu se embasar bem nas teorias físicas, que como eu disse antes, são só teorias, mas quando você as utiliza na ficção, tudo fica mais interessante!

Antes de finalizar essa postagem, vou deixar aqui a minha música favorita da série, que tocou no final da segunda temporada: 



Bem pessoal, vou ficando por aqui. Confesso que até queria escrever mais porém percebi que quanto mais eu escrevo sobre essa série mais eu fico louca com as teorias kkkkk O roteiro de Dark é bastante complexo, cheio de nuances e detalhes, então você precisa ter paciência e uma cabeça boa pra ligar todos os pontos hahaha

Até mais!



quarta-feira, 22 de maio de 2013

TOP 10 – filmes de ficção científica



Hello people! 

Hoje estou aqui especialmente para postar um TOP 10, e dessa vez, serão filmes de ficção científica. Porém, antes de seguir adiante, recomendo que vocês leiam com atenção as seguintes observações: 

Obs.1: Como eu já confidenciei aqui no blog, nunca fui uma pessoa viciada em filmes, pra falar a verdade, eu me considero uma leiga nesse assunto, pois não assisti muitos filmes como tanta gente por aí; 

Obs.2: Não sou uma expert ou crítica de filmes, por isso minhas escolhas serão exclusivamente pessoais; 

Obs.3: Não fiquem esperando por um TOP com filmes produzidos antes da década de 1980, pois eu não sou fã de filmes muito antigos, e, além disso, só tenho 21 anos de idade; 

Obs.4: Seguirei uma linha “critério” para fazer minhas escolhas, e elas serão: 1-emoção; 2-enredo diferenciado; 3-dinâmica do enredo; 4-personagens únicos; 5-desempenho da produção em geral (direção, composição dos cenários, efeitos especiais, ângulos de filmagens, figurino etc.). 

Let’s go! 




10° lugar 

O exterminador do futuro 2: O julgamento final 

Data de lançamento: 1991

Sinopse: 

Uma criança destinada a ser líder (Edward Furlong) já nasceu, mas infeliz por viver com pais adotivos, pois foi privado da companhia da mãe (Linda Hamilton), que foi considerada louca quando falou de um exterminador vindo do futuro. Neste contexto, um androide (Arnold Schwarzenegger) vem do futuro, mais exatamente um modelo T-800 igual ao filme original, para proteger o garoto, mas existe um problema: o mais avançado androide existente no futuro, um modelo T-1000 (Robert Patrick), que feito de "metal líquido", não pode ter nenhum dano permanente e pode assumir a forma que desejar, também veio para o passado com a missão de matar o menino.
fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-7124/


Porque assistir?
Se você gosta da premissa “Revolução das Máquinas” e “viagem no tempo”, esse é um filme altamente indicado. 

Porque não assistir?
Se você não gosta de muita ação, violência e pancadaria, é melhor ficar longe desse filme. 

Porque está no meu TOP 10: 



Exterminador do Futuro é um clássico, e isso fica provado pela frase “Hasta La vista, Baby” que ficou conhecida no mundo inteiro. A produção é fantástica e os efeitos especiais são de alto nível. O enredo também não deixa a desejar, pois criatividade é o que não falta. Além disso, as cenas de ação são de encher os olhos. Robôs lutando uns contra os outros, quem não gosta? rsrs 


9° lugar

O homem bicentenário 

Data de lançamento: 1999

Sinopse: 
Em 2005, uma família americana compra um novo utensílio doméstico: o robô chamado Andrew (Robin Williams), para realizar tarefas domésticas simples. Entretanto, aos poucos o robô vai aprensentando traços característicos do ser humano, como curiosidade, inteligência e personalidade própria. o início da saga de Andrew em busca de liberdade e de se tornar, na medida do possível, humano.

Porque assistir? 
Atuação maravilhosa de Robin Williams.

Porque não assistir?

Se você não gosta de filmes com uma história suave (onde não há cenas de ação), talvez seja melhor procurar outro filme para assistir. 

Porque está no meu TOP 9: 



Por favor, não me batam! rsrs Devem estar achando que eu fiquei maluca por ter colocado O homem bicentenário na frente de O exterminador do futuro, né? Bom, a verdade é que se tratando de emoção, O homem bicentenário (em minha opinião, claro) ganha o nono lugar. O filme é sustentado pelo enredo diferenciado, que não se destaca pelas cenas de ação (pois elas nem existem no filme), e sim pela história que nos cativa e emociona. A relação do robô com sua “família” e a descoberta de um sentimento chamado “amor” são retratados de uma forma simples, pura, magnífica e emocionante, sem o uso excessivo de drama e com um leve tom de comédia. 



8° lugar 

Eu, robô 

Data de lançamento: 2004

Sinopse:
Em 2035 a existência de robôs é algo corriqueiro, sendo usados constantemente como empregados e assistentes dos humanos. Os robôs possuem um código de programação chamado Lei dos Robóticos, que impede que façam mal a um ser humano. Esta lei parece ter sido quebrada quando o Dr. Miles aparece morto e o principal suspeito de ter cometido o crime é justamente o robô Sonny. Caso Sonny realmente seja o culpado, a possibilidade dos robôs terem encontrado um meio de quebrarem a Lei dos Robóticos pode permitir que eles dominem o planeta, já que nada mais poderia impedi-los de subjugar os seres humanos. Para investigar o caso é chamado o detetive Del Spooner (Will Smith) que, com a ajuda da Dra. Susan Calvin (Bridget Monayhan), precisam desvendar o que realmente aconteceu.


Porque assistir? 
Duas palavras: Will Smith. Até hoje nunca assisti um filme com esse ator que fosse verdadeiramente ruim. 

Porque não assistir?

Existe uma “mescla” de suspense e ação, se você é do tipo de gosta de uma história inteligente, porém que não tenha tantas cenas de ação, talvez o filme não lhe agrade totalmente. 

Porque está no meu TOP 8: 



É um filme de “encher os olhos”, tanto na parte gráfica como na atuação do protagonista (Will Smith arrasa!), e, além disso, temos um ótimo enredo. A história te prende do começo ao fim, pois existe um mistério a ser resolvido (Se você é do tipo que fica roendo as unhas de curiosidade para saber quem é o assassino, esse filme com certeza irá lhe empolgar). 



7° lugar 

A ilha 

Data de lançamento: 2005

Sinopse: 
Lincoln Six-Echo (EWAN MCGREGOR) é um morador de um utópico porém rigorosamente controlado complexo em meados do século 21. Assim como todos os habitantes deste ambiente cuidadosamente controlado, Lincoln sonha em ser escolhido para ir para "A Ilha" – dita o único lugar descontaminado no planeta. Mas Lincoln logo descobre que tudo sobre sua existência é uma mentira. Ele e todos os outros habitantes do complexo são na verdade clones cujo único propósito é fornecer “partes sobressalentes” para seus humanos originais. Percebendo que é uma questão de tempo antes que seja “usado”, Lincoln faz uma fuga ousada com uma linda colega chamada Jordan Two-Delta (Scarlett Johansson). Perseguidos sem trégua pelas forças da sinistra instituição que uma vez os abrigou, Lincoln e Jordan entram em uma corrida por suas vidas e para literalmente conhecer seus criadores.

Porque assistir? 
Gosta de mistério? Suspense? Ação? Polêmica? Se gosta de tudo isso, então assista esse filme. 

Porque não assistir? 
Quem prefere uma história suave, fique longe desse filme, pois ele é do tipo que faz o seu coração acelerar. 

Porque está no meu TOP 7: 



É um filme de tirar o fôlego! Nossa! É tanto mistério, ação, conflito e perseguição que não há tempo nem para respirar! No começo, parece que o enredo será exclusivamente psicológico, com mistérios a serem desvendados de uma maneira “investigativa”. Mas depois, o enredo nos revela que as coisas podem ser bem mais interessantes, mesclando a “ideologia” e o mistério com maravilhosas cenas de ação. A criatividade da trama também é um dos pontos mais forte desse filme.  



6° lugar 


Planeta dos macacos

Data de lançamento: 2001

Sinopse: 
Após sofrer um acidente na espaçonave em que estava, Leo Davidson (Mark Wahlberg) chega em um planeta estranho e primitivo, onde os humanos migalham por sua subsistência, são caçados e escravizados por primatas tiranos, que formam o poder local. Sem concordar com a opressão imposta à raça humana, Leo logo se torna uma séria ameaça ao status quo local e dá início à uma revolução social no planeta.
fonte:http://www.adorocinema.com/filmes/filme-29284/

Porque assistir?
Uma história extremamente original e interessante.

Porque não assistir?
Bom, se você não gosta de macacos... rsrs (pobrezinhos dos macacos, são tão fofinhos... Se bem que no filme eles não são tão fofos assim kkkk) 

Porque está no meu TOP 6:




Um clássico de 1968 que foi readaptado e lançado em 2001. Planetas dos macacos é um filme cheio de aventura, ação e mistério. Imaginem só a situação: Os macacos evoluíram e tomaram o topo da cadeia evolutiva que antes pertencia aos homens, e agora os humanos que são tratados como animais.  Ainda não consigo entender por que esse filme é tão criticado, e entendo menos ainda o fato de que tem gente que acha que o tal "planeta" dos macacos é outro planeta, sendo que o filme nos mostra que a Terra foi dominada pelos macacos (não é outro planeta, gente! É a Terra!). Fiquei até meio revoltada por não haver uma continuação da história, pois o final desse filme foi simplesmente genial (Ia ser incrível ver os macacos muito mais evoluídos!). Recentemente lançaram “Planeta dos macacos: A origem”, mas confesso a vocês que eu não queria “A origem”, e sim uma continuação do filme de 2001.




5° lugar

Avatar

Data de lançamento: 2009

Sinopse:
Jake Sully (Sam Worthington) ficou paraplégico após um combate na Terra. Ele é selecionado para participar do programa Avatar em substituição ao seu irmão gêmeo, falecido. Jake viaja a Pandora, uma lua extraterrestre, onde encontra diversas e estranhas formas de vida. O local é também o lar dos Na'Vi, seres humanóides que, apesar de primitivos, possuem maior capacidade física que os humanos. Os Na'Vi têm três metros de altura, pele azulada e vivem em paz com a natureza de Pandora. Os humanos desejam explorar a lua, de forma a encontrar metais valiosos, o que faz com que os Na'Vi aperfeiçoem suas habilidades guerreiras. Como são incapazes de respirar o ar de Pandora, os humanos criam seres híbridos chamados de Avatar. Eles são controlados por seres humanos, através de uma tecnologia que permite que seus pensamentos sejam aplicados no corpo do Avatar. Desta forma Jake pode novamente voltar à ativa, com seu Avatar percorrendo as florestas de Pandora e liderando soldados. Até conhecer Neytiri (Zoe Saldana), uma feroz Na'Vi que conhece acidentalmente e que serve de tutora para sua ambientação na civilização alienígena.
fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-61282/

Porque assistir?
É uma obra de arte.

Porque não assistir?
O filme é longo... (isso não é desculpa né? Deixa de ser preguiçoso e vai logo assistir! kkkk)

Porque está no meu TOP 5:





Uma obra-prima que se tornou o filme com a maior bilheteria da história. Adivinhem qual foi o primeiro filme que eu assisti no cinema? Exatamente! O primeiro filme que eu tive o privilégio de ver no cinema foi Avatar. Esse filme é uma verdadeira revolução no que se trata de novas técnicas de efeitos visuais (3D), computação gráfica e fotografias. Assistir esse filme é como vivenciar uma aventura “real” em um novo mundo, onde os humanos são os invasores, os aliens são os verdadeiros donos do planeta e estão sofrendo com a ameaça do homem. Não só o filme em si é uma obra-prima, como também o enredo, que é genial e espetacular (com alguns clichezinhos que não fazem mal a ninguém rsrs).




4° lugar

O quinto elemento

Data de lançamento: 1997

Sinopse:
No século XXIII, um motorista de taxi (Bruce Willis) de Nova York se envolve em uma aventura na qual tem de deter um ser demoníaco que percorre a galáxia a cada 5000 anos. Se nada for feito a Terra será destruída, mas para isto ele precisa encontrar 4 pedras antigas, que representam os elementos, e colocá-las em volta de uma bela mulher (Milla Jovovich), que é o quinto elemento.
fonte;http://www.adorocinema.com/filmes/filme-12302/

Porque assistir?
Roteiro genial somado ao charme da atuação de Bruce Willis (Duro de matar) e Milla Jovovich (Resident Evil).

Porque não assistir?
Nesse filme, viagens interplanetárias, contato com seres extraterrestres e a reconstituição imediata de um ser vivo a partir de seu DNA são coisas comuns. Então, se você acha que tudo isso é um absurdo, é melhor nem assistir ao filme. (É ficção científica né, dá um tempo! rsrs).

Porque está no meu TOP 4:



O que eu mais gosto nos filmes de ficção científica é quando os roteiristas/diretores não impõem limites a imaginação. Eles não se preocupam se a obra irá gerar críticas ou ridicularizações, eles simplesmente realizam o que está em suas mentes! Isso é liberdade! A liberdade que eu admiro com todas as minhas forças!
Posso assistir a esse filme umas mil vezes e não ficarei entediada! Sério! Ele é muito bom! A história é original (na medida do possível, é claro) e extremamente interessante. Devo confessar que O quinto elemento foi uma das minhas inspirações para escrever a fanfic “A parede de Cristal”, porém, como a história ainda não chegou a seu ápice, provavelmente vocês não vejam tanta semelhança com o filme, mas a partir do momento em que a trama for avançando, vocês irão perceber que eu me inspirei nele (e também em outras obras ) para escrevê-la.




3° lugar

O dia depois de amanhã

Data de lançamento: 2004

Sinopse:
A Terra sofre alterações climáticas que modificam drasticamente a vida da humanidade. Com o norte se resfriando cada vez mais e passando por uma nova era glacial, milhões de sobreviventes rumam para o sul. Porém o paleoclimatologista Jack Hall (Dennis Quaid) segue o caminho inverso e parte para Nova York, já que acredita que seu filho Sam (Jake Gyllenhaal) ainda está vivo.
fonte;http://www.adorocinema.com/filmes/filme-45361/

Porque assistir?
Um filme quase apocalíptico. (isso é um motivo pra assistir? Bom, para mim é... rsrs)

Porque não assistir?
Alguns absurdos, porém nada que um “leigo” não possa ignorar.

Porque está no meu TOP 3:




Sinceramente... Se eu pudesse ignorar todos os meus critérios agora, esse filme estaria em primeiro lugar, e não em terceiro. Por quê? Eu respondo: Acho que de todos os filmes que eu já vi, esse é o meu preferido! O dia depois de amanhã é o tipo de filme que apela para as emoções do espectador, e por mais que ele seja um filme cheio de efeitos visuais, algumas cenas “chocantes” e absurdas, o que eu consegui ver no meio de tudo isso foi o amor incondicional de um pai pelo seu filho, e também o amor entre dois jovens, que protegem um ao outro a qualquer custo em meio a uma grande catástrofe.
Aqueles que criticam o filme pelas cenas “exageradas” e acontecimentos sem “base científica” se esquecem de que o filme é fruto da imaginação de alguém, e que esse alguém fez um trabalho incrível enaltecendo os personagens. Afinal, de que adianta um filme “todo certinho” se os personagens não conseguem passar nenhuma emoção?
Observação final: Considero esse filme mil vezes melhor que "2012".



2° lugar

Minority Report - A Nova Lei

Data de lançamento: 2002

Sinopse:
Washington, 2054. O assassinato foi banido, pois há a divisão pré-crime, um setor da polícia onde futuro é visualizado através de paranormais, os precogs, e o culpado é punido antes do crime ter sido cometido. Quando os três precogs, que só trabalham juntos e flutuam conectados em um tanque de fluido nutriente, têm uma visão, o nome da vítima aparece escrito em uma pequena esfera e em outra esfera está o nome do culpado. Também surgem imagens do crime e a hora exata em que acontecerá. Estas informações são fornecidas para um elite de policiais, que tentam descobrir onde será o assassinato, mas há um dilema: se alguém é preso antes de cometer o crime pode esta pessoa ser acusada de assassinato, pois o que motivou sua prisão nunca aconteceu? O líder da equipe de policiais é John Anderton (Tom Cruise), que perdeu o filho há seis anos atrás em virtude de um criminoso que o seqüestrou. O desaparecimento da criança o fez se viciar em drogas e ainda continua dependente, mas isto não o impede de ser o policial mais atuante na divisão pré-crime. Porém algo muda totalmente sua vida quando vê, através dos precogs, que matará um desconhecido em menos de trinta e seis horas. A confiança que Anderton tinha no sistema rapidamente se perde e John segue uma pequena pista, que pode ser a chave da sua inocência: um estranho caso que não foi solucionado e há um "relatório menor", uma documentação de um dos raros eventos no qual o que um precog viu é diferente dos outros. Mas apurar isto não é uma tarefa fácil, pois a divisão pré-crime já descobriu que John Anderton cometerá um assassinato e todos os policiais que trabalhavam com ele tentam agora capturá-lo.

Porque assistir?
Se você gosta de filmes cujo enredo envolve pessoas com habilidades psíquicas (como previsão do futuro), esse é um dos melhores do gênero. E além disso, somos presentados com a beleza de Tom Cruise (rsrs).

Porque não assistir?
Desculpem, mas não consigo pensar em nada que possa fazer alguém não assistir a esse filme...rsrs

Porque está no meu TOP 2:




Um filme dirigido por Steven Spielberg totalmente genial e principalmente, empolgante (esse filme me deixa vibrando de tanta emoção!). A originalidade e o conceito polêmico do enredo é impressionante, e, além disso, temos uma atmosfera nublada que acompanha perfeitamente o desenvolvimento da história. A combinação de enredo+personagens+cenários é ótima, sem falar que a execução da obra (produção, direção, figurino, efeitos especiais, atuação etc) é de encher os olhos, não pela beleza, nem pela perfeição, e sim pela combinação de tudo. Em Avatar, temos um “mundo novo”, já em Minority Report, temos o mesmo mundo, só que transformado em algo mais sombrio e futurístico.
Um dos principais motivos pelo qual eu comecei a assistir o anime Psycho-pass foi por que ele tem uma base de enredo bastante parecida com Minority Report (porém a execução da obra é diferente, apesar de algumas semelhanças facilmente perceptíveis).
Minority Report é uma obra intrigante que merece ser apreciada. Eu, particularmente, a considero uma das melhores obras de ficção científica.



1° lugar

A.I. – Inteligência Artificial

Data de lançamento: 2001

Sinopse:

Num futuro próximo, quando os recursos naturais são escassos e há um rígido controle de natalidade, robôs são criados para quase todo tipo de função: trabalhos domésticos, de escritório, fazer companhia, sexo. Mas, até agora, não para o amor. Apesar de a emoção ser uma fronteira controversa na evolução dos robôs, uma companhia criou o menino David (Haley Joel Osment), o primeiro robô programado para amar - e amar incondicionalmente. Ele é adotado por um casal cujo filho é portador de uma doença terminal e foi congelado até que a cura seja encontrada. Gradualmente ele se torna um filho, com todo carinho e atenção deste tipo de relação, mas uma série de circunstâncias inesperadas tornam essa vida impossível para David. O filho humano é curado e o casal é obrigado a se desfazer do menino-robô. Rejeitado pelos humanos e pelos andróides, contando apenas com a ajuda do robô Gigolô Joe (Jude Law), ele inicia uma jornada para encontrar seu lugar num mundo onde a linha que o separa das outras máquinas pode ser assustadora imensa ou quase imperceptível.
fonte:http://www.cineclick.com.br/filmes/ficha/nomefilme/a-i-inteligencia-artificial/id/9107

Porque assistir?
Drama + ficção científica = surpreendentemente emocionante.
Outra obra dirigida por Steven Spilberg.

Porque não assistir?
Desculpe, mas se você ainda não assistiu a esse filme, vai ter que assistir de qualquer jeito... Assista!

Porque está no meu TOP 1:




Quem poderia imaginar que esse filme fosse o meu preferido dentre todos de ficção científica? Pois é, alguns podem estar me xingando nesse momento, mas não pude evitar, afinal, que outro filme me faz chorar toda vez que eu o assisto?
AI: Inteligência Artificial é uma obra tão profunda, genuína, com essência filosófica e excessivamente dramática. É o tipo de filme que, quando você termina de vê-lo, ainda fica pensando nele por várias e várias horas (pelo menos comigo foi assim). Além disso, ele não perde em nada para outros filmes que mesclam ficção científica e ação (mesmo que nele não aja muita ação, na verdade, podemos dizer que a ação é na medida certa). Também podemos classificá-lo como um filme de aventura, onde o “menino-robô” sai por aí em busca da fada azul para transformá-lo num menino de verdade (é nesse momento que vemos a alusão aos contos de fadas, algo que remete a pureza dos sentimentos de uma criança) e, ao longo do caminho conhece seus semelhantes, passa por diversas situações perigosas e emocionantes.
Algo muito interessante (e intrigante) nesse filme é que ele parece ter dois finais. O primeiro, que é o final um pouco cruel (mas não me fez chorar), e o segundo final, que é triste, emocionante, deprimente e arrancou meu coração.
AI: Inteligência Artificial consegue se destacar pela pureza e complexidade/simplicidade dos personagens centrais (o menino-robô, o ursinho falante e o robô “garoto de programa”). São personagens incomuns, porém tão puros que nos fazem se apegar a eles rapidamente, e é justamente isso o que faz essa obra ser tão preciosa e inesquecível.
Para quem gostou e se emocionou com esse filme (e também gostou do filme Eu, robô), recomendo fortemente que leia o mangá Pluto, de Naoki Urasawa, que tem uma essência bastante parecida com essas obras. (Eu já devo ter mencionado aqui que esse mangá me fez chorar, né? rsrs).



Bom, pessoal, finalmente terminamos o TOP 10 de hoje. Espero não ter escrito muita besteira (rsrs), mas como eu disse antes, minhas escolhas são exclusivamente pessoais, pois não sou uma crítica de filmes.

De qualquer forma, ficam aí algumas recomendações de filmes de ficção científica, e além deles, eu também recomendo: Controle Absoluto, O vingador do futuro, O demolidor, Jurassic Park, De volta para o futuro, Eu sou a lenda e Matrix.


Até mais!





sábado, 24 de novembro de 2012

A parede de cristal (capítulo 9)

Oi pessoal! Olha eu aqui de novo!
Depois de séculos (na verdade, foram dois meses rsrs) sem postar nenhum capítulo novo da minha historinha, resolvi criar vergonha e terminar de escrever o capítulo nove.
Acordei cedo hoje (coisa que eu geralmente não faço nos fins de semana) porque os desgraçados dos meus vizinhos estão reformando a casa, por isso a barulheira é infernal e não me deixou dormir até mais tarde (o barulho começou às sete da manhã Aishh!). Foi então que eu resolvi postar logo esse capítulo (que eu havia terminado ontem à noite).

Mas voltando ao que interessa, vamos começar!

Classificação indicativa do capítulo: 14 anos.





Capítulo 9 – Vingança



David e Steven brigavam feito cão e gato. Parecia que o jovem cientista havia canalizado todo o seu estresse para o novo chefe do setor. Steven, por sua vez, já teria mencionado várias vezes a frase “vou despedi-lo”, e em troca, recebia de David xingamentos acompanhados de ameaças que quase sempre se resumiam a “parasita” e “se me demitir, vou à imprensa e conto tudo!”. 

Existia uma explicação para toda essa inimizade dos dois. Há poucos dias, Steven havia convocado uma reunião muito importante, na qual ele finalmente revelou, depois de ter sido constantemente pressionado pelos outros membros do setor 048, o verdadeiro objetivo escondido por trás da construção de Exception. Precisamente, ele começou falando das investigações, nas quais foram enviadas 10 sondas espaciais para espionar o planeta-alvo, que nesse caso, era o planeta Babylon. O verdadeiro propósito das investigações era obter o maior número de informações que pudesse ajudar na criação de uma nave capaz de chegar até o planeta transportando vários tripulantes com um único objetivo em comum: plantar 17 bombas nucleares que destruiriam o planeta completamente e levar alguns espécimes nativos para pesquisa. Quando a bomba explodisse, qualquer organismo vivo seria dizimado pela radiação. Não haveria sobreviventes, exceto pelas cobaias que os cientistas viriam trazendo dentro da nave. Os sete tubos de cristal seriam as cápsulas que iriam encarcerar os extraterrestres. Três deles acomodariam cobaias mortas, apenas para estudos “minuciosos”, como a exploração de sistemas e órgãos. Nos outros quatro, ficariam as cobaias vivas, que seriam completamente monitoradas e analisadas por todos os membros do setor 048 quando chegassem à Terra. Era essencial que cada cientista fizesse sua parte para acrescentar novas informações ao quadro de investigação da vida alienígena, afinal, cientista não destroem, eles apenas estudam. Se algo desse errado e as bombas não fossem capazes de serem ativadas, ainda havia um plano B, onde um controle automático de emergência detonaria 5 bombas, o que daria cabo de aproximadamente um terço do planeta. Certamente haveria sobreviventes, pois neste caso as cinco bombas não estariam distribuídas de maneira uniforme pelo planeta, mesmo que os cientistas tenham desenvolvido um complexo sistema de distribuição pelos continentes. De qualquer forma, o plano B era algo improvável de se realizar, pois tudo havia sido minuciosamente planejado para que não houvesse erros. Exception chegaria à Babylon sem ser detectada, e, além disso, o lugar da aterrissagem era muito isolado das cidades tecnológicas do planeta. Através das sondas, os cientistas descobriram que Babylon tinha um ponto fraco: No continente Sul do planeta, havia uma pequena ilha isolada da modernidade, e nessa ilha os babilônios não utilizavam sua tecnologia avançada, pelo contrário, eles viviam como monges. Sendo assim, mesmo que os invasores fossem vistos pelos babilônios, não haveria maneira de como utilizarem armas para atacá-los. Seria um lugar perfeito para coletar amostras e sequestrar cobaias. 

Quando Steven mostrou as amostras de DNA e ao mesmo tempo revelou as imagens dos babilônios num grande monitor, grande parte dos presentes naquela sala de reuniões ficou chocada ao perceber a grande semelhança dos ETs com os seres humanos. 

Ao ouvir todas as explicações de Steven, David ia ficando com seu corpo dormente e sua testa começou a suar. De repente ele sentiu um zumbido no ouvido, um zumbido familiar, o mesmo que ele havia sentido em seus pesadelos e também quando desmaiou e foi direto para a ala hospitalar a alguns dias atrás. Parecia que estava tendo aquela mesma sensação novamente. Talvez fosse ainda pior, parecia até uma crise de pânico. Quando a imagem do babilônio apareceu na tela do grande monitor, David sentiu a espinha congelar e sua visão ficou embaçada. Já não conseguia discernir nenhum som, tudo estava embaralhado. Os múrmuros dos outros cientistas iam ficando distantes como se ele estivesse se afastando daquele lugar. Erin estava com os olhos arregalados e fixos na imagem do grande monitor. O rapaz tinha ficado tão chocado com a imagem que não percebeu que seu amigo estava passando mal. David tentava se controlar, mas seu esforço era em vão. Começou a ter uma crise de asma. Quando o som de sua respiração forçada ficou audível, Erin saiu de seu transe e gritou por ajuda. Antes de ser levado para a ala hospitalar novamente, o jovem cientista já havia desmaiado. Em seu subconsciente, algumas palavras eram sussurradas: Está perto... Está perto... Bem perto... Está perto... 

Chegando à ala hospitalar, David foi examinado e novamente seu diagnostico foi neutro. O médico não pôde indicar qualquer doença, e mesmo que fosse apenas estresse, a única coisa possível nesse caso seria notificar o chefe do departamento, já que o próprio paciente se recusava a tirar uma licença. O chefe do departamento decidiria se o rapaz poderia ou não continuar trabalhando, caso ele dissesse que não, David seria obrigado a fazer suas malas e se afastar do trabalho por dois meses. Certamente Stuart Johnson não iria querer ver um membro do setor 048 fora de Smart City, afinal, David sabia de coisas que seriam capazes de destruir a reputação do centro de pesquisa. Depois de receber a notificação, Stuart simplesmente guardou o papel dentro da gaveta de sua mesa e fez um telefonema. Ordenou a Steven que ficasse com os olhos grudados no rapaz, mas que de nenhuma forma cogitaria a possibilidade de afastá-lo de Smart City. 

Steven era outro capacho de Stuart, aceitou as ordens do chefe e ficou tão colado em David, que a única coisa que o rapaz poderia fazer em retaliação era tratá-lo como um parasita, pois era isso o que ele estava sendo naquele momento. 

-Me deixe sair desse laboratório agora! –esbravejou David, caminhando em direção à porta do setor 048. 

-Tem guardas lá fora! Você não sai daqui a menos que esteja acompanhado por um deles! Por isso, desista de fugir!- grasnou Steven, passando na frente do rapaz e segurando a porta para mantê-la fechada. 

-HAHAHAHAHA! Eu NUNCA iria fugir! Eu só quero contar tudo para a imprensa! A população precisa saber que vocês estão querendo dissecar seres semelhantes a nós! 

-Eles não são iguais a nós! São seres repugnantes que destruíram metade da raça humana! 

-E daí? Se destruirmos o planeta deles e utilizarmos os sobreviventes como cobaias, estaremos sendo muito piores do que eles! 

-Meu caro David, você é tão generoso e altruísta, um verdadeiro defensor da vida extraterrestre! Não duvido nada que você se case com uma alienígena só para garantir a paz interplanetária! –debochou Steven, revirando os olhos e dando uma risadinha irônica. 

-Seu filho da p... 

-David! –ralhou Erin, que havia acabado de sair da ala de testes de sobrevivência onde tinha ido pegar algumas amostras de DNA para a pesquisa de Joanna. 

-Não se intrometa, Erin! –bradou David, com um olhar de repreensão sobre seu amigo. 

-O que está acontecendo aqui? –perguntou Joanna, que acabara de sair apressada de sua ala para ver o que era toda aquela gritaria. 

Steven mudou de expressão rapidamente e ajeitou a gravata, depois se afastou de David e caminhou em direção à moça, que a aquela altura do campeonato já sabia das intenções do chefe de setor. 

-Não precisa se preocupar... Sinto ter que lhe dizer isso mais uma vez, mas seu companheiro de laboratório é muito problemático! –respondeu Steven, tentando deixar a voz suave, quase num tom se sussurro meio sedutor. 

-Tudo bem, Dr. Steven, eu... Eu só estava procurando pelos meus amigos! –disse Joanna, imediatamente correndo na direção de David e puxando-o pelo braço. Logo em seguida, ela faz o mesmo com Erin, e leva os dois em cada braço de volta ao seu laboratório. 

Antes que Erin pudesse se sentar à sua bancada, um dos companheiros de Steven, da ala de testes de sobrevivência, adentrou na ala de estudos de organismos multicelulares extraterrestres e pediu que o rapaz o acompanhasse de volta a sua ala para verificar as amostras de DNA. Erin saiu do laboratório um pouco desconfiado, pois ele havia acabado de ir buscar algumas amostras de DNA extraterrestre na ala de testes de sobrevivência. 

Enquanto isso, Joanna resmungava para David. 

-Seis dias David! SEIS DIAS! Você não imagina o quanto eu estou cansada dessas suas discussões com o Dr. Steven! 

-Não chame aquele parasita de doutor! –disse David de forma despreocupada. 

-Será que as discussões com Erin não foram o bastante? Talvez você não tenha percebido, mas toda vez que você tenta discutir com ele, acaba dando em nada! E sabe qual o motivo disso? Erin não está mais disposto a brigar com você! Não importa o que você faça, ele não irá mais fazer confusão! 

-Com certeza ele está fazendo isso por você... Por que você pediu... 

-E qual o problema com isso? 

-Nada, é que você e o Erin estão bastante amiguinhos ultimamente... 

-O que está querendo insinuar? 

-Eu? Insinuar? Não estou insinuando nada... Só espero que você não resolva ficar amiguinha de Steven só para que ele deixe de discutir comigo... 

-DAVID! –bradou Joanna. –Como pode dizer isso! NÃO AGUENTO MAIS! Em seis dias você se tornou a pessoa mais irônica, briguenta e insuportável da face da Terra! O que está acontecendo com você? Está cada dia pior! 

Enquanto Joanna perdia a paciência com o cientista, o rapaz começou a sentir uma tontura e cambaleou, interrompendo rapidamente os gritos da garota e deixando-a muito preocupada. 

-David! Você está bem? 

-Estou... Foi só uma tontura... 

A garota franze o cenho e encara o rapaz, preocupada. 

-Não consigo entender... Por que os médicos não conseguem diagnosticar o que você tem? 

-Por que não tenho nada! 

-Você está louco? Como pode dizer que não tem nada de errado com você se todo o dia sente essas tonturas e tem crises de asma? 

-É só cansaço, logo vou melhorar! 

-Como pode ser tão teimoso! Você deveria estar na sua casa nesse momento, tirando umas longas férias! 

-Bobagem! – debocha David, caminhando até sua mesa e sentando-se meio desajeitado, tentando recuperar o ânimo. 

Joanna fica desconfiada e resolve continuar a conversa, aproximando-se da mesa do rapaz. 

-A única coisa que os médicos conseguem afirmar é que você pode estar sofrendo de estresse... Quando foi que essas crises começaram? 

David solta um suspiro, como se estivesse cansado de tantas perguntas e especulações sobre sua suposta “doença”. 

-Não sei... Talvez tenham começado quando Exception estava prestes a ser lançada no espaço... 

-Tem certeza? 

David estava mentindo. Ele lembrava-se muito bem da primeira vez que teve uma crise de asma, e foi exatamente na época em que seus pesadelos começaram, um pouco antes de Exception ficar pronta. David só não entendia o que havia desencadeado aqueles pesadelos. Talvez... Talvez um incidente que fez com que o chefe do departamento culpasse o jovem cientista pelo fracasso de uma pesquisa. 

Há poucos meses, o laboratório de estudos de organismos multicelulares extraterrestres havia sido encarregado de desenvolver uma roupa sintética que usaria como base fragmentos de DNA extraterrestre. Porém, quando as amostras de DNA chegaram, ninguém explicou de onde elas vieram e de que organismos provinham àquelas amostras. David ficou muito desconfiado, e resolveu fazer uma pesquisa isolada no DNA, mas como essa pesquisa não estava relacionada com o verdadeiro objetivo da utilização da amostra, que era o desenvolvimento das roupas sintéticas, um dos companheiros de laboratório resolveu delatá-lo ao chefe de departamento, que acabou cancelando a pesquisa e culpando o rapaz pelo fracasso da mesma. 

David nunca se esqueceu do que sentiu ao tocar aquela amostra de DNA. Foi sem querer, apenas um acidente de trabalho. David tocou na amostra de DNA com as mãos nuas. Era como se uma espécie de energia viva se espalhasse pelo seu corpo, uma eletricidade que caminhava por cada centímetro de seus músculos, de sua pele e até mesmo seu cérebro. David sabia muito bem que se resolvesse pesquisar aquela amostra com outras intenções, acabaria sendo descoberto e poderia até mesmo ser demitido. Porém, ele correu o risco, e fez isso seguindo apenas os seus instintos, algo que um rapaz tão inteligente e comedido como ele não costumava fazer. David precisava descobrir o que havia de tão especial naquela amostra. Ele ficou obcecado e cego com aquela sensação estranha que havia sentido. Erin ficou chocado quando descobriu que seu amigo estava fazendo pesquisas não autorizadas, achou até que depois disso, seria o fim da carreira científica de David. Mas por algum motivo obscuro, Stuart Johnson resolveu deixar David continuar trabalhando em Smart City, mesmo que isso significasse destruir a reputação do rapaz para que ninguém confiasse nele. O que David ainda não conseguia entender era o motivo de Stuart tê-lo integrado no setor 048 depois de tudo o que aconteceu. Se ele o odiava tanto, por que faria isso? Será que Stuart Johnson sabia o que David havia sentido quando tocou na amostra? Certamente aquela amostra era o DNA de algum babilônio. David podia ligar todos os fatos agora, mas ainda havia uma ponta solta: Seria a amostra de DNA a causa dos pesadelos do jovem cientista? Isso ele não sabia responder. Os pesadelos começaram logo depois que ele foi humilhado pelo chefe de departamento diante de todos os cientistas da área de investigação da vida extraterrestre, numa reunião sobre segurança nos laboratórios. Após o pesadelo, David teve sua primeira crise de asma, algo que lhe deixou muito intrigado, pois o rapaz nunca havia tido crises de asma antes. David se recusava a acreditar que tudo aquilo teria sido causado pelo simples fato de ter tocado na amostra. Infelizmente, parecia que essa era a explicação mais óbvia. 

-Tenho certeza! –mentiu David, desviando o olhar para o monitor de seu computador e ignorando as investidas de Joanna. 

Enquanto isso, em algum lugar da ala de testes de sobrevivência, Erin estava sendo agredido por Steven. 

-Onde estão as outras amostras? –perguntou Steven, apontando para o freezer que continha às amostras de DNA utilizadas para investigação. 

-Eu só peguei duas! Pode perguntar ao seu amigo! Ele me viu pegando as amostras! –respondeu Erin, apontando para o outro cientista que tinha ido chamá-lo em sua ala. 

-Duas? Havia dez amostras aqui! DEZ! 

-Sim! Eu vi, havia dez amostras e eu peguei duas, restaram oito! Elas estavam aqui quando eu saí da sala! Seu companheiro de laboratório viu tudo! 

-Isso é verdade? –perguntou Steven ao seu companheiro de ala. 

-Me desculpe, mas eu não vi nada, então não posso dizer se ele roubou ou não... –respondeu o cientista, dando de ombros. 

-COMO ASSIM? –grasnou Erin, pressentindo que as coisas iriam acabar mal. –VOCÊ VIU! TENHO CERTEZA DISSO! 

-Desculpe, mas acho que você se confundiu... –debochou o outro cientista, com um sorrisinho maligno. 

Erin olha angustiado para Steven. Fica sem saber o que dizer. 

-Acha que eu vou preferir acreditar em você do que no meu companheiro de laboratório? – perguntou Steven, com uma fúria vibrante estampada nos olhos. 

Erin abaixou a cabeça, como se fosse chorar, porém, via-se em seu rosto uma expressão aturdida, e ele começou a rir. 

-Vocês planejaram tudo, não é? –perguntou o rapaz, tentando esconder o medo nos seus olhos verdes. – Como eu pude ser tão ingênuo! 

-Agora está se fazendo de vítima? –debochou Steven. –Sempre achei que você não fosse boa pessoa... Vive grudado naquele cientistazinho que violou as regras! 

-Ah, então é isso... Esse é o motivo pelo qual você está me acusando desse jeito! Está descontando a raiva que sente por David em mim! 

Ao dizer essas palavras, Erin recebeu um soco na face. Sentiu os dedos de Steven rasgando seu lábio superior. Steven queria descontar sua raiva em alguém, e o principal motivo de ter escolhido Erin era o fato de que o rapaz estava muito próximo de Joanna. Toda vez que o chefe de setor entrava na ala de estudos de organismos multicelulares extraterrestres, via Joanna e Erin conversando, e David sempre afastado dos dois. Isso despertou um ciúme intenso no cientista. Porém, o que ele não sabia era que David só se mantinha afastado por causa de sua condição, pois se ele resolvesse se aproximar, acabaria tendo mais uma discussão com Erin. 

-Seu ladrão! Confesse que roubou as amostras! – exigiu Steven, puxando Erin pela gravata, enquanto seu companheiro de laboratório olhava para os lados, verificando se não havia ninguém espiando. 

-Eu não roubei nada! –falou Erin, cuspindo o sangue que escorria pela sua boca ferida. 

-Seu cientistazinho insolente! Acha que eu tenho medo do seu tio-avô? Aposto que ele nem lembra que você existe! –debochou Steven, dando outro soco em Erin. 

-FÔDA-SE! –gritou Erin, com seus olhos faiscando de raiva, e dessa vez, cuspiu no rosto de Steven. 

O chefe de setor ficou furioso e bateu em Erin até que ele caísse no chão. Depois, continuou chutando o rapaz mesmo ele estando caído. 

-ERIN, ERIN, ERIN! QUE TIPO DE NOME É ESSE? HAHAHAHA! Achei que Erin fosse nome de mulher! –debochou Steven, chutando o rapaz e rindo. 

O amigo de Steven também começou a rir, por isso acabou esquecendo-se de vigiar o laboratório e uma pessoa entrou desavisada pela porta já entreaberta. 

Os olhos de Joanna estavam arregalados. Ela não acreditava no que estava vendo. Erin estava ferido e caído no chão, sendo espancado por Steven. A garota tinha ido à ala de testes de sobrevivência por que estava cansada de discutir com David, e também estranhava a demora de Erin. Steven olhou de lado, seu sorriso sádico se desfez ao ver Joanna paralisada e com uma expressão de terror em sua face. Logo ele entrou em pânico. 

-J-Joanna... O que faz aqui? –perguntou Steven, com uma expressão desnorteada. 

A jovem cientista só conseguia olhar para Erin ensanguentado no chão.